“Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.” – I Corintios 2:9

A vida terrena traz consigo diversas situações resultantes de nossas atitudes. As consequências de nossas ações nos esperam mais adiante, e junto a elas eventos inesperados, os quais outrora nos eram inimagináveis.

Mudanças repentinas fazem parte de nossa existência. Todos nós estamos enfrentando dilemas com os quais jamais imaginamos que teríamos de lidar no ano que se findou. Este fato carrega uma premissa verdadeira e imutável: O futuro a Deus pertence. Portanto, fica evidente que preocupações de qualquer tipo não fazem o menor sentido, ainda mais para quem se dispõe a confiar em Deus de todo o coração.

Devemos empregar a energia que pretendemos gastar com ansiedade e angústia em fazer o que agrada a Deus, aproveitando este privilégio que não merecemos e desfrutando dos deleites de viver em Cristo, os quais incluem paz incessante e ânimo perante o desconhecido, resistentes às aflições que possam tentar nos abater. Continue lendo »


“Estejam cingidos os lombos de vocês, e acesas as suas candeias”, diz o Senhor no versículo 35 do capítulo 12 de Lucas. Deus disse o mesmo aos israelitas, prestes a saírem do Egito. Eles também deviam ter os “lombos cingidos”, uma corda amarrada à cintura para não tropeçarem nas bordas das longas vestes ao caminharem rápido. Ter uma candeia acesa significa estar preparado, pois só quem tem azeite não é pego de surpresa. É na expectativa de sua vinda iminente para nos tirar daqui que o Senhor quer que vivamos. Mas infelizmente não é a volta do Senhor a qualquer momento que alguns cristãos esperam.

Quando o assunto é profecia, existem basicamente duas correntes de interpretação das Escrituras: Dispensacionalismo e Teologia do Pacto. A primeira crê numa interpretação literal das profecias, portanto onde você lê “Israel” é Israel mesmo, o povo terreno de Deus e descendente de Jacó. Esta corrente de interpretação crê que todas as promessas de Deus feitas a Israel no Antigo Testamento ainda se cumprirão para Israel no futuro, apesar de terem sido suspensas por um intervalo que já passa de dois mil anos.

O dispensacionalismo acredita ainda que a Igreja é um povo distinto de Israel e só veio a existir a partir do capítulo 2 do livro de Atos. Ao contrário de Israel, Deus não deu à Igreja qualquer promessa ou esperança aqui no mundo, mas só nos céus. Os cristãos, que formam a igreja, o corpo de Cristo, deveriam viver na expectativa da volta do Senhor a qualquer momento para arrebatá-los daqui. Seu destino não é viver na terra, mas nos céus. Continue lendo »


Você recebe uma grande soma em dinheiro e sua preocupação é correr e depositá-lo no banco sem ser assaltado no caminho. Então você reparte as notas em maços e os distribui pelos bolsos, por dentro da roupa e até nas meias. Mesmo assim você fica preocupado. E se algum assaltante perceber seu olhar inquieto? E se você desmaiar no caminho ou sofrer um acidente? Ser levado a um pronto-socorro inconsciente e de bolsos cheios não é exatamente o que você gostaria que acontecesse. Quem irá garantir que seu dinheiro não desaparecerá?

Se você pudesse despachar tudo para o banco, sem precisar andar por aí recheado de notas, certamente faria isso. Assim teria a garantia de poder usar seu tesouro quando precisasse, sem correr o risco de perdê-lo. Jesus diz: “Vendam o que têm e deem esmolas. Façam para vocês bolsas que não se gastem com o tempo, um tesouro nos céus que não se acabe, onde ladrão algum chega perto e nenhuma traça destrói. Pois onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração” (Lc 12:33-34). O cristão é o único que pode realmente agir assim, pois quando compartilha do que tem não está gastando, mas guardando.

Mas qual é verdadeiramente o tesouro do crente? Serão seus bens, sua carreira ou posição na sociedade? O apóstolo Paulo pertencia à nata da sociedade de sua época, mas depois de convertido a Cristo passou a enxergar tudo o que era e possuía com outros olhos. Continue lendo »


Autor: Gálatas 1:1 claramente identifica o apóstolo Paulo como o seu autor.

Quando foi escrito: Dependendo de aonde exatamente o livro de Gálatas foi enviado e em qual viagem missionária Paulo iniciou as igrejas naquela área, o livro de Gálatas foi escrito em algum lugar entre 48 e 55 dC.

Propósito: As igrejas em Galácia eram formadas em parte de judeus convertidos e em parte de gentios convertidos, como era geralmente o caso. Paulo afirma seu caráter apostólico e as doutrinas que ensinava a fim de confirmar as igrejas da Galácia na fé de Cristo, especialmente no que diz respeito ao ponto importante da justificação pela fé. Assim, o assunto é essencialmente o mesmo ao discutido na epístola aos Romanos, ou seja, a justificação pela fé. Nesta carta, contudo, a atenção é especialmente dirigida ao ponto de que os homens são justificados pela fé sem as obras da Lei de Moisés.

Gálatas não foi escrito como uma redação sobre a história contemporânea. Foi um protesto contra a corrupção do evangelho de Cristo. A verdade essencial da justificação pela fé e não pelas obras da lei tinha sido obscurecida pela insistência por parte dos judaizantes de que os crentes em Cristo deviam cumprir a lei se esperavam ser perfeitos diante de Deus. Quando Paulo soube que este ensino tinha começado a influenciar as igrejas de Galácia e que os tinha afastado de sua herança de liberdade, ele escreveu o forte protesto contido nesta epístola.

Versículos-chave: Gálatas 2:16: “… sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.”

Gálatas 2:19-20: “Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”

Gálatas 3:11: “E é evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé.” Continue lendo »