Como já aprendemos, a oração deve começar com expressões de exaltação e gratidão a Deus, para só depois falar de nossas necessidades. É preciso também lembrar o caráter dispensacional da oração ensinada por Jesus. Ela foi dada numa época quando a igreja ainda não existia e o Espírito Santo estava com os discípulos, mas não habitava neles. No Evangelho de João Jesus lhes disse: “o Espírito da verdade… vive com vocês e estará em vocês” (Jo 14:17).

Estas coisas só aconteceriam no dia de Pentecostes, no capítulo 2 de Atos. A partir daí todo aquele que é salvo por Jesus desfruta da presença do Espírito Santo habitando em si, individualmente, e na igreja, coletivamente. Enquanto Jesus estava no mundo o Espírito Santo agia nos discípulos de fora para dentro. Hoje o Espírito Santo Consolador age no crente de dentro para fora.

Daí a diferença entre a oração que Jesus ensinou aos discípulos e a que o cristão hoje tem o privilégio de colocar em prática. Paulo escreve em Romanos 8:26: “O Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus” (Rm 8:26-27). Continue lendo »


Autor: Zacarias 1:1 identifica o seu autor como sendo o profeta Zacarias.

Quando foi escrito: O Livro de Zacarias foi provavelmente escrito em dois segmentos principais entre 520 e 470 aC.

Propósito: Zacarias enfatizou que Deus tem usado Seus profetas para ensinar, advertir e corrigir o seu povo. Infelizmente, eles se recusaram a ouvir. Seu pecado trouxe a punição de Deus. O livro também traz evidências de que até mesmo a profecia pode ser corrompida. A história mostra que nesse período a profecia caiu em descrédito entre os judeus, dando entrada ao período entre os Testamentos quando nenhuma voz profética duradoura falava ao povo de Deus.

Versículos-chave: Zacarias 1:3: “Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tornai-vos para mim, diz o SENHOR dos Exércitos, e eu me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos.”

Zacarias 7:13: “Visto que eu clamei, e eles não me ouviram, eles também clamaram, e eu não os ouvi, diz o SENHOR dos Exércitos.”

Zacarias 9:9: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.”

Zacarias 13:9: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: é meu povo, e ela dirá: O SENHOR é meu Deus.” Continue lendo »


Qualquer oração deve começar de cima para baixo, de Deus para o homem. Portanto é bom você iniciar exaltando ao Pai pelo que ele é e ao Filho que consumou a obra que nos trouxe salvação. Se você se encontrasse com alguma grande personalidade da história, como iniciaria a conversa? Provavelmente mencionando algum feito admirável daquela pessoa. Faça o mesmo quando falar com o Pai. Diga a ele o quanto significou para você o fato de ter enviado seu Filho ao mundo para morrer.

Muitos acreditam que a expressão “venha o teu reino” esteja se referindo ao reino milenar de Cristo neste mundo, mas não é assim. O que costumamos chamar de milênio, ou reino de mil anos de Jesus, é um estado intermediário e não o final da história. É o reino do Filho do Homem, não o reino do Pai do qual Jesus fala na oração ao dizer “o teu reino”. No milênio ainda haverá mortes e no fim uma guerra de grandes proporções. Veja esta passagem de 1 Coríntios 15:

“Então virá o fim, quando ele [Jesus] entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, autoridade e poder. Pois é necessário que ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque ele ‘tudo sujeitou debaixo de seus pés’. Ora, quando se diz que ‘tudo’ lhe foi sujeito, fica claro que isso não inclui o próprio Deus, que tudo submeteu a Cristo. Quando, porém, tudo lhe estiver sujeito, então o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, a fim de que Deus seja tudo em todos” (1 Co 15:24-28). Continue lendo »


Ao ensinar aos discípulos como orar, Jesus mostra a eles os principais pontos que compõem uma oração, e não um texto para ser decorado e repetido como fazem os pagãos com seus mantras e fórmulas mágicas. O conhecido “Pai Nosso” que é rezado por milhões de católicos e protestantes foi tirado do capítulo 6 do Evangelho de Mateus, onde a palavra “Amém” do final não existe nos melhores manuscritos. Em Lucas 11 está assim:

“Pai! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano. Perdoa-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todos os que nos devem. E não nos deixes cair em tentação” (Lc 11:2- 4). Como se fosse uma lista de tópicos a serem lembrados, Jesus ensina que devemos nos dirigir ao Pai que é santo; que nossa expectativa deve estar na vinda do Reino; que devemos buscar em Deus a fonte de nosso sustento; que devemos ter consciência de nossa condição de pecadores, e dependermos continuamente dele para proteção.

Tudo começa reconhecendo a Deus como Pai, um relacionamento pessoal e familiar que nenhum judeu ousaria desfrutar. No mundo ocidental estamos tão acostumados a chamar a Deus de Pai que nem percebemos o quão radical foi o ensino de Jesus. Um judeu no Antigo Testamento chamaria a Deus de Pai no sentido de Criador, mas nunca com a ideia de um relacionamento familiar como encontramos nos evangelhos e epístolas. Para um muçulmano, então, nem pensar. No islamismo Deus tem 99 nomes e nenhum deles é Pai. Continue lendo »