Os discípulos se sentem impotentes diante dos desafios de não ser pedra de tropeço, saber repreender com graça o pecador e perdoá-lo sete vezes ao dia. Afinal, de si mesmo ninguém consegue agradar a Deus, como diz a carta aos Romanos: “Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3:10).

Quando nos damos conta de nossa total incapacidade fazemos como os discípulos e pedimos ao Senhor: “Aumenta a nossa fé” (Lc 17:5). Somente por fé podemos nos aproximar “do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hb 4:16 ). E graça se obtém por fé, seja ela grande ou pequena. Por isso Jesus explica que a fé, ainda que minúscula, é capaz de grandes proezas:

“Se vocês tiverem fé do tamanho de uma semente de mostarda, poderão dizer a esta amoreira: ‘Arranque-se e plante-se no mar’, e ela lhes obedecerá” (Lc 17:6). Mas Jesus fala de uma fé colocada fora de si mesmo, a fé em Deus. As pessoas lhe dirão: “Confie em si mesmo!”, porém Deus lhe dirá: “Maldito é o homem que confia no homem” (Jr 17:5).

Se você já descobriu que é um pecador perdido e incapaz irá depositar sua fé em Deus e em seu Filho Jesus, que morreu para pagar por seus pecados e ressuscitou para sua justificação. Você irá reconhecer que é dele que vem a graça da qual você depende para receber a salvação sem mérito algum de sua parte. Graça significa favor imerecido.

A amoreira produz um emaranhado de raízes que a mantém firme no solo, assim como o pecado que está arraigado em nós. Mas isto não impede que a fé obtenha de Deus graça suficiente para desarraigá-lo e lançá-lo no mar. Miquéias profetizou que Deus nos perdoaria e atiraria “todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Mq 7:18-19). Ele pôde fazer isso porque Jesus foi lançado nas profundezas da morte em nosso lugar. São suas as palavras ditas por intermédio de Jonas: “Jogaste-me nas profundezas, no coração dos mares; correntezas formavam turbilhão ao meu redor; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim” (Jn 2:3).

No próximo post saiba como servir a este Senhor que morreu para nos salvar.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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