O site que você indicou (GotQuestions) costuma ter respostas bíblicas e corretas sobre muitas coisas, mas quando o assunto é a igreja ou como congregar eles podem estar errados. Apesar de o site se declarar não-denominacional, as pessoas que contribuem com as respostas podem ser denominacionais, já que são “pastores, jovens pastores, missionários, conselheiros bíblicos, estudantes de faculdades cristãs, estudantes de seminários” etc. Em suma, são protestantes e trazem muitos dos costumes desse segmento religioso, incluindo a repetição de elementos judaicos em sua adoração, como a existência de templos, clérigos, corais etc.

Na pergunta sobre a validade de se utilizar instrumentos musicais na adoração cristã a resposta que o site dá parte do perigoso princípio de que aquilo que era feito no Antigo Testamento e não é explicitamente proibido no Novo Testamento deve ser permitido na igreja. O problema é que, apesar de muitas questões morais que temos hoje poderem ser respondidas por princípios encontrados no Antigo Testamento, quando o assunto é Igreja tudo o que podemos extrair do Antigo Testamento são sombras e figuras, nunca a coisa real, já que a Igreja foi algo criado por Deus a partir do zero, isto é, não se trata de uma continuação ou aperfeiçoamento do judaísmo. Veja as passagens abaixo:

Cl 2:16, 17 “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”.

Hb 8:5 “Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais…”

Hb 10:1 “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas…”

1Co 10:6 “E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram”.

Heb 9:24 “Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro…”

O site que você indicou diz que “o fato de que o Novo Testamento não condenar em nenhum lugar o uso de instrumentos musicais indica que a prática do Antigo Testamento foi continuada na igreja no Novo Testamento. A igreja primitiva era composta quase que completamente de judeus. É muito provável que eles continuaram usando instrumentos musicais na igreja, assim como faziam na adoração do Antigo Testamento”.

A percepção dele de que cristãos judeus teriam continuado as práticas da adoração judaica no cristianismo é correta, mas isto não significa que estavam agindo corretamente, pois a epístola aos Hebreus foi escrita justamente para corrigir isso. Se a resposta do site diz que está bem copiar os costumes do judaísmo na adoração cristã, o livro de Hebreus diz que está errado.

Em Hebreus você aprende que os costumes do Antigo Testamento “importados” para a igreja deviam ser abandonados de vez. Ali os judeus convertidos (justamente os que traziam consigo elementos do judaísmo) são exortados a abandonar completamente o antigo culto judaico com todas as suas práticas. Se havia assembleias nos primórdios do cristianismo que estavam adorando como se fosse judaísmo elas estavam completamente erradas.

“Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo…. por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente [a Jerusalém dos judeus], mas buscamos a futura. (Hb 13:10-14)

A adoção de costumes judaicos na adoração cristã na igreja primitiva realmente aconteceu antes que a verdade da igreja fosse revelada a Paulo e depois aos outros apóstolos. Vemos no início do livro de Atos (Atos é um período de transição) que os cristãos continuaram frequentando o Templo. Deus colocou um basta naquilo ao permitir uma perseguição na Judeia que espantou os cristãos para longe do centro de adoração que Deus havia instituído no Antigo Testamento (o Templo de Jerusalém).

Ats 8:1 E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos.

Deus estava deixando claro que nada mais havia no Templo ou em Jerusalém que devia ser usado na adoração cristã. Esta era completamente distinta do judaísmo e ninguém mais encontraria Deus no Templo de Jerusalém, pois aquela casa ficaria deserta (Lc 13:35). Quando Jesus saiu do Templo (Mt 24:2) o lugar ficou vazio e destinado à destruição.

A perseguição aos judeus convertidos continuou de modo que precisaram fugir para bem longe, o que também acabou contribuindo para a expansão do evangelho e para que os gentios fossem acrescentados em grande número ao corpo de Cristo.

“E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns homens cíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia. O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração; Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor”. (At 11:19-24)

Mais adiante, no ano 70, Deus permitiria a destruição do Templo de Jerusalém para não sobrar qualquer vestígio da adoração judaica, que nada tinha a ver com o algo novo que Deus trazia, a Igreja. Os judeus hoje praticam um judaísmo vazio, pois não pode existir judaísmo sem o lugar de adoração instituído por Deus na terra, que era o Templo, e sem os sacrifícios de animais que só podiam ser feitos ali

Continuando na tentativa do site que tenta explicar que podemos usar elementos do Antigo Testamento, o autor do texto provar sua tese citando Efésios 5:19: “Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração“.

O site explica corretamente que o significado original grego de “salmodiando” é “dedilhando”, como se faz com um instrumento de cordas. Todavia tentar usar deste argumento para justificar o uso de instrumentos musicais na adoração cristã é perder o sentido da passagem e não enxergar o “instrumento” que está sendo mencionado ali.

