No princípio Deus escolheu um homem, Adão, para ser administrador da Criação. Ele e Eva deveriam se multiplicar, povoar a terra, dominar sobre os animais e cultivar o jardim do Éden. Havia um único mandamento: Não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Antes mesmo de terem seu primeiro filho, ou colherem os primeiros frutos de seu cultivo, eles já tinham desobedecido esse mandamento.

Adão e Eva descobriram que o mero conhecimento do bem e do mal, adquirido ao comerem da árvore proibida, não lhes capacitava a fazer o bem ou evitar o mal. Seus descendentes mergulharam na iniquidade e Deus decidiu destruir o mundo num dilúvio, preservando a Noé e sua família. A eles foi ordenado: “Sejam férteis e multipliquem-se; espalhem-se pela terra e proliferem nela” (Gn 9:7). Para administrar a terra Noé recebeu a autoridade de governar e exercer poder sobre seus semelhantes.

Mas seus descendentes falharam, por não se espalharem pela terra como Deus havia ordenado. Ao contrário, concentraram-se num só lugar para construir uma cidade e uma torre com um objetivo contrário à ordem dada por Deus. Eles disseram: “Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra(Gn 11:4). Deus confundiu suas línguas e os espalhou pela face da terra, formando assim diferentes nações.

De uma dessas nações Deus tirou um homem, Abraão, e prometeu que nele todas as famílias da terra seriam abençoadas. De seu descendente, Jacó, Deus criou a nação de Israel, responsável por administrar as coisas de Deus na terra. Israel recebeu a Lei, as promessas, os concertos, a adoração e possessões terrenas. Mas, assim como o administrador da parábola, Israel não soube multiplicar as bênçãos terrenas que recebeu.

Então Deus criou outro povo, a Igreja, para transformar coisas terrenas em resultados espirituais. Como os lendários alquimistas, que tentavam transformar chumbo em ouro, o cristão é capaz de transformar bens materiais em espirituais. Como ele faz isto? Usando os recursos que Deus coloca em suas mãos para promover a obra do evangelho, a fim de que pessoas se convertam a Cristo e sejam salvas. É assim que conseguem “ganhar amigos, de forma que, quando ela [a riqueza] acabar, estes os recebam nas moradas eternas” (Lc 16:9).

Mas para isto é preciso ser idôneo, como Jesus explica no próximo post.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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