No dia da ressurreição dois discípulos “estavam indo para um povoado chamado Emaús, a onze quilômetros de Jerusalém. No caminho, conversavam a respeito de tudo o que havia acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles; mas os olhos deles foram impedidos de reconhecê-lo” (Lc 24:13-16). A pergunta que me vem à mente é: O que aqueles dois discípulos estavam fazendo fora de Jerusalém?

Mesmo que não compreendessem os avisos de Jesus, de que seria entregue à morte e ressuscitaria ao terceiro dia, por que não deram crédito às mulheres que “contaram que tinham tido uma visão de anjos, que disseram que ele estava vivo”? Talvez pela decepção de não ter ocorrido o que queriam, “que fosse ele que iria trazer a redenção a Israel” (Lc 24:21).

Sempre que nossa vontade não está em harmonia com os pensamentos de Deus ficamos decepcionados e nos afastamos do lugar onde o Senhor gostaria que estivéssemos. Naquele momento Jerusalém era o lugar onde deveriam estar, e a redenção que Deus tinha efetuado ia além da mera libertação do opressor romano. Continue lendo »


Autor: 1, 2 e 3 João têm sido atribuídos, desde o início da igreja, ao apóstolo João, o qual também escreveu o Evangelho de João. O conteúdo, estilo e vocabulário parecem justificar a conclusão de que essas três epístolas foram dirigidas aos mesmos leitores que o Evangelho de João.

Quando foi escrito: O livro de 1 João foi provavelmente escrito entre 85-95 dC.

Propósito: O livro de 1 João parece ser um resumo que pressupõe o conhecimento dos leitores do evangelho escrito por João e oferece segurança para a sua fé em Cristo. A primeira epístola indica que os leitores foram confrontados com o erro do gnosticismo, o qual se tornou um problema mais grave no segundo século. Como uma filosofia da religião, o gnosticismo defendia que a matéria é má e o espírito é bom. A solução para a tensão entre os dois era o conhecimento, ou gnosis, através do qual o homem erguia-se do simples ao espiritual. Na mensagem do evangelho, isso levou a duas falsas teorias sobre a pessoa de Cristo, Docetismo – acerca do Jesus humano como um fantasma Jesus – e Cerintianismo – teoria que assegurava que Jesus tinha uma dupla personalidade, às vezes humana e às vezes divina. O objetivo fundamental de 1 João é estabelecer limites sobre o conteúdo da fé e dar aos crentes certeza da sua salvação.

Versículos-chave: 1 João 1:9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.”

1 João 3:6: “Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu.”

1 João 4:4: “Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo.” Continue lendo »


“Quando [as mulheres] voltaram do sepulcro, contaram todas estas coisas aos Onze e a todos os outros… Mas eles não acreditaram nas mulheres; as palavras delas lhes pareciam loucura. Pedro, todavia, levantou-se e correu ao sepulcro. Abaixando-se, viu as faixas de linho e mais nada; afastou-se, e voltou admirado com o que acontecera” (Lc 24:9-12).

Aqui só fala de Pedro e de como teria ficado “admirado”, mas em outro Evangelho vemos que ele estava acompanhado de João na visita ao sepulcro vazio, e este, chegando lá, “viu e creu” (Jo 20:8). Creu em que, se no sepulcro restavam apenas “as faixas de linho e mais nada” (Lc 24:12; Jo 20:6-7)? Creu nas Escrituras que previam a morte e ressurreição do Messias, e nas palavras de Jesus.

Naquele primeiro dia da semana, e nos demais do período de quarenta dias que Jesus ainda ficaria na terra, muitos teriam o privilégio de vê-lo, e outros creriam pelo testemunho destes. O Evangelho de Marcos nos diz que “quando Jesus ressuscitou, na madrugada do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, de quem havia expulsado sete demônios” (Mc 16:9). Vemos que apareceu também a Pedro, antes do encontro com dois discípulos no caminho de Emaús. Continue lendo »


Publiquei este texto no Face e reproduzo aqui:

Em 1972, um jornal clandestino na URSS, publicou o texto de uma oração que havia sido encontrada no bolso de um soldado russo, Alexander Zatzepta. Ela foi escrita durante a segunda guerra mundial, momentos antes de uma batalha em que ele perdeu a vida.

“Oh, Deus, escuta-me! Nunca em minha vida eu havia falado contigo, mas hoje sinto a necessidade de te adorar. Tu sabes que desde a minha infância sempre me disseram que Tu não existias, e eu, como um estúpido, acreditei. Nunca admirei as tuas grande obras, mas esta noite elevei os olhos desde uma trincheira ao céu repleto de estrelas! E fascinado pela sua brilhante magnitude, de repente compreendi que terrível é o engano…

Deus, não sei se me estenderás a mão, mas te digo isto, e sei que me entendes. Não é estranho que em meio a um terrível inferno me aparecesse a luz que Te tenha revelado? Simplesmente estou contente por haver Te conhecido.

À meia-noite teremos que atacar, mas não tenho medo, pois sei que Tu cuidas de nós. É o sinal, tenho que ir! Foi maravilhoso estar contigo. Também quero te dizer, e Tu sabes, que a batalha será difícil; é possível que esta mesma noite eu venha a estar à tua porta… Mas, o que acontece? Acaso estou chorando? Meu Senhor Deus, Tu sabes o que aconteceu: só agora comecei a ver claramente.” Continue lendo »