Você conhece algum professor de música que ensine a “tocar coração” como alguém ensina a tocar violão ou guitarra? Pois é exatamente disto que a passagem está falando. Numa tradução alternativa teríamos “…cantando e tocando ao Senhor no vosso coração, ou “…cantando e dedilhando a melodia ao Senhor no vosso coração, ou fazendo uma paráfrase,“…cantando ao Senhor e tocando um instrumento musical chamado coração para fazer o acompanhamento.

Percebe que a força do versículo está no instrumento que usamos para fazer o acompanhamento? Sim, é o coração o instrumento musical usado na adoração cristã. É por esta razão que hoje Deus busca adoradores que o“adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:23). A passagem está falando do espírito humano, não do Espírito Santo, pois é assim, “em espírito”, que o cristão tem o privilégio de adorar. Uma pessoa sentada em silêncio pode perfeitamente adorar em espírito e salmodiar no coração (“dedilhar a melodia no coração”). No judaísmo isto não era possível, pois a adoração era toda exterior e dependia de um coral treinado, uma orquestra tangível e um templo de pedras.

Vamos imaginar um vendedor de instrumentos musicais que me abordasse, interessado em vender instrumentos para uma orquestra inteira, perguntando:

Vendedor — Onde você congrega vocês usam instrumentos musicais nas reuniões de adoração?

Mario — Sim, usamos um instrumento.

Vendedor — Qual? Órgão, piano, guitarra, bateria, contrabaixo, cornetas, trombones, violinos, violoncelos, tubas… Temos tudo isso em nosso catálogo. Também fornecemos amplificadores e luzes diversas. Temos até máquina de gelo seco para fazer neblina, se os shows em sua igreja forem mais no estilo heavy metal. Temos tudo o que vocês precisam para atrair mais membros.

Mario — Usamos um instrumento de cordas, pois em Efésios diz para ‘salmodiarmos’, que no grego tem o sentido de dedilhar suas cordas.

Vendedor — Seria violão, guitarra, contrabaixo…?

Mario — Não, nenhum desses. Nós usamos corações. Vocês vendem corações?

Mais sobre o assunto:

http://www.respondi.com.br/2009/08/como-saber-o-que-se-aplica-igreja.html

http://www.respondi.com.br/2005/05/devemos-usar-instrumentos-musicais-na.html

http://www.respondi.com.br/2012/03/qual-o-problema-de-cristaos-louvarem.html

http://www.respondi.com.br/2010/04/o-cristao-pode-louvar-com-instrumentos.html

Mario Persona

Fonte: http://bit.ly/17nRnpH

Paz!

Germano Luiz Ourique


Comentários:


  1. luiz guilherme disse:

    Não existe nenhum digo nenhum elemento plalsível para tamanha besteira continuamente falando. todos os versiculos sitados nao demostram nenhum tipo de que devemos deixar de louvar a Deus com instrumento, os versiculos saem de contesto, eu tenho apenas umas coisa para falar Germano acho que voce deve considerar os judeus inferiores para querer tanto assim oque eles fazem . se judeu come com garfo voce prega que tem que comer com colher, cada coisa sem nexo, sem fundamento biblico e que literalmente nao significa nada , tudo que Deus pediu para fazermos ou para deixar de fazer tinha um sentido exemplo . a pascoa foi substituida pela seia do senhor , por ser uma Nova Aliança . agora esta insistencia deve ser que voce se considera superior aos judeos , ou tem alguma birra por que nao é possivel continuar com estes dogmas insignificativos,

  2. luiz guilherme disse:

    alem de nao trazer nenhuma edificação. Oque esta na biblia voce inventa desculpas para nao cumprir . Que naquela epoca falava por causa disso ou por causa daquilo que tinha costume disse que tinha costume daquilo. mais agora quer impor uma coisa que nao tem fundamento biblico . Será que a biblia esta do avesso?

  3. Larissa Gama disse:

    Germano, eu posso ser dona de escravos, segundo Paulo?

  4. germano disse:

    Larissa Gama,
    .
    Leia Romanos 13.
    Obs: Foi Paulo quem escreveu.

  5. Larissa Gama disse:

    Germano, qual a sua interpretação a respeito da possibilidade de, na Igreja Primitiva, Paulo ter deixado como facultativa a libertação de escravos de seus senhores quando ambos se convertiam?
    Romanos 13 trata-se de hierarquia, obediência a uma autoridade constituída por Deus como ministra da justiça. Mas, a minha pergunta anterior não foi sobre Romanos 13, mas sobre Colossenses 3:22-25.
    Lembrando que o contexto e a tradução não é “servo”, mas escravo (uma pessoa como propriedade – coisa – de outra, perante as leis daquela época).
    Qual a sua interpretação?

  6. Larissa Gama disse:

    Germano,

    O site Leia a Bíblia tem abençoado muitas vidas, inclusive a minha. Vejo em todos os escritores daqui uma fé sincera, que busca a verdade da Palavra. E percebo também honestidade em cada texto que leio no que se refere à exposição do que o site defende como verdade bíblica. Uns concordam, outros discordam, mas isso faz parte de todo diálogo.

