José e Maria ficam maravilhados com as promessas que Deus tem para gentios e judeus envolvendo aquela criança. Mas as palavras que agora fluem da boca de Simeão, inspirado pelo Espírito Santo, são graves e tristes. O mesmo menino estaria destinado a ser motivo de queda e elevação de muitos em Israel.

A presença de Jesus iria testar a humanidade. Aqueles que orgulhosamente resistissem a ele seriam punidos por sua incredulidade. Essa fila seria puxada principalmente pelo clero. Enquanto isso, os humildes, arrependidos de seus pecados e reconhecendo em Jesus o Salvador, seriam abençoados. Nesse grupo estariam os ladrões, prostitutas e coletores de impostos convertidos.

Jesus seria ainda um sinal de contradição ou pedra de tropeço para muitos, pois sua presença santa e sem mácula causaria, por si só, um contraste com o pecado e a impiedade do homem. Os homens não poderiam suportar tamanha luz denunciando a imundície de seus corações, por isso se voltariam contra Jesus. Continue lendo »


Na carta aos Gálatas, Paulo escreve que “vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl 4:4-5). Ao anunciar o nascimento de Jesus aos pastores o anjo disse que as boas novas eram “para todo o povo”, isto é, o povo de Israel, e não “para todos os povos”.

O evangelho de João diz que Jesus veio “para o que era seu” [o povo de Israel], mas quando “os seus não o receberam” Deus ampliou o alcance da sua graça, e “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (Jo 1:11-12). É por isso que vemos Maria e José cumprindo os preceitos da Lei. Eles circuncidam Jesus ao oitavo dia e fazem o ritual da purificação de Maria quarenta dias após o parto. A oferta pela purificação revela que eles eram pobres. O casal oferece dois pombinhos, e não um cordeiro de um ano, que era a oferta que a Lei determinava para quem tivesse recursos.

Ainda seguindo o ritual judaico, Maria e José apresentam o menino no templo de Jerusalém, mas não sabem que já são esperados ali. Simeão, um dos poucos que esperavam pela vinda do Messias, tinha sido avisado pelo Espírito Santo que “não morreria antes de ver o Cristo do Senhor” (Lc 2:25-26). E o mesmo Espírito faz com que ele vá ao templo na hora exata em que Maria e José chegavam com o menino. Tomando a criança em seus braços, Simeão profetiza: Continue lendo »


“Examinai tudo. Retende o bem.” (I Tessalonicenses 5:21)

Somos cidadãos do Céu e precisamos agir como tais enquanto na Terra. Diariamente estamos expostos às influências nada santificadoras advindas das mais diversas esferas e devemos ser cautelosos quanto ao que permitiremos entrar em nossos pensamentos. Isto não significa que não podemos analisar e dissecar o que acharmos pertinente, pelo contrário, devemos analisar absolutamente tudo, só que com um porém: reter somente o bem.

Este é um desafio, afinal, de maneira geral, não há muito que se aproveite quando observamos o mundo ao nosso redor. Mas, tendo o Espírito Santo nos habitando, podemos estar certos de que tudo o que cruzar nosso caminho, seja bom ou mau aos olhos do Pai, será utilizado por Ele para nos trazer bênçãos que jamais poderíamos imaginar.

Ele pode usar pessoas, acontecimentos e situações para nos mostrar a Sua vontade e para propagar através de nós o Seu querer e a Sua mensagem. Portanto, é necessário que sejamos sensíveis às investidas do Espírito. É importante olharmos para fatos e circunstâncias a partir de uma perspectiva puramente cristã, a qual nos permite enxergar um fim relevante para cada coisa. Continue lendo »


O mundo não será o mesmo a partir deste momento e três coisas marcam a chegada de Jesus ao planeta Terra. Primeiro, os céus se enchem de regozijo por Deus ter vindo ao mundo em forma humana. Os humildes pastores são envoltos pelo resplendor da glória de Deus e uma multidão dos exércitos celestiais irrompe em louvores dizendo: “Glória a Deus nas alturas”.

O apóstolo João mais tarde iria dizer: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada” (1 Jo 1:1-2).

O segundo efeito é que o mal e o pecado, que arruinaram a Criação de Deus, estão com os dias contados. Deus não vem ao mundo em glória vingativa contra o pecador, mas como um indefeso bebê, nascido pobre e trazendo salvação, misericórdia e graça para um mundo perdidamente culpado. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados” (2 Co 5:19). Os anjos continuam com seu clamor, que diz: “…paz na terra”. Continue lendo »