Como já aprendemos, a oração deve começar com expressões de exaltação e gratidão a Deus, para só depois falar de nossas necessidades. É preciso também lembrar o caráter dispensacional da oração ensinada por Jesus. Ela foi dada numa época quando a igreja ainda não existia e o Espírito Santo estava com os discípulos, mas não habitava neles. No Evangelho de João Jesus lhes disse: “o Espírito da verdade… vive com vocês e estará em vocês” (Jo 14:17).

Estas coisas só aconteceriam no dia de Pentecostes, no capítulo 2 de Atos. A partir daí todo aquele que é salvo por Jesus desfruta da presença do Espírito Santo habitando em si, individualmente, e na igreja, coletivamente. Enquanto Jesus estava no mundo o Espírito Santo agia nos discípulos de fora para dentro. Hoje o Espírito Santo Consolador age no crente de dentro para fora.

Daí a diferença entre a oração que Jesus ensinou aos discípulos e a que o cristão hoje tem o privilégio de colocar em prática. Paulo escreve em Romanos 8:26: “O Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus” (Rm 8:26-27).

Antes da descida do Espírito Santo os discípulos ainda não contavam com este privilégio, e mais uma vez vemos o absurdo das orações decoradas e repetitivas. Hoje o cristão é ajudado pelo Espírito Santo a orar, e por mais importante que seja intercedermos uns pelos outros, não devemos nos esquecer de que todo crente tem o privilégio de um acesso direto a Deus, sem intermediários. Algumas religiões ensinam seus seguidores que este acesso só é possível com a intermediação de algum líder ou sacerdote. Porém, o cristão esclarecido sabe que desde Satanás as coisas neste mundo funcionam na base da manipulação, dominação e controle.

Paulo se preocupava para isto não acontecer. Aos Coríntios ele disse: “Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas de demonstração do poder do Espírito, para que a fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus” (1 Co 2:4-5). E aos Filipenses escreveu: “Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas em minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar” (Fp 2:12-13).

Portanto, se você já creu em Jesus, desfrute do acesso direto que tem ao Pai, sabendo que ele “é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós” (Ef 3:20).

No próximo post falaremos de como apresentar a Deus nossas necessidades.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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