    Por isso, vim por meio deste comentário, me explicar a respeito da pergunta anterior que fiz sobre Paulo admitir que, entre cristãos, a relação Senhor e Escravo existisse.

    Essa é uma das perguntas que mais são feitas atualmente tanto por pessoas que querem compreender a lógica paulina sobre questões temporais, quanto por pessoas que querem contestar a visão do apóstolo dos gentios quanto ao assunto.

    Gostaria aqui de explicar qual a minha intenção ao perguntar, em um post sobre Adoração, sobre “se eu posso ser dona de escravos, segundo Paulo”:

    As Epístolas Paulinas são cartas escritas à Igreja Primitiva, inspiradas por Deus, com doutrinas dadas a um grande instrumento do Senhor tanto para judeus quanto para gentios. Nisso não há contestação entre os que crêem na Inspiração das Escrituras (tanto do Novo quanto do Antigo Testamento).

    E essas epístolas tratam de questões temporais (sobre as relações sociais, civis e políticas da época), como por exemplo a questão da escravidão, que sempre existiu na cultura de todos os povos.

    O que chama atenção nos versículos que Paulo trata do sobre esse assunto é o fato de que os mesmos deixam claro os princípios que regem essa relação: quando um senhor de escravo, juntamente com o escravo, são convertidos pelo Espírito Santo, eles a relação deles, ainda que legalmente (segundo a época) fosse de um senhor que tem a posse de um escravo (tido como “coisa” e não como um ser humano), seria regida por princípios cristãos de amor ao próximo, com obediência à hierarquia e ao mesmo tempo com temor, tanto do escravo quanto do senhor de escravo, quando ambos se convertiam, por conta de que o escravo deveria respeitar seu senhor como a Cristo e o senhor de escravos deveria tratar seus serviçais como era tratado por Cristo (com amor), pois ele também era escravo de Cristo.

    Vê-se que, ainda que legalmente esse escravo não fosse mais que uma “coisa”, Paulo não precisou mexer no conceito “legal” da época (leis temporais) para mostrar que era possível um tratamento humano digno do cristianismo por parte dessa relação política e civil temporal.
    Entende-se com isso que, independentemente de uma organização temporal, ser cristão é, antes, obedecer os princípios ensinados por Cristo.
    Logo, embora o escravo continuasse escravo mesmo virando cristão, e mesmo tendo a possibilidade facultativa de deixar de ser escravo, pois Paulo não obrigava os senhores de escravos a libertá-los, mesmo com tudo isso, quando um senhor e um escravo obedeciam os princípios cristãos, na prática, eles aboliam a opressão e, por causa da obediência, eles mostravam uma humanidade de tratamento com o próximo que nem nos dias libertinos de hoje se vê, por exemplo. Tudo por causa de uma obediência a princípios cristãos, portanto.
    Onde quero chegar?
    Quero dizer, analogicamente falando, que existem situações que as epístolas não falam expressamente, mas por conta dos princípios (mandamentos de Cristo a quem se auto-intitula cristão) pode-se chegar a um entendimento que em nada fere a lei não-temporal de Cristo, que são os dois mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo.
    Isso prova que as leis temporais, civis e políticas da época, em nada impediam que o amor cristão fosse exercido, desde que os cristãos os obedecessem.
    Tais princípios não valiam apenas para o escravo que tivesse um senhor cristão. As epístolas também falam sobre escravos de não-cristãos, que deveriam dar testemunho de obediência e serviço de qualidade aos mesmos, como forma até de atraí-los para a fé cristã.
    E o que isso tem a ver com adoração? O que a minha pergunta tem a ver com “poder ou não tocar instrumento” no louvor?
    Bem, vemos em tudo o que Paulo fala, princípios gerais (mandamentos) explícitos e implícitos. Afinal, as cartas paulinas não são extensivas e esgotativas para tratar de todos os assuntos peculiares, como (usando a analogia, mais uma vez), o caso dos pecados sexuais (imoralidade sexual), que envolvem diversas práticas que, embora não explicitamente ditas nas epístolas, são ofensa contra Deus. A bíblia não fala expressamente contra a pedofilia, porém esta prática profana está no rol das “imoralidades sexuais”.
    Porque princípios gerais servem para quaisquer situações, são multiformes.
    O mesmo vale para o louvor e a adoração.
    Quando Paulo fala para os cristãos cantarem salmos entre si, devemos lembrar que o canto é um princípio geral que envolve as mais variadas formas: voz, percussão, instrumentos de sopros e de cordas, etc. Impossível pensar em canto sem acompanhamento de outros tipos de sons, além da voz.
    Existem princípios gerais para o que é explicitamente dito por Paulo, como é o caso da questão da escravidão, como expliquei acima (princípios gerais que se aplicam a esse caso), e também o caso de todas as formas que se aplicam ao termo da imoralidade sexual e, também, ao caso do louvor, que possui princípios gerais.
    Um exemplo de princípios gerais que se enquadra nos exemplos anteriores que citei, é a questão dos dias “santos” e das “comidas consagradas” e da questão de comer, ou não, carne. Os casos específicos citados:
    1. Escravidão
    2. Imoralidade Sexual
    3. Comida e bebida
    4. Dias sagrados

    Possuem ensinamento explícito (específico), implícito, e também geral (que se aplica a todos os casos não mencionados por Paulo).
    Um dos princípios gerais (dentre vários) que devem nortear a forma (modus operandis) de como um cristão deve adorar ao Senhor, é este:
    “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” 1Cor 10:31
    Existe um termo expresso na passagem citada: “ou façais outra qualquer coisa”.

