Depois de nos acostumarmos a ver Jesus sempre acompanhado de seus apóstolos, a cena de sua morte revela uma mudança radical. Seus discípulos desaparecem e as pessoas mais improváveis são as que irão lidar com seu corpo morto. Não são os apóstolos que encontramos aos pés da cruz, mas as mulheres que serviram Jesus. Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e também a mãe dos filhos de Zebedeu.

Os profetas do Antigo Testamento tinham previsto que Jesus seria contado com ladrões, o que aconteceu na cruz. Isaías previu também que providenciariam para que ele fosse sepultado com os ímpios, talvez numa vala comum aos criminosos, porém ele ficaria com o rico na sua morte. E é um rico que vai pedir a Pilatos para liberar o corpo para ser sepultado. José, da cidade de Arimateia, era um membro do sinédrio, uma espécie de suprema corte de Israel. Ele possuía um sepulcro novo, uma gruta escavada numa rocha com uma grande pedra circular fechando a entrada.

Jesus é sepultado, o sepulcro é fechado com a pedra e Pilatos ordena que soldados guardem o túmulo nos próximos três dias. Os sacerdotes pediram isso, pois temiam que os discípulos roubassem o corpo e depois dissessem que Jesus tinha ressuscitado, conforme havia prometido.

José tem a ajuda de Nicodemos, igualmente um membro do sinédrio e discípulo secreto de Jesus. No Evangelho de João ele aparece indo encontrar-se com Jesus à noite, por medo dos judeus. Não era apenas Jesus que estava sendo sepultado naquele momento. José e Nicodemos enterravam também suas carreiras. Quando nem mesmo os apóstolos queriam ter qualquer ligação com um cadáver, esses dois homens arriscam tudo ao darem um testemunho público de sua fé em Jesus.

Se você é cristão e se acha um exemplo de fidelidade a Deus, pode apostar que na hora do aperto encontrará as pessoas mais improváveis dando um testemunho melhor que o seu. Quantas vezes você se envergonhou de falar do evangelho a alguém com medo de ser ridicularizado? A menos que você dilua sua fé ou a adapte ao mundo, você não terá muitos amigos sendo cristão. É claro que você sempre vai encontrar políticos que se tornam “cristãos”entre aspas para conquistar votos, ou artistas decadentes que decidem explorar o filão “evangélico”, também entre aspas, mas não é desse cristianismo que estamos falando aqui.

Seguir a Jesus nunca será um bom negócio nesta vida. Você será bem visto na sociedade se disser que lê Paulo Coelho, gosta do Dalai Lama ou acredita ter sido Sinhá Moça em outra encarnação. Mas experimente dizer que é um crente em Jesus, para ver o que acontece. Ao orar ao Pai, Jesus disse, daqueles que o seguem: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou”(Jo 17:14). Portanto, se você busca pela aprovação do mundo, Jesus não é para você. Mas se busca a aprovação de Deus, então creia nele como seu Salvador para receber o perdão de seus pecados e ter um lugar garantido eternamente, não no mundo, mas no céu.

Por Mario Persona

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