Jesus diz aos discípulos: “Qual de vocês que, tendo um servo que esteja arando ou cuidando das ovelhas, lhe dirá, quando ele chegar do campo: ‘Venha agora e sente-se para comer’? Pelo contrário, não dirá: ‘Prepare o meu jantar, apronte-se e sirva-me enquanto como e bebo; depois disso você pode comer e beber’? Será que ele agradecerá ao servo por ter feito o que lhe foi ordenado? Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: ‘Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever’” (Lc 17:7-10).

A prioridade de quem serve não é o seu próprio bem estar, mas o de seu senhor. Ao servo também não cabe se gloriar por servir e nem esperar por palavras de agradecimento. Seu papel é servir e, depois de cumpridas suas tarefas, se considerar inútil por não ter feito nada mais que a obrigação. E o que isto tem a ver com a fé mencionada nos versículos anteriores? A fé não pode agir em independência, como se fosse um superpoder que o crente possui para fazer sua própria vontade, mas deve estar subordinada ao Senhor e para o serviço dele.

Para que o servo ande por fé ele precisa primeiro se colocar no seu devido lugar de servo. Continue lendo »


Não, o livro de Malaquias foi escrito exclusivamente para a nação de Israel e não tem nenhuma aplicação prática para a Igreja nos dias de hoje:

“Peso da palavra do SENHOR CONTRA ISRAEL, por intermédio de Malaquias.” (Ml 1:1)

Além disso, a mensagem em Malaquias se destinava aos sacerdotes em Israel:

“Agora, ó SACERDOTES, ESTE MANDAMENTO É PARA VÓS.” (Ml 2:1)

E além disso, vivemos hoje na dispensação da graça (Ef 3:2) e no tempo da Igreja, que era um “mistério” guardado por Deus através dos séculos e que só foi revelado a Paulo:

“Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; como me foi este MISTÉRIO [A IGREJA] manifestado pela revelação, como antes um pouco vos escrevi;” (Efésios 3:2-3)

Portanto, usar Malaquias para tentar justificar os dízimos que são cobrados hoje nas igrejas denominacionais que existem aos milhares espalhadas e espalhando a cristandade entre os mais diversos nomes, negando o nome de Cristo que é sobre todo nome e que deveria ser o único nome ao qual os cristãos deveriam se reunir, é um grande erro doutrinário ou o resultado da má fé dos lobos devoradores que querem explorar as “ovelhas”. Continue lendo »


Os discípulos se sentem impotentes diante dos desafios de não ser pedra de tropeço, saber repreender com graça o pecador e perdoá-lo sete vezes ao dia. Afinal, de si mesmo ninguém consegue agradar a Deus, como diz a carta aos Romanos: “Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3:10).

Quando nos damos conta de nossa total incapacidade fazemos como os discípulos e pedimos ao Senhor: “Aumenta a nossa fé” (Lc 17:5). Somente por fé podemos nos aproximar “do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hb 4:16 ). E graça se obtém por fé, seja ela grande ou pequena. Por isso Jesus explica que a fé, ainda que minúscula, é capaz de grandes proezas:

“Se vocês tiverem fé do tamanho de uma semente de mostarda, poderão dizer a esta amoreira: ‘Arranque-se e plante-se no mar’, e ela lhes obedecerá” (Lc 17:6). Mas Jesus fala de uma fé colocada fora de si mesmo, a fé em Deus. As pessoas lhe dirão: “Confie em si mesmo!”, porém Deus lhe dirá: “Maldito é o homem que confia no homem” (Jr 17:5). Continue lendo »


Não, o capítulo 24 de Mateus é bem específico de Israel, em especial do remanescente de judeus fieis que irá se converter após a Igreja deixar a terra. Muitos têm dificuldade para entender a profecia por não discernirem o lugar distinto que Israel e Igreja ocupam nas Escrituras e nos propósitos de Deus. O capítulo 24 de Mateus e outras passagens que falam da tribulação costuma ser conectado à Igreja na terra, mas isso é um erro. De um modo geral, este capítulo trata do futuro, do tempo da tribulação e vinda de Cristo para Israel. A Igreja, que é formada por todos os salvos, será arrebatada antes do tempo ou período da tribulação, como vemos em Apocalipse 3:10: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” Repare que “hora” na passagem é um período de tempo bem definido.

O capítulo 24 do Evangelho de Mateus trata do remanescente judeu que testemunhará e pregará o Evangelho do Reino durante o período dos cerca de sete anos que se seguem ao arrebatamento da Igreja. Ao contrário do que muitos pensam, o verbo “levar” que aparece nos versículos 40 e 41 deste capítulo nada tem a ver com o arrebatamento, mas está ali fazendo um paralelo com os que foram “levados” pela morte no dilúvio. É preciso ler o contexto a partir do versículo 37 para entender:

“E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra.” (Mt 24:37-41) Continue lendo »