    Ora, realmente não existe no Novo Testamento menção a nome algum de instrumento. E, ainda que mencionasse, alguns apareceriam para dizer que só se pode tocar o tal instrumento citado, por ter sido o único. É a chamada interpretação literal, exclusivista, que tem levado muitos a extremos nada saudáveis. Qualquer interpretação que vá para este lado exclusivista, por mais honesta que seja, não traz o entendimento correto para a situação.

    Veja o caso do versículo citado, ele é bem claro: “qualquer outra coisa” faça para a glória de Deus!
    Assim como não existe menção de nome de instrumento, também não existe expressamente a proibição ao uso de instrumentos na adoração. E, se o instrumento é usado para a Glória de Deus, isso me é permitido.

    Quando Paulo fala sobre os cristãos cantarem salmos entre si, devemos lembrar que “salmodiar” envolve tocar instrumento e isso não é restritivo do antigo testamento, pois música sempre veio acompanhada de instrumentos musicais, mesmo quando estes ainda não existiam, pois o próprio corpo humano é um instrumento musical, por exemplo.

    Vê-se, segundo a lógica que segui até aqui, que estou a falar contra toda interpretação literal, exclusivista. Por isso fiz a pergunta como forma de despertar a reflexão sobre esse tipo de interpretação:

    “Segundo Paulo eu poderia ser dona de escravos?”

    O perigo desta interpretação é usar o fato de que Paulo não proíbe a escravidão de forma expressa como respaldo para eu ter como propriedade (bem civil) a vida de outra pessoa, nos dias de hoje.

    A resposta de uma interpretação literal seria: sim, eu posso ser dona de escravos, porque Paulo expressamente não proibiu.

    Porém, uma interpretação sensata me mostra que não é assim. A lei temporal sobre propriedade e bens mudou e Paulo comemoraria, com certeza, esse fato. Paulo permitiu a escravidão entre cristãos pois os princípios (se obedecidos) cristãos bastavam (e sempre vão bastar) para que qualquer tipo de situação seja para glória de Deus, pois não seria uma relação regida por opressão ou violência, mas seria baseada no amor ao próximo. Certamente quando os senhores de escravos se convertiam eles libertavam seus escravos! Mas, caso isso não ocorresse, Paulo dizia aos escravos: não se preocupe com a sua condição humana, mas a sua condição em Deus.

    A mesma lógica vale para todas as outras questões que citei (e as que não citei), que não podem ser interpretadas de forma literal, mas de forma sensata, que atente aos princípios gerais ensinados por Cristo e explicados por Paulo.

    O perigo da interpretação exclusivista, literal é este: que por essa interpretação eu poderia comprar agora um escravo sem ferir as Epístolas Paulinas.

    Mas uma interpretação segundo a prudência, a ponderação, me mostra que não devo levar ao pé da letra o que vejo na bíblia, nem sobre o que é mostrado de forma expressa nela, mas com coerência, sabendo distinguir o que Paulo fala sobre coisas temporais, de um lado, e sobre coisas eternas, de outro.

    Quero ressaltar aqui que neste caso de princípios gerais não estou a falar sobre outras questões como submissão da mulher, dos filhos, etc, pois não se tratam de leis temporais, mas de hierarquia que Deus estabeleceu no Éden. Este caso não é lei temporal. Este assunto de submissão às autoridades não está sendo posto em questão aqui nem está sendo relativizado, ressalto.

    O que está sendo posto em questão, para ser bem clara, é a interpretação exclusivista que me proíbe de fazer o que não está expresso por Paulo, ainda que, embora não expresso, igualmente não seja proibido.

    É ai onde tudo o que eu disse tem a ver com adoração: o que eu fizer para Deus, que não fira os mandamentos cristãos nem esteja proibido, e que seja em espírito e em verdade, me é permitido, que é o caso dos instrumentos musicais, que são usados para a glória de Deus e que não são proibidos no Novo Testamento em parte alguma.

    O fato de não serem citados, inclusive, é porque não existe um tipo de instrumento específico, falando diretamente de música (sons e formas) que possa ser ou não ser usado, desde que seja para a glória de Deus. Ele é que julgará naquele dia a intenção do coração de cada um.

    Por isso qualquer pessoa que nasceu de novo e que adora a Deus de formas diversas que não ferem nenhum princípio bíblico aplicado a adoração pode sim tocar instrumento para Deus (pois nenhum versículo do Novo Testamento proíbe o uso de instrumentos).
    Devemos ter cuidado com interpretações literais que em nada edificam.

