Vimos que nem mesmo Pedro escapou de agir com hipocrisia, uma marca registrada também dos líderes religiosos de Israel. Eles diziam uma coisa e faziam outra. Jesus agora vai descrever isso em detalhes e você vai achar até que ele está falando do que vemos hoje na cristandade.

Jesus acusa os religiosos judeus de amarrarem fardos pesados sobre os outros, quando eles próprios não levantavam um dedo para movê-los. Ele ainda os acusa de fazerem tudo para serem vistos pelos homens, muito diferente do exemplo dado por João Batista, que disse a respeito de Jesus: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3:30).

Os religiosos procuravam também se vestir de modo que fossem reconhecidos como diferentes. Neste capítulo Jesus não está criticando as roupas que os sacerdotes eram obrigados a usar, mas está acusando o clero de exagerar no visual, trazendo largos filactérios e alongando as franjas das vestes. Continue lendo »


Hoje vamos deixar o Evangelho de Mateus para dar uma olhada na carta do apóstolo Paulo aos Gálatas, os cristãos que viviam na Galácia. Nela Paulo conta de um encontro que teve com o apóstolo Pedro dizendo assim:

“Quando, porém, Pedro veio a Antioquia, enfrentei-o face a face, por sua atitude condenável. Pois, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, ele comia com os gentios [cristãos não judeus]. Quando, porém, eles chegaram, afastou-se e separou-se dos gentios, temendo os que eram da circuncisão”(Gl 2:12) — isto é, os judeus convertidos a Cristo que achavam que ainda deviam obedecer a Lei do Antigo Testamento.

Paulo continua: “Os demais judeus também se uniram a ele nessa hipocrisia, de modo que até Barnabé se deixou levar. Quando vi que não estavam andando de acordo com a verdade do evangelho, declarei a Pedro, diante de todos: ‘Você é judeu, mas vive como gentio e não como judeu. Portanto, como pode obrigar gentios a viverem como judeus?’”(Gl 2:13-14) Continue lendo »


Jesus volta a dedicar um capítulo inteiro do Evangelho de Mateus, o capítulo 23, àqueles que sempre foram um problema para Deus: o clero. Mas o interessante é que ele não prega a desobediência ou a rebelião. Enquanto não viesse o tempo da Igreja, o judaísmo continuava valendo, o Templo em Jerusalém continuava sendo o lugar de adoração e as pessoas continuavam adorando em verdade, segundo as Escrituras, mas não em espírito.

Aqueles religiosos judeus ocupavam um lugar de autoridade, e Jesus reconhece a autoridade deles ao lembrar que se assentavam na cadeira de Moisés. Portanto o povo devia fazer o que eles diziam, mas não o que faziam. Sim, porque eles diziam uma coisa e faziam outra.

Tudo isso já era, e você não pode hoje querer fazer valer esse mesmo tipo de autoridade. Estamos na época da Igreja, não de Israel, e quando digo “igreja”, por favor, entenda que estou falando do corpo de Cristo, formado por todos os que nasceram de novo pela fé em Jesus, e não de alguma denominação ou organização religiosa. Continue lendo »


Depois de falar do primeiro grande mandamento — amar a Deus acima de tudo — Jesus fala do segundo: “Ame o seu próximo como a si mesmo”(Mt 22:39). Este segundo mandamento tem sido muito usado nos dias de hoje por escritores espiritualistas, só que de uma forma capenga que induz o seguinte raciocínio:

“Bem, se preciso amar o próximo como a mim mesmo, é melhor eu começar a me amar mais. Hmmm… não tenho me amado muito ultimamente, não tenho me valorizado, não tenho dado a mim mesmo a autoestima que mereço…”Já percebeu onde quero chegar, não?

Exatamente. O próximo passo é pedir ao meu próximo que aguarde uma vida enquanto resolvo essa parte de amar a mim mesmo. Isso nos leva àquela máxima cada vez mais utilizada pela propaganda: “Você merece ser feliz!”Já que o coração humano é insaciável, eu nunca vou achar que já me amo o suficiente para amar meu próximo. Continue lendo »