Jesus diz, a respeito de Israel: “Quando um espírito imundo sai de um homem, passa por lugares áridos procurando descanso, e não o encontrando, diz: ‘Voltarei para a casa de onde saí’. Quando chega, encontra a casa varrida e em ordem. Então vai e traz outros sete espíritos piores do que ele, e entrando passam a viver ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro” (Lc 11:24-26). Em boa parte do Antigo Testamento você encontra Israel imerso em idolatria. Até mesmo Salomão acabou unindo-se a mulheres pagãs e o povo adotou seus costumes idólatras. Mais tarde o reino se dividiu e as dez tribos que ficaram fora do lugar que Deus havia estabelecido para colocar o seu nome mergulharam na idolatria e acabaram cativas do inimigo.

Mas as tribos de Judá e Benjamim, que permaneceram em Jerusalém e das quais descendem os que hoje conhecemos por judeus, não ficaram atrás em termos de idolatria. Diversas vezes vemos Deus repreendendo o seu povo por causa da idolatria, salvo em breves períodos quando algum rei fazia uma faxina parcial, eliminando ídolos e lugares de adoração que os homens criavam fora do lugar determinado por Deus. Então, ao chegarmos aos evangelhos, vemos o povo judeu livre de idolatria e zeloso em guardar a Lei. O que podia haver de errado nisso? O próprio Jesus diz no evangelho de Mateus:

“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade… Vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles estão cheios de ganância e cobiça… Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade” (Mt 23:23-28). E Deus, por meio do profeta Isaías, já dizia: “Não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is 1:13).

Os judeus haviam se tornado uma “casa varrida e em ordem”, mas estavam tão orgulhosos de si mesmos que expulsaram o próprio Senhor, o único que deveria ocupar tal “casa”. Satanás aproveitará a casa vazia para invadi-la com “sete espíritos piores” do que o que havia no Israel idólatra do Antigo Testamento. Nos sete anos de tribulação que se seguirão ao arrebatamento da igreja, Israel acolherá uma idolatria pior do que a do passado, ao crer na mentira do anticristo. A última condição desse judaísmo reformado será muito pior do que a primeira.

Esta verdade não é diferente para muitos hoje que seguem alguma forma de religião vazia de Cristo e cheia de justiça própria, ainda que livre de idolatria, como é o judaísmo atual. No futuro a própria cristandade será a grande aliada do anticristo, mas deixaremos para falar disto no próximo post.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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