    Bem, é isso. Perdoe-me a demora e o texto longo, mas precisei explicar a minha pergunta ousada de outrora. Expliquei tudo o que pude para evitar más interpretações do que escrevi.

    Abraços

  7. germano disse:

    Larissa Gama,
    .
    Quando você diz que “O perigo da interpretação exclusivista, literal é este: que por essa interpretação eu poderia comprar agora um escravo sem ferir as Epístolas Paulinas”, você comete um engano. Em Romanos 13, do mesmo Paulo, vemos que devemos obedecer às autoridades constituídas e às leis. E a Lei Áurea foi assinada em 1988.
    .
    Quanto à adoração, ou é em espírito ou é fisicamente. Se é em espírito, não há como usar qualquer meio físico. Instrumentos são meios físicos. Não existe possibilidade de usarmos instrumentos musicais (ou qualquer outro tipo de instrumento) na adoração sem irmos contra a Palavra de Deus. Simples assim.

  8. Larissa Gama disse:

    Germano,

    Nem o princípio de obediência à autoridade deve ser interpretado de forma literal, pois Pedro e João não obedeceram a ordem das autoridades judaicas que os impediram de pregar o Evangelho, por exemplo. Ou seja, obedecer as autoridades, desde que não firam os princípios cristãos.

    Se não fosse assim, a lei da suprema corte dos EUA que acatou o casamento civil homossexual deverá ser obedecida pelos pastores americanos, o que não será feito, pois fere princípios bíblicos sobre o casamento. Ou seja, nem o princípio de obediência à autoridade deve ser interpretado de forma literal.

    O caso da escravidão realmente foi abolido legalmente, porém existem muitas coisas que foram abolidas legal mente, como a diferença entre homens e mulheres (que segundo a Constituição Federal, são iguais em direitos e obrigações perante a lei) e nem por isso os cristãos mais tradicionais, por exemplo, obedecem esse preceito constitucional, colocando a mulher como diferente do homem em direitos e obrigações em suas Igrejas, por exemplo. Fora outras leis atuais, dadas por autoridades, que ferem princípios cristãos, e nem por isso devem ser obedecidas.
    O que eu questionei (e você ainda não me respondeu) foi: por que, mesmo o ideal cristão sendo o da liberdade (do pecado), Paulo deixou como facultativa a libertação de escravos?
    A libertação do pecado não deveria ser o fim de toda espécie de opressão?

    Quanto à adoração, Germano, é importante lembrar que o contexto do termo “em espírito e em verdade” que Jesus falou à mulher samaritana tem a ver com haver ou não um local físico obrigatório onde Deus deva ser adorado e não a forma como ele deve ser adorado, portanto, não proíbe o uso de instrumentos!

  9. germano disse:

    Larissa Gama,
    .
    1) Não se trata de “obedecer as autoridades, desde que não firam os PRINCÍPIOS CRISTÃOS” e sim de obedecer à ordem de Deus: “Por isso quem resiste à potestade RESISTE À ORDENAÇÃO DE DEUS; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.” Romanos 13:2
    .
    2) É claro que o princípio de obediência à autoridade não deve ser interpretado de forma literal. A obediência às autoridades vai até o ponto em que esta fere as ordenações de Deus.
    .
    3) Quanto ao casamento civil, este não tem nenhum relação com pastores ou quaisquer outras autoridades religiosas pois não se trata de um ato da esfera destes. O casamento civil é algo resolvido e decidido na esfera das leis civis, através de notários, tabeliães e cartórios destinados e esse fim, ou seja, celebrar uma sociedade civil.
    .
    4) Com relação “à diferença entre homens e mulheres (que segundo a Constituição Federal, são iguais em direitos e obrigações perante a lei)”, você esqueceu de mencionar LEI DOS HOMENS. Continuam valendo os mandamentos do Senhor e a mulher tem o seu lugar específico na Igreja e em relação ao seu marido assim como ordenou o Senhor. Homens e mulheres são diferentes e tem papéis diferentes perante Deus.
    “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo SÃO MANDAMENTOS DO SENHOR.” I Corintios 14:37
    .
    5) Paulo deixou facultativa a libertação dos escravos porque essa era a vontade Deus. À época, ainda não havia carteira de trabalho, nem emprego, nem patrão e empregado e nem qualquer outra relação de trabalho que não senhor e escravo. Libertar um escravo poderia significar, em alguns casos, a sua morte. A escravatura era uma relação de trabalho como hoje é o emprego de carteira assinada.
    .
    6) Pensar que “a libertação do pecado deveria ser o fim de toda espécie de opressão” é uma falácia e um engano. Neste mundo seremos todos oprimidos de uma ou outra forma somente pelo fato de estarmos no mundo. O próprio Jesus Cristo foi oprimido:
    “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e OPRIMIDO.” Isaías 53:4
    O próprio Salomão já advertia sobre a opressão:
    “Se vires em alguma província OPRESSÃO do pobre, e violência do direito e da justiça, não te admires de tal procedimento; pois quem está altamente colocado tem superior que o vigia; e há mais altos do que eles.” Eclesiastes 5:8
    Paulo diz em II Corintios 4:8-11 – “Em tudo somos ATRIBULADOS, mas não angustiados; PERPLEXOS, mas não desanimados. PERSEGUIDOS, mas não desamparados; ABATIDOS, mas não destruídos; TRAZENDO SEMPRE POR TODA A PARTE A MORTIFICAÇÃO DO SENHOR JESUS NO NOSSO CORPO, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre ENTREGUES À MORTE POR AMOR DE JESUS, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.”
    Isso é exatamente o contrário de acabar com toda espécie de opressão.
    Agora, um dos versículos que eu prefiro quando se trata de definir a vida do cristão:
    “Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que POR MUITAS TRIBULAÇÕES NOS IMPORTA ENTRAR NO REINO DE DEUS.” Atos 14:22
    Hoje no mundo em torno de 400 milhões de cristãos são perseguidos. E será assim e pior até a volta de Jesus.
    .
    7) E adorar “em espírito e em verdade” é justamente a FORMA de adoração. E se é espiritual não é física. E se não é física não permite instrumentos, nem palmas, nem dança, nem roupas especiais nem nada além do espírito e da verdade. Simples.
    Recomendo a você a leitura atenta e estudo do post http://leiaabiblia.blog.br/voce-realmente-sabe-o-que-e-a-igreja/

  10. Larissa Gama disse:

    Germano,
    Em nenhum momento, nas afirmações que fiz acima, eu confundi a lei de Deus com a lei dos homens, como você faz supor que o fiz na sua resposta ao meu comentário. Nem precisava esclarecer sobre a diferença entre homens e mulheres, como se no comentário anterior eu já não tivesse dito que isso é bíblico. No posterior, para defender uma interpretação não-literal foi que eu usei o exemplo de como uma interpretação literal sobre obediência às autoridades poderia me fazer mudar conceitos que na lei humana já mudou, mas na divina não. Só isso. Porque meu ponto defendido até agora foi defender que a interpretação literal das escrituras pode levar a extremos e a erros e, par exemplificar, apenas, usei os exemplos que citei. Portanto, não entenda, erroneamente, que confundi as coisas, pois sei muito bem diferenciar lei divina de lei temporal.

    Quanto à questão da escravidão ser “uma forma de subsistência”, você possui ignorância Histórica quanto ao tema, do qual não me alongarei aqui, pois seria fugir mais ainda do assunto proposto pelo blog. Só digo que a escravidão não era a única forma de subsistência e a figura do servo e do escravo co-existiram, ou seja, duas formas de subsistência, dentre outras. E mais: na Igreja primitiva, como bem deixa claro o Livro de Atos, os fiéis doavam casas e propriedades e colocavam o dinheiro aos pés dos Apóstolos de forma que nada faltava a ninguém, portanto, libertar um escravo, em um primeiro momento, não deixaria ninguém em necessidade. O próprio Paulo fala sobre a importância de trabalhar dentro da Igreja, apesar da solidariedade da mesma, e isso indica que outras formas de trabalho existiam e eram sim possíveis. A escravidão é uma opressão humana, fruto da iniquidade, nada mais. Paulo deixou como facultativa a libertação dos escravos não pelo motivo que você afirmou, mas porque, como já expliquei no comentário anterior, não importa a condição humana em que uma pessoa se encontra, mas sua condição em Cristo.

    Ainda sobre a questão da opressão, eu não afirmei em momento algum que o fato de Cristo ter vindo à terra poria fim à toda opressão a nivel global e universal entre crentes e descrentes, como você erroneamente interpretou. Eu afirmei que, no âmbito da Igreja, se eu creio em Cristo e não liberto um escravo, eu não abandonei essa forma de opressão. E eu usei esse argumento da questão da escravidão para provar que uma interpretação literal – que não é a minha, vou deixar claro, antes que você ache que é – poderia levar a erro o entendimento de que Paulo permitiu ainda no tempo da Igreja primitiva um tipo “legal” de opressão. Eu defendi uma NEGATIVA – e não uma afirmativa – ou seja, disse que não, que Paulo não permitiu uma forma de opressão, pois a interpretação desses versículos NÃO deve ser lida de forma literal. Tão somente isso.

    Creio eu que meus comentários anteriores são bem claros sobre o ponto central que defendi até aqui: contra toda espécie de interpretação literal da Palavra, como este blog faz com a questão da Adoração.

    E, para finalizar, sobre o versículo de João 4, em que Cristo fala sobre adoração “em espírito e em verdade”, o contexto, como já afirmei, é sobre o local de adoração, se em Jerusalém ou no poço de Jacó, e Jesus foi bem claro dizendo, nem no poço nem em Jerusalém, mas em espírito e em verdade.

    A sua interpretação – ou a interpretação deste blog – quer interpretar que “forma espiritual” exclui qualquer manifestação física, já entendi o seu ponto de vista.

    Porém, contesto, mais uma vez, que Jesus além de estar se referindo quanto a um local específico de adoração, não está falando sobre a forma, mas sobre um ESTADO de adoração, um estado de adoração que não depende de locais específicos, mas de um coração que adora o Pai em espírito e em verdade. “Em” estado de adoração e não “na” forma de adoração.

    Você e este blog não provam em versículo algum a expressa proibição do uso de instrumento porque interpretam que “forma” espiritual exclui o físico. Logo, já que vocês pensam assim, não usem a voz, pois esta, para sair, precisa de meio físico. Não usem sequer os pensamentos, pois estes são geridos pelo cérebro, ou seja, meio físico. Interpretação literal, como esta, não traz edificação alguma.

    Já expresso meu ponto de vista, termino por aqui.

  11. Irineu Bosco disse:

    Eu só gostaria de evidenciar que:
    A MÚSICA DENTRO DAS IGREJAS QUE SE AUTO INTITULAM CRISTÃ, está para os Cristãos assim como os OS JOGOS OLíMPICOS estavam para os Judeus que serviam no Templo no período Interbíblico, 150 a 300 aC.

  12. Andrea disse:

    De fato,o contexto do diálogo entre Cristo e a samaritana dizem respeito unicamente ao local em que o Pai aceitaria a adoração, lembrando que o Antigo Testamento dá instruções específicas aos judeus de não adorarem em local indevido, esta era uma preocupação legítima. Porém Ele declara que a verdadeira adoração seria aceita se feita em espírito e em verdade. Em espírito aqui se trata da condição do adorador: para que alguém esteja em espírito,tem que ser espiritual,o que significa nascido de novo, nova criatura, gerado pela semente incorruptível(espiritual), como vemos em João 3:3 e I Pe 1:23. Só podemos adorar a Deus verdadeiramente quando já somos de fato participantes da natureza divina, ( IIPe 1:4).Considerando que o pecado nos afasta de Deus, enquanto tivermos somente o “corpo do pecado”, não temos como adorar a Deus. A partir do momento em que nos tornamos participantes da natureza divina, somos igreja, ou seja, corpo de Cristo, o qual é o único que entrou no lugar santíssimo, ao qual poe Ele ( ou estando Nele) é que temos acesso livre hoje. Adorar em verdade implica em consciência. Conhecer a Deus é importante,pois adorar é a nossa resposta à consciência de quem Deus é. Jesus falou sobre isso também com a samaritana, no verso 22, e o apóstolo Paulo nos ensina a prestar e Deus um culto “racional” (Romanos 12:1). E isto se refere ao culto prestado através do corpo físico.
    Então, vamos raciocinar: tudo o que Moisés realizou na lei, principalemte na adoração e na construção do tabernáculo, foi de acordo com “o modelo” que lhe foi mostrado por Deus no monte, ou seja, um tabernáculo celeste. Tudo o que está no Antigo testamento é sombra, figura do que HAVERIA DE VIR, não de tudo que seria aniquilado. O Antigo testamento não foi um conto da carochinha, em que tudo era mentira, ao contrário: após Cristo, ele foi totalmente revelado. Nós somos filhos de Deus, templos do Espírito Santo, forasteiros e peregrinos nesta terra. Nossa cidade está nos céus (Heb.13:14; Filp. 3:20). Jesus disse ainda que Seu reinoiniciaria já aqui na terra, dentro de cada um de nós e que o Espírito Santo nos ensinaria todas as coisas e nos guiaria a toda a verdade.( Lc 17: 20 e 21;Jo 14:26; 16:13).
    A verdade, querido, é que temos,mesmo aqui na terra, que buscar as coisas que são de cima. Nosso padrão é o padrão celestial, o padrão eterno.E no padrão eterno,vemos em apoc. 15: 2 e 3, que os que cantavam eram acompanhados por música instrumental sim,pois todos eles tinham “as harpas de Deus”. E para não haver confusão,o cap. 14, verso 2 de apocalipse, fala novamente no som dos harpistas, “que tocavam com suas harpas”. Sim no céu haverá música instrumental! E como toda doutrina ou toda palavra se confirma pela boca de três testemunhas, vamos a um exemplo da casa do Pai, dado por Jesus: Em Lucas 15: 11 a 32, vemos a parábola do filho pródigo. No verso 25, o filho que estava no campo, chegou perto da casa e “ouviu a música e as danças”. Não era um culto ao irmão, es im uma festa por que ele tinha sido encontrado, estava morto e reviveu( verso 32). Todas as vezes que nos reunimos como igreja, sempre que os salvos se reúnem, há festa ao Senhor pela alegria da salvação, e isso é agradável a Deus. Como o pai diz nesta parábola, ” é justo nos alegrar-mos e nos regozijar-mos”. E o apóstolo PAulo complementa dizendo: ” Ninguém vos julgue …pelos dias de festa”( Col. 2:16.
    Creio que, se a música instrumental te incomoda, você pode adorar sem ela, não o julgarei por isso. Mas se prepare para ter que se acostumar a isso quando chega no céu! E espero que você não pense ter autoridade para julgar aqueles que, como eu, adoram ao Senhor em espírito e em verdade, verdade essa que inclui a salvação e a alegria que ela traz,pela qual fazemos, sim,uma festa ao nosso Deus!

  13. germano disse:

    Andrea,
    .
    As referências de Lucas e Apocalipse não servem para a Igreja. Em Lucas temos uma parábola de judeus para judeus, não tem nada a ver com a Igreja. No livro de Apocalipse temos uma descrição do que João viu no céu, também não tem nada a ver com a Igreja. Como estou percebendo a sua confusão em entender o que é a Igreja, recomendo que você leia o post http://leiaabiblia.blog.br/voce-realmente-sabe-o-que-e-a-igreja/
    .
    Quanto ao “julgar”, leia e aprenda:
    Julgar é bíblico. Leia com atenção:
    Não podemos misturar duas coisas que são diferentes:
    .
    1. Julgar as pessoas, seu coração, intenções etc. (o que cabe a Deus)
    .
    2. Julgar as ações e práticas, pecados, erros etc. (o que cabe a nós)
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    Para o primeiro caso temos passagens como Mt 7:1 “Não julgueis, para que não sejais julgados”.
    .
    Para o segundo caso temos “JULGUEIS” em várias situações que envolvem ações:
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    Mateus 19:28-29 – “E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para JULGAR as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá CEM VEZES TANTO, e herdará a vida eterna.”
    .
    Lucas 7:43 – “E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E Ele (Jesus Cristo) lhe disse: JULGASTE bem.”
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    Lucas 12:56-57 – “Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo? E por que não JULGAIS TAMBÉM POR VÓS MESMOS o que é justo?”
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    João 7:24 – “Não julgueis segundo a aparência, mas JULGAI SEGUNDO A RETA JUSTIÇA.”
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    Atos 4:19 – “Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: JULGAI vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus;”
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    Atos 15:19 – “Por isso JULGO que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus.”
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    Atos 16:15 – “E, depois que foi batizada, ela e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis JULGADO que eu seja fiel ao SENHOR, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso.”
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    1 Co 5:12-13 “Porque que tenho eu em JULGAR também os que estão de fora? Não JULGAIS vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo”.
    .
    I Corintios 6:2-3 – “Não sabeis vós que os santos hão de JULGAR o mundo? Ora, se o mundo deve ser JULGADO por vós, sois porventura indignos de JULGAR AS COISAS MÍNIMAS? Não sabeis vós que havemos de JULGAR OS ANJOS? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para JULGÁ-LOS os que são de menos estima na igreja? Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa JULGAR ENTRE SEUS IRMÃOS?”
    .
    I Corintios 10:15 – “Falo como a entendidos; JULGAI VÓS MESMOS o que digo.”
    .
    I Corintios 11:13 – “JULGAI ENTRE VÓS MESMOS: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?”
    .
    I Corintios 11:31 – “Porque, SE NÓS NOS JULGÁSSEMOS A NÓS MESMOS, NÃO SERÍAMOS JULGADOS. Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.”
    .
    I Corintios 14:29 – “E falem dois ou três profetas, E OS OUTROS JULGUEM.”
    .
    E ainda: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes CONDENAI-AS.” Efésios 5:11
    .
    Portanto, julgar não só é bíblico como é obrigação de todo verdadeiro cristão.

  14. Andréa disse:

    Meu caro, não há confusão alguma. Com certeza se era Jesus falando, só podia ser para os judeus, o primeiro gentio a fazer parte da igreja foi Cornélio. E sim eu seu o que é a igreja, e justamente por isso sei que é dela que fala em apocalipse quando menciona os salvos, os remidos, os santos, o mar de vidro que estava junto ao trono e principalmente no final, quando menciona a esposa, dentro da cidade que está descendo do céu. Infelizmente, parece que quem não tem conhecimento é você de que a igreja viverá no céu, na eternidade e portanto o céu é o padrão. Se há louvor com instrumentos no céu é porque isso é agradável a Deus. Deus jamais permitiria algo que ferisse sua santidade na cidade santa! E quanto à parábola, mesmo falando aos judeus, Jesus está falando da casa do Pai. A única ressalva é que o ensino das parábolas de Jesus não se aplica a nós, ex-gentios,mas a descrição do que há na casa do Pai é valida para todos. Não faça tanta confusão! Infelizzmente você focou demais no termo “julgar”, eu “julgo” que deveria ter utilizado outra palavra, para que você soubesse de antemão que sei tanto o significado como a utilização. Um bom exemplo está na resposta que dei: julgando seu comentário( o que me cabe como cristã) e julgando a palavra ( não no sentido de saber se está certa ou errada, mas no sentido de examinar), sei que você está incorreto em seu posicionamento, mas ainda assim, posso crer que você estará no céu,com todos nós, os salvos. Tanto que lhