“Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos.” – Provérbios 16:3

Não importa quantas vezes leiamos a Bíblia, a veracidade do que ali está escrito sempre será surpreendente quando analisarmos seus conselhos e princípios empiricamente. São diversas as oportunidades que temos para comprovar o quanto a Palavra é fidedigna.

Infelizmente, muitos a taxam como antiquada e ultrapassada numa atitude de preconceito e negligência. Pensam que a Bíblia não passa de um monte de páginas subservientes ao politicamente correto, repleta de tradições arcaicas que se tornaram inúteis à atual civilização. Não param para comprovar a insanidade que é tal raciocínio, através de uma leitura despretensiosa, atendo-se unicamente a simples curiosidade que leva a aprender, pois para tal é necessário abandonar prejulgamentos nutridos pela estarrecedora maioria.

Você está pronto para andar na contramão, pensar por si mesmo, ler as Escrituras e só então tirar conclusões sobre os ensinamentos contidos ali? Poucos têm tamanha ousadia e intrepidez. Destes, muitos se sentem gratos por terem tomado esta corajosa atitude, capaz de mudar vidas e transformar histórias. Continue lendo »


Jesus conta uma parábola: “A terra de certo homem rico produziu muito bem. Ele pensou consigo mesmo: ‘O que [eu] vou fazer? Não tenho onde armazenar minha colheita’. Então disse: ‘Já sei o que [eu] vou fazer. [Eu] vou derrubar os meus celeiros e [eu vou] construir outros maiores, e ali [eu] guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. E [eu] direi a mim mesmo: Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se’. Contudo, Deus lhe disse: ‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?’ Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus”(Lc 12:15-21).

O pronome pessoal “eu”, subentendido como sujeito oculto, revela duas coisas: a pretensão daquele que pensa estar no controle de sua vida e a solidão em que vive o avarento, que é egoísta e só pensa em si. A parábola fala ainda da loucura que é achar que bens materiais possam garantir segurança, e acreditar que a vida resume-se ao nosso tempo na terra. O insensato consulta a si mesmo sobre o que fazer com o que acumulou. Ele exclui Deus de seus planos, esquecendo-se de que todo ser humano tem em sua agenda um compromisso pétreo, isto é, que não pode ser adiado: encontrar-se com Deus. Para ninguém se esquecer disso, Deus repete três vezes na Bíblia: “Diante de mim todo joelho se dobrará e toda língua confessará que sou Deus”(Is 45:23; Rm 14:11; Fp 2:10). Continue lendo »


Outro contraste que encontramos entre a antiga e a nova dispensação está no conhecimento de Deus como Pai, algo que um judeu não podia desfrutar. Isto foi completamente revelado em Cristo e é um dos maiores privilégios do cristão. No Evangelho de João diz que “ninguém jamais viu a Deus, mas o Filho Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido”(Jo 1:18). Em sua carta o mesmo João fala de Jesus como sendo “o verdadeiro Deus e a vida eterna”(1 Jo 5:20).

No Antigo Testamento os israelitas celebravam sacrifícios que eram “uma recordação anual dos pecados, pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados”(Hb 10:3-4). A eles era apenas prometido que Deus iria prover um Cordeiro para tirar o pecado, porém só no futuro. O cristão tem, ao invés de promessas, o fato da redenção já consumada. É como se Israel tivesse apenas uma nota promissória, porém a Igreja desfrutasse do resgate do valor prometido.

Outra diferença é que na antiga dispensação um israelita podia contar apenas com a influência do Espírito Santo ou sua atuação eventual em si mesmo. Agora o Espírito habita permanentemente no cristão. Aos seus discípulos, ainda no período dos evangelhos em que vigorava o judaísmo, Jesus disse que o Espírito Santo estava com eles, mas que em breve viria habitar neles. Continue lendo »


Autor: 2 Coríntios 1:1 identifica o apóstolo Paulo como o seu autor, possivelmente com Timóteo.

Quando foi escrito: O livro de 2 Coríntios foi provavelmente escrito cerca de 55-57 dC.

Propósito: A igreja em Corinto começou em 52 dC como resultado da visita de Paulo em sua segunda viagem missionária. Foi então que ele ficou um ano e meio, a primeira vez que pôde permanecer no mesmo lugar o tanto que quisesse. Um registro dessa visita e do estabelecimento da igreja é encontrado em Atos 18:1-18.

Em sua segunda carta aos Coríntios, Paulo expressa seu alívio e alegria que a igreja tinha recebido a sua carta “severa” (hoje perdida) de uma maneira positiva. Essa carta dirigia-se a questões que estavam causando divisões na igreja, principalmente a chegada dos (falsos) apóstolos (2 Coríntios 11:13) que estavam atacando o caráter de Paulo, semeando a discórdia entre os crentes e ensinando uma falsa doutrina. Eles parecem ter questionado a veracidade de Paulo (2 Coríntios 1:15-17), a sua capacidade de falar (2 Coríntios 10:10, 11:6) e sua relutância em aceitar sustento da igreja em Corinto (2 Coríntios 11:7 – 9; 12:13). Havia também algumas pessoas que não haviam se arrependido de seu comportamento licencioso (2 Coríntios 12:20-21).

Positivamente, Paulo achou que os Coríntios tinham recebido bem sua carta “severa”. Paulo ficou muito feliz ao ficar sabendo por parte de Tito que a maioria dos membros da igreja de Coríntios tinha se arrependido de sua rebelião contra Paulo (2 Coríntios 2:12-13, 7:5-9). O apóstolo os encoraja por isso através de uma expressão de amor genuíno (2 Coríntios 7:3-16). Paulo também buscou reivindicar seu apostolado, já que alguns membros da igreja tinham provavelmente questionado sua autoridade (2 Coríntios 13:3). Continue lendo »