O contraste entre o novo testemunho, que Jesus estabelece neste capítulo, e aquele em que estavam os fariseus é evidente. João assinala a entrada de Jesus em cena com estas palavras: “Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram… Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens. Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”(Jo 1:5-11). Por isso nada mais haveria escondido que não viesse a ser descoberto, ou oculto que não viesse a ser conhecido, e isto incluiria a verdade da Igreja revelada a Paulo.

Assim como a própria Luz, este testemunho resplandeceria sem impedimento até que fosse dada a revelação completa de Deus, que inclui “o mistério que esteve oculto durante épocas e gerações, mas que agora foi manifestado a seus santos”(Cl 1:26). Jesus encoraja seus discípulos: “O que vocês disseram nas trevas será ouvido à luz do dia, e o que vocês sussurraram aos ouvidos dentro de casa, será proclamado dos telhados” (Lc 12:2-3). Eles, que se esconderiam de medo quando Jesus fosse morto, reapareceriam depois de Pentecostes com uma ousadia que só poderia vir do Espírito Santo. Apesar de presos e proibidos de falar de Jesus, eles ousariam responder: “É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!”(At 5:29). E os próprios sacerdotes e fariseus do judaísmo seriam obrigados a reconhecer “que eles haviam estado com Jesus”(At 4:13).

Os que hoje creem em Cristo têm em si uma nova natureza vinda de Deus e vivem nesta atmosfera de luz que revela tudo o que neles é incompatível com a natureza divina. A Lei havia sido dada a Israel, mas o evangelho é proclamado a todas as nações. Os judeus sob a lei eram provados segundo a aparência externa de obediência aos mandamentos aos olhos dos homens, daí serem chamados de hipócritas por seu exterior não refletir o interior. Além disso, na lei muitas coisas eram toleradas por causa da dureza de seus corações. Mas tendo o véu sido rasgado e o acesso aberto à presença de Deus nada mais está oculto ou velado ao que crê. Preocupados com a aparência, os fariseus andavam no temor dos homens. O cristão anda na luz e no temor de Deus.

Jesus deixa claro aos seus, que chama de “amigos”, que eles não devem temer os homens. “Eu lhes digo, meus amigos: não tenham medo dos que matam o corpo e depois nada mais podem fazer”, e lhes tranquiliza: “Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados”. A morte é o maior dano que alguém pode causar a um amigo de Jesus. Os incrédulos, sim, devem temer “aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno. Sim, eu lhes digo, esse vocês devem temer”(Lc 12:4-7).

No próximo post saiba de onde viria o poder para testemunhar.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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