O discurso de Jesus continua realçando o caráter judaico de Mateus 24. No versículo 15 chegamos à profanação do Templo de Jerusalém, descrita pelo profeta Daniel. Quando os judeus fiéis, desse tempo que ainda é futuro, virem o sacrilégio cometido no lugar santo saberão que é chegada a hora. Para que isso aconteça é preciso que exista outra vez o Templo, portanto ele será reconstruído. A frase “quem lê, entenda”(Mt 24:15) tem grande significado para os judeus fiéis que lerão o profeta Daniel e entenderão que é chegada a hora.

O capítulo continua mostrando que é dirigido a judeus. Além da referência ao Templo, que é destruído e reaparece profanado no versículo 15, Jesus fala de falsos profetas, pois foram profetas que levaram a Palavra de Deus a Israel. As advertências dos apóstolos feitas à Igreja é contra falsos mestres. Jesus fala também de falsos cristos que farão grandes milagres, e lembre-se de que “Cristo”significa “Messias”. Sempre existiu gente por aí dizendo ser Jesus, querendo enganar os cristãos, mas quantos você encontra dizendo ser o Cristo, o Messias de Israel, tentando enganar os judeus?

As pessoas às quais a profecia é dirigida estão na Judeia, e são exortadas a fugirem para os montes e orarem para que a fuga não aconteça no sábado, que é o dia em que os judeus não podem viajar, ou no inverno, que obviamente só abrange um hemisfério. Jesus está falando de uma tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, portanto não pode ser associada a qualquer perseguição, holocausto ou guerra da história, pois esta precede a volta de Cristo, o que ainda não aconteceu. Continue lendo »


No capítulo 24 de Mateus Jesus explica aos judeus fiéis como serão os sete anos da tribulação que precede sua vinda para reinar neste mundo. O princípio das dores, ou a primeira metade dos sete anos, será caracterizado por muitos que afirmarão ser o Cristo, o Messias esperado, enganando muita gente. Jesus fala de guerras, fomes e terremotos como característica do início das dores.

Guerras, fomes e catástrofes naturais sempre ocorreram, portanto ele está falando aqui dessas coisas num grau nunca visto antes. Em seguida ele fala de seus discípulos, que serão perseguidos, mortos e odiados por todos. Apesar de vermos isso também na história da Igreja, ele está falando do que ocorrerá àqueles que se converterem durante os sete anos de tribulação que ainda estão por vir, principalmente dentre os judeus.

Então vem uma frase que costuma ser mal interpretada por muitos cristãos: “Aquele que perseverar até o fim será salvo”(Mt 24:13). Considerando que ele está se dirigindo a judeus, dentro do contexto do judaísmo, faça a seguinte pergunta: O que um discípulo judeu entenderia por “ser salvo”? Certamente não o mesmo que eu e você entendemos, vivendo hoje num contexto religioso e cultural do cristianismo, cuja esperança é celestial. A esperança do judeu no Antigo Testamento era terrena. Continue lendo »


Anteriormente falei de um parêntese que já dura mais de 2 mil anos, o período da Igreja, que é o conjunto de todos os que creem em Jesus. A Igreja não aparece no capítulo 24 de Mateus, que trata de Israel e do mundo de um modo geral, e particularmente do remanescente de judeus que ainda irão crer em Jesus. Esse parêntese começou com a formação da Igreja no capítulo 2 de Atos dos Apóstolos, quando Deus deixou de tratar com Israel e passou a tratar com o conjunto dos que se convertem a Jesus, sejam eles judeus ou gentios. Esta é a Igreja ou Corpo de Cristo.
Esse parêntese termina com um evento conhecido como Arrebatamento e descrito em 1 Tessalonicenses 4. Ali Paulo diz que “nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem”(1 Ts 4:15), isto é, aqueles que morreram na fé. Paulo se inclui entre os que ficariam até essa vinda do Senhor, pois esse evento não tem data para ocorrer. Tanto podia ter ocorrido nos dias do apóstolo, como pode ocorrer daqui a cem anos. Porém há indícios de que não vá levar cem anos. Continue lendo »


“Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que POR MUITAS TRIBULAÇÕES nos importa entrar no reino de Deus.” (Atos 14:22)

Depender de Deus em todos os momentos é uma dádiva concedida a nós, ainda que para alcançarmos tal dependência tenhamos que passar por adversidades, mas é através delas que entendemos o quão maravilhoso é precisar de Deus e ter plena consciência disso.

Muitos tentam controlar todas as situações ao seu redor e cada área de suas vidas, e realmente temos determinado controle até certo ponto. Porém, Deus tem absoluto controle sobre tudo e quando compreendemos este fato percebemos que o melhor a fazer é descansar nEle, sabendo que Ele fará tudo o que não pudermos.

Na vida padeceremos diversas aflições, muitas das quais são métodos usados por Deus para nos disciplinar como o Pai amoroso é, ou para nos aproximar dEle, afinal é muito comum nos sentirmos impelidos a orar nos momentos difíceis… São neles que buscamos a Deus com mais afinco e dedicação. Continue lendo »