Neste capítulo 2 do evangelho de Lucas fomos transportados dos ricos aposentos reais de César Augusto em Roma para um sujo estábulo em Belém, onde um casal pobre acomoda numa manjedoura o recém-nascido Jesus. “Porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2:7). Agora somos levados à zona rural, a alguns pastores de ovelhas do turno da noite, os menos qualificados daquela profissão.

“Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles”, e o anjo lhes diz: “Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Então “uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: ‘Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor’” (Lc 2:9-14).

O anúncio do Filho de Deus vindo ao planeta Terra na forma humana não é dado ao clero, mas a homens simples que trazem no peito um coração de criança para crer nas coisas de Deus. Por quê? Porque o clero judeu espera o Messias vindo em poder e glória e não acreditaria que o Salvador do mundo pudesse entrar em cena na forma de um “bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Continue lendo »


Autor: O Livro de Eclesiastes não identifica diretamente o seu autor. Há alguns versículos que dão a entender que Salomão escreveu este livro. Existem alguns indícios no contexto que podem sugerir que uma outra pessoa escreveu o livro após a morte de Salomão, possivelmente centenas de anos mais tarde. Ainda assim, a crença convencional é que o autor era na verdade Salomão.

Quando foi escrito: O reinado de Salomão como rei de Israel durou de cerca de 970 AC até cerca de 930 AC. O livro de Eclesiastes foi provavelmente escrito no final do seu reinado, em aproximadamente 935 AC.

Propósito: Eclesiastes é um livro de perspectiva. A narrativa do “Pregador”, ou “Sábio”, revela a depressão que inevitavelmente resulta da procura da felicidade em coisas mundanas. Este livro dá aos Cristãos a oportunidade de ver o mundo através dos olhos de uma pessoa que, apesar de muito sábio, está tentando encontrar sentido em coisas humanas e temporárias. Quase todas as formas de prazer mundano são exploradas pelo Pregador, e nenhuma delas lhe dá sentido algum.

No final, o pregador chega a aceitar que a fé em Deus é a única maneira de encontrar um significado pessoal. Ele decide aceitar o fato de que a vida é breve e, no fim das contas, inútil sem Deus. O pregador aconselha o leitor a concentrar-se em um Deus eterno, em vez de prazer temporário. Continue lendo »


Vimos Deus movendo ao seu bel prazer o governante mais poderoso da terra para que Maria estivesse no lugar previsto pelo profeta para o nascimento de Jesus. Se, por um lado, Deus manipula os reis para cumprir seus propósitos, por outro ele chama os desprezíveis para fazerem parte de sua família. Por isso Tiago escreve: “Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam?” (Tg 2:5).

Quem é verdadeiramente pobre não tem em que se agarrar no dia da necessidade; não se apoia em seus bens, na sua justiça, nas boas obras ou qualquer capacidade que possa usar   como moeda de troca para sua salvação. Deus não quer os abastados, mas os necessitados; não busca os sãos, mas os enfermos; não se impressiona com os sábios, pois quer os loucos. Ao dirigir-se aos cristãos congregados na cidade de Corinto, o apóstolo Paulo escreveu:

“Pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento. Mas Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele” (1 Co 1:26-29). Continue lendo »


Maria creu nas palavras do anjo, de que de seu ventre sairia o Emanuel, ou “Deus conosco”. Afinal, mesmo sem ter uma relação sexual ela tinha ficado grávida após o Espírito Santo vir sobre ela e o poder do Altíssimo a cobrir com sua sombra. O bebê, chamado pelo anjo de “Filho de Deus”, foi chamado por Isabel de “Senhor”.

Maria e Isabel sabem da promessa feita pelo profeta Isaías: “Por isso o Senhor mesmo lhes dará um sinal: a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e o chamará Emanuel” ou “Deus conosco” (Is 7:14). O mesmo profeta previu: “Um menino nos nasceu… E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão, desde agora e para sempre” (Is 9:6-7).

Mas onde nasceria o menino? Maria sabe, pois o profeta Miquéias avisou: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5:2). Portanto Maria ficaria grávida virgem, seu filho seria o “Deus conosco”, ele assumiria o trono de Davi e estabeleceria um reino de paz sem fim. Por ser Deus, ele existiria “desde os dias da eternidade”. Continue lendo »