Eu já disse que Deus sempre responde nossas orações, mas a resposta pode ser “sim”, “não” ou “espere”. Nas guerras os soldados procuram um terreno alto para usar como ponto de observação. As muralhas de antigamente tinham torres e a guerra moderna adotou satélites para ter uma visão estratégica. Quanto mais alto, mais privilegiada a visão. Com Deus não é diferente; ele enxerga o fim desde o começo. Você jamais terá um ponto de observação tão alto e privilegiado quanto o dele, portanto é melhor confiar nele quando pedir algo e aceitar a resposta que ele der a você. Ele vê o que você não vê.

O problema é que desde a queda do homem nós desconfiamos de Deus e fazemos como fez Adão, que se escondeu entre as árvores do jardim do Éden. Em alguns lugares na Bíblia as árvores são usadas como figura da humanidade, por suas raízes estarem na terra e serem vulneráveis ao fogo. É comum pecarmos e fugirmos de Deus, nos refugiando em recursos humanos. Porém a intenção de Deus a nosso respeito é das melhores. O profeta Miquéias escreveu:

“Quem é comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da sua herança? Tu que não permaneces irado para sempre, mas tens prazer em mostrar amor. De novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Mq 7:18-19). Será que é de um Deus assim, misericordioso e pronto para perdoar, que você está fugindo? É a ele que você está relutante em confessar seus pecados para receber o perdão? O próprio Deus, falando por intermédio do profeta Ezequiel, garantiu: “Não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva” (Ez 33:11). Continue lendo »


‘’E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?’’ – (Lucas 11:11-13)

A autossuficiência caracteriza um estilo de vida tentador a muitos de nós. Acreditamos que temos total capacidade para resolver nossos problemas e controlar cada aspecto de nossas vidas, e ai de quem se contrapor a isso ou tentar ultrapassar as barreiras de proteção que construímos ao nosso redor! Neste estado mental, nos encontramos tão cheios de nós mesmos que nossa crença em Deus é relegada para segundo plano, visto que agimos como se não precisássemos dEle.

Nos permitimos afligir pelas mais diversas situações, principalmente sobre as quais não temos controle algum. Nestas circunstâncias, buscamos fazer o melhor de nós, mas a angústia provocada pela ansiedade de não saber o que resultará de nossos esforços drena nossas forças e amarga nossos dias. A um cristão não faz sentido este tipo de atitude, pois ela é contrária ao que a fé nos ensina: depender de Deus é um fator determinante na batalha espiritual. Continue lendo »


Jesus disse que “há maior felicidade em dar do que em receber” (At 20:35). Portanto a felicidade em dar está diretamente relacionada ao valor daquilo que é dado, e neste sentido ninguém é mais feliz do que o próprio Deus. “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o  eu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). E o Filho de Deus, por sua vez, “se entregou por nós” (Tt 2:14) e “deu a sua vida por nós” (1 Jo 3:16). Portanto, “Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho” (1 Jo 5:11).

Se a alegria de Deus está em dar, como você ousa querer privá-lo dessa alegria ao tentar fazer algo para merecer a salvação que é de graça? Deus não pediu nada em troca. Será que você já se deu conta de que todas as vezes que na Bíblia aparece a palavra “graça” está falando de algo que só podemos receber… de graça? Esta é a condição! O apóstolo Paulo explica em Romanos 11:6 que “se é pela graça, já não é mais pelas obras; se fosse, a graça já não seria graça”. Alguns cristãos deturpam tanto a palavra “graça” que a transformam em sinônimo de pertencer a uma denominação religiosa ou viver segundo uma lista de regras.

Dificilmente encontraremos um exemplo melhor de graça do que a demonstrada ao ladrão na cruz. No início os dois ladrões zombavam de Jesus, mas quando um deles ouviu Jesus dizer “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, teve a certeza de estar diante de seu único e último recurso antes de morrer. Continue lendo »


Jesus continua sua aula sobre oração com o exemplo de um homem que recebe uma visita inesperada e bate à porta de seu amigo à meia-noite pedindo três pães emprestados para alimentar o visitante. O amigo, que não quer ser importunado, responde que não pode levantar-se para ir buscar os pães. A lição ensinada por Jesus é que “embora ele não se levante para dar-lhe o pão por ser seu amigo, por causa da importunação se levantará e lhe dará tudo o que precisar” (Lc 11:8).

O objetivo do exemplo não é dizer que Deus se sente importunado com nossas orações, mas que devemos ser persistentes. Deus é acessível a qualquer ser humano, e sem intermediários. Você não encontra Jesus dispensando alguém que o tenha procurado, dizendo: “Vá a Pedro” ou “Peça a Maria”. Ele disse “Venham a mim”. Querer colocar alguém para intermediar nossas orações é não conhecer quem é esse Pai amoroso que está pronto a receber nossos pedidos por meio de Jesus. Paulo escreve a Timóteo: “Há um só Deus e um só mediador [ou intermediário] entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (1 Tm 2:5).

Mas apesar de não precisarmos de intermediários para falar com Deus, a história contada por Jesus traz mais uma lição. Você percebeu que o homem não procura seu vizinho para suprir sua própria necessidade, mas sim a do hóspede inesperado? Estamos sempre prontos a pedir por nós, mas quantas vezes nos lembramos de interceder por outros? O homem talvez suportasse a fome até o amanhecer, mas ele não está pensando em si mesmo. Está preocupado com as necessidades do hóspede, e isto nos leva a outra prática importante para o cristão. Continue lendo »