Jesus havia enviado seus anjos numa missão de resgate, para repovoar a terra de Israel com todas as doze tribos. Agora os anjos são enviados numa missão de juízo e condenação.

Você se lembra da parábola do joio e do trigo no capítulo 13? O dono do campo semeou o trigo, mas o inimigo, o diabo, plantou o joio. As sementes crescem juntas, mas no final os anjos são enviados para amarrar o joio em feixes para ser queimado. Lá diz assim:

“O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz tropeçar e todos os que praticam o mal. Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino do seu Pai” (Mt 13:41-43).

Jesus alerta que passarão os céus e a terra, mas suas palavras não passarão. Portanto, cedo ou tarde tudo acaba se cumprindo exatamente do jeito que ele falou. Ele diz também que ninguém sabe o dia e a hora, por isso qualquer especulação nesse sentido é bobagem. Tudo o que podemos saber é a época, com base nos sinais que ele mesmo revelou. Como já vimos, a figueira que voltou a dar folhas é um deles.

Agora ele fala dos tempos de Noé, quando o povo não estava nem aí para aquele sujeito que vivia dizendo que ia cair uma tempestade e inundar tudo. Não era para menos. Primeiro, quem acreditaria num homem que estava construindo um navio em terra seca? Segundo, quem acreditaria na possibilidade de chover? Na Bíblia você não encontra chuva antes do dilúvio, mas em Gênesis diz que a terra era regada por uma neblina. O discurso de Noé falando do dilúvio era inacreditável para os seus contemporâneos. As coisas que Jesus diz aqui são inacreditáveis para o homem moderno. É por isso que é preciso fé para crer na Palavra de Deus.

Recapitulando, vamos ver o que vem por aí. Primeiro, num piscar de olhos parte da população do mundo irá desaparecer no arrebatamento da Igreja, que são os salvos por Jesus. Depois haverá sete anos de tribulação e Jesus voltará para estabelecer o seu Reino neste mundo. As dez tribos perdidas de Israel serão reunidas por anjos às outras duas na terra prometida. Os anjos também sairão por aí para recolher o joio e lançá-lo no lago de fogo, junto com a besta e o anticristo que inaugurarão o lugar. O capítulo 24 de Mateus nos dá mais detalhes desse arrastão dos anjos na colheita do joio.

Duas pessoas estarão juntas, uma será levada e a outra deixada. Isso não é o arrebatamento da Igreja. No arrebatamento da Igreja é o próprio Senhor, e não os anjos, quem recolhe os crentes. Além disso, a comparação aqui é com o dilúvio, quando os incrédulos foram levados pelas águas do juízo de Deus, enquanto Noé e sua família estavam a salvo na arca. Portanto Jesus está falando dos incrédulos que são levados pelos anjos para o lago de fogo, não para o céu.

Por Mario Persona

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