Chegamos ao capítulo 23 de Lucas, ao momento mais solene da história da humanidade. Alguns dias mais tarde Pedro dirá aos judeus: “Vocês negaram publicamente o Santo e Justo e pediram que lhes fosse libertado um assassino. Vocês mataram o autor da vida!” (At 3:14- 15). Embora os judeus tenham sido os principais responsáveis pela morte de Jesus, neste capítulo vemos todas as classes de pessoas representadas nessa injustiça.

Os religiosos entregam Jesus às autoridades seculares para ser executado. O povo prefere “Barrabás, que havia sido lançado na prisão por causa de uma insurreição na cidade e por assassinato” (Lc 23:19). Os ladrões, alheios à própria sorte, se põem ao lado das autoridades e do povo contra Jesus. Então Pilatos, de forma sarcástica, manda pregar uma placa sobre a cruz, e sem saber torna oficial o fato de toda a humanidade estar representada ali:

“Este é o Rei dos Judeus”, anuncia em três idiomas. O latim, do poder secular e militar; o grego, língua universal do comércio, da filosofia, artes e ciência, e o hebraico, representando a religião. Por fim, o próprio Deus, que é luz, será obrigado a abandonar “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Então as trevas reinarão. Continue lendo »


“Os homens que estavam detendo Jesus começaram a zombar dele e a bater nele. Cobriam seus olhos e perguntavam: ‘Profetize! Quem foi que lhe bateu?’ E lhe dirigiam muitas outras palavras de insulto” (Lc 22:63- 65). Pedro já não estava ali para ver como o Senhor se comportou diante de seus acusadores, mas o Espírito Santo mais tarde lhe revelaria que “ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca. Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça” (1 Pe 2:22-23).

“Ao romper do dia, reuniu-se o Sinédrio, tanto os chefes dos sacerdotes quanto os mestres da lei, e Jesus foi levado perante eles.” Os sacerdotes intercediam pelo povo diante de Deus, mas aqui acusam o Filho de Deus diante do povo. “‘Se você é o Cristo, diga-nos’, disseram eles. Jesus respondeu: ‘Se eu vos disser, não crereis em mim e, se eu vos perguntar, não me respondereis. Mas de agora em diante o Filho do homem estará assentado à direita do Deus Todo-poderoso’. Perguntaram-lhe todos: ‘Então, você é o Filho de Deus?’ ‘Vós estais dizendo que eu sou’, respondeu ele. Eles disseram: ‘Por que precisamos de mais testemunhas? Acabamos de ouvir dos próprios lábios dele’” (Lc 22:66-71). Continue lendo »


Todo cristão sincero se identifica com Pedro em seu fracasso. Um pouco antes Jesus tinha avisado: “‘Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos’. Mas ele respondeu: ‘Estou pronto para ir contigo para a prisão e para a morte’”. (Lc 22:31-33). Satanás queria peneirar todos eles como trigo, mas Simão Pedro corria maior risco. Sua fraqueza estava na confiança própria.

A autoconfiança é vista na carreira profissional como vantagem competitiva, e pode até ser quando o contrário disso é o desânimo, a falta de coragem e sentimento de auto-piedade. Mas o cristão possui um recurso muito mais seguro e eficaz que a autoconfiança: a confiança que vem do alto. Posso até ‘confiar no meu taco’, como se costuma dizer, por ter me empenhado em treinar para uma competição, estudar para uma prova ou me capacitar para um emprego. Mas o cristão sabe que precisa de outro tipo de confiança para não ir sozinho à luta. Confiança no Senhor. Continue lendo »


Disse Jesus: Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador. João 15:1

Você já deve ter escutado pessoas dizendo que a Bíblia estaria cheia de erros, e algumas chegaram a essa conclusão pelo fato de nossa Bíblia não ser baseada no texto original, porém em sucessivas cópias de manuscritos. Então, considerando que os manuscritos que deram origem à Bíblia moderna foram copiados muitas vezes, existiria a possibilidade de alguém ter feito alterações nessas cópias. Alguns alegam que a igreja católica teria reservado os manuscritos originais, produzindo outros para introduzir neles os erros. Outra alegação é a de que a Bíblia também não seria digna de crédito por não ser um documento histórico, e sim um conjunto de lendas, ideias e costumes de uma época. Outros dizem que a Bíblia não serve para uma civilização tão moderna e bem instruída quanto a nossa. Segundo estes, ela podia ter sido muito boa para controlar as civilizações selvagens e bárbaras da antiguidade, porém em nossos dias não precisaríamos de um livro assim por estarmos mais desenvolvidos e melhor informados. Resumindo, estas e outras opiniões tentam de várias formas minar a legitimidade deste livro que conhecemos como a Palavra de Deus. Será que elas têm fundamento?

Ao abrirmos o Evangelho de Lucas em seu primeiro capítulo, encontramos: “Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio e foram ministros da palavra, pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelentíssimo Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio, para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado.” (Lc 1:1-4). Continue lendo »