Quão precioso é tudo isso para o cristão sincero, que está sempre consciente – perfeita e dolorosamente consciente – de sua fraqueza, necessidade, debilidade e fracasso! Como é possível – podemos indagar justamente – que alguém que tenha seus olhos sobre estas passagens que acabamos de citar, sem mencionar sua consciência própria – o senso de imperfeição de sua própria condição e do seu andar possa colocar em dúvida a necessidade do cristão de um ininterrupto ministério de Cristo em seu favor? Não é espantoso que algum leitor da epístola aos Hebreus, algum observador da condição e do andar do crente mais fiel, pudesse ser achado negando a aplicação do sacerdócio e intercessão de Cristo pelos cristãos hoje?

Em favor de quem – permita-nos perguntar – está Cristo vivendo e atuando agora à destra de Deus? Será que é em favor do mundo? Certamente que não; pois Ele diz, em João 17.9, “Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são Teus”. E quem são esses? Será que se trata do remanescente judeu? Não; esse remanescente ainda está para entrar em cena. Quem são eles, então? Crentes – filhos de Deus – cristãos, que estão agora passando por este mundo pecaminoso, sujeitos a falharem e a serem enganados a cada passo do caminho. São estes o objeto do ministério sacerdotal de Cristo. Ele morreu para os tornar limpos: Ele vive para mantê-los limpos. Por Sua morte Ele expiou a nossa culpa, e por Sua vida Ele nos limpa por meio da ação da Palavra pelo poder do Espírito Santo. “Este é Aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue” (1 João 5.6). Temos expiação e somos limpos por meio de um Salvador crucificado. A dupla fonte emanou do lado ferido de Cristo, morto por nós. Todo louvor seja dado ao Seu nome!

Temos tudo, em virtude da preciosa morte de Cristo. O problema é nossa culpa? Ela foi cancelada pelo sangue da expiação. O problema está em nossas faltas diárias? Temos um Advogado para com o Pai – um grande Sumo Sacerdote para com Deus. “Se alguém pecar” (1 João 2.1). Ele não diz ‘se alguém se arrepender’. Não há dúvida de que há, e deve haver arrependimento e juízo-próprio; mas como é que são produzidos? Aqui está: “Temos um Advogado para com o Pai”. É a Sua sempre prevalecente intercessão que consegue, para aquele que peca, a graça do arrependimento, juízo-próprio e confissão.

É algo de extrema importância para o leitor cristão ter bem claro em seu entendimento o que se refere a esta verdade cardeal da intercessão advocatícia ou sacerdócio de Cristo. Costumamos erroneamente pensar que quando falhamos em nosso trabalho, precisamos fazer algo de nós mesmos para resolver a questão entre nossa alma e Deus. Nós nos esquecemos até do porquê de estarmos conscientes de nossa falha – antes de nossa consciência se tornar realmente ciente do fato, nosso bendito Advogado esteve diante do Pai para tratar disso; e é à Sua intercessão que devemos a graça de nosso arrependimento, confissão e restauração. “Se alguém pecar, temos…” – o que? O sangue ao qual devemos recorrer? Não; repare cuidadosamente o que o Espírito Santo declara. “Temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. E por que Ele diz “o justo”? Por que não dizer, o bondoso, o misericordioso, ou o que se compadece de nós? Porventura Ele não é tudo isso? Certamente; mas nenhum desses atributos caberia aqui, ainda mais por estar, o bendito apóstolo, colocando diante de nós a consoladora verdade de que em todos os nossos erros, pecados e falhas, temos um representante “justo” diante do Deus justo, o Pai santo, de modo que nossas questões nunca terminem em fracasso. Ele vive sempre para fazer intercessão por nós, e porque Ele vive sempre, “pode também salvar perfeitamente” – salvar até o fim – “os que por Ele se chegam a Deus”.

Fonte: http://bit.ly/2BNJX43

Via Celso Lourenço Pereira

.

Condições de uso: Os textos do blog Leia a Bíblia podem ser copiados e utilizados livremente em correspondência, escolas, blogs e sites pessoais. Vedada a reprodução por empresas, igrejas, veículos de comunicação corporativos e programas de rádio/TV. Favor citar a fonte.

.

Comentários: Fique à vontade para comentar. Serão publicados os comentários com base bíblica e fundamentação lógica. Opiniões, questões doutrinárias, citações pessoais, assuntos fora do texto bíblico, comentários sem base bíblica, textos copiados de outros sites e blogs bem como assuntos fora do tema do blog e links externos serão deletados. O assunto aqui é SÓ A BÍBLIA ou assuntos diretamente relacionados ao texto bíblico. Obrigado por comentar.

Germano Luiz Ourique


Comente!

(*)Campos de preenchimento obrigatório