No capítulo 18 de Mateus Jesus compara o reino dos céus a um rei cujo servo lhe deve 10 mil talentos. Dez mil talentos são trezentas e cinquenta toneladas. Se for de prata, são 120 milhões de dólares. Se for de ouro, 8 bilhões e meio. Jesus quis mostrar que a dívida era impagável.

O rei ordena que o servo, sua mulher e seus filhos sejam vendidos como escravos, mas o servo implora por paciência, e o rei, movido de compaixão, cancela sua dívida e o perdoa. O rei da parábola é Deus e nós somos o servo devedor. Mas o servo perdoado não considera o quanto lhe foi perdoado e trata sem misericórdia um colega seu que lhe devia uma quantia infinitamente menor. Ao saber disso o rei entrega o servo ingrato aos torturadores até que pague toda a dívida.

Observe que o contexto fala do reino dos céus, e não do céu propriamente dito. Como já vimos nesta série, o reino dos céus é a esfera dos que, neste mundo, professam sujeição ao Rei que está no céu. Portanto, tecnicamente falando, o perdão aqui é mostrado em seu caráter governamental, não eterno, e é por isso que o rei da parábola pôde voltar atrás e cancelar o perdão dado ao servo ingrato. Continue lendo »


O apóstolo Pedro está com uma dúvida. “Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão? Até sete vezes?”(Mt 18:21). Para entender a pergunta de Pedro, é preciso entender o significado dos números na Bíblia.

O número “um”obviamente significa unidade. “Dois”é o número de testemunhas necessárias. Três é um testemunho perfeito, o número mínimo de pernas para uma mesa, algo suficiente em si mesmo.

Deus é um, mas é também constituído de três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não tente entender. É Deus!

Quatro nos fala de simetria, dos quatro cantos da terra. Cinco é responsabilidade, é ação executada pelos cinco dedos da mão. Seis é o número que não chega a sete, é incompleto. Sete, portanto, é algo completo. Ele aparece em profusão no livro de Apocalipse, que completa a revelação de Deus. Continue lendo »


Autor: O autor é anônimo. Sabemos que Samuel escreveu um livro (1 Samuel 10:25), e é muito possível que tenha escrito parte deste livro também. Outros possíveis participantes de 1 Samuel são os profetas / historiadores Natã e Gade (1Crônicas 29:29).

Quando foi escrito: Originalmente, os livros de 1 e 2 Samuel eram um só livro. Os tradutores do Septuaginto os separaram, e desde então temos mantido essa separação. Os eventos de 1 Samuel ocorreram durante um período de 100 anos, a partir de 1100 AC até 1000 AC. Os eventos de 2 Samuel descrevem outros 40 anos. A data em que foi escrito, então, seria algum tempo depois de 960 AC.

Propósito: Primeiro Samuel registra a história de Israel na terra de Canaã à medida que passam pela transição do governo dos juízes a uma nação unificada sob reis. Samuel emerge como o último juiz e unge os dois primeiros reis, Saul e Davi.

Versículos-chave: “Porém esta palavra não agradou a Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos governe. Então, Samuel orou ao SENHOR. Disse o SENHOR a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele” (1 Samuel 8:6-7).

“Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o SENHOR, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o SENHOR confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino. O SENHOR buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou” (1 Samuel 13:13-14). Continue lendo »


Na Bíblia, poucos versículos podem revelar grandes histórias. É o que acontece com o exemplo da ovelha perdida. Jesus começa dizendo que “o Filho do homem veio salvar o que se havia perdido” (Mt 18:11). Tem muita coisa nesta frase.

Se, por um lado, o título “Filho de Deus”mostra sua natureza divina, por outro, “o Filho do homem” revela que ele possui a natureza humana, porém sem pecado. Somente alguém que fosse realmente humano poderia nos compreender, passar pelo que passamos e morrer em nosso lugar.

Já que todos são pecadores, Deus não encontrou um ser humano sequer para fazer o papel do cordeiro sem defeito que devia morrer pelo pecador, como acontecia em figura nos sacrifícios do Antigo Testamento. É aí que entra Jesus, nascido de uma mulher virgem por concepção do Espírito Santo, portanto humano e divino, mas sem herdar a natureza pecaminosa que herdamos. Continue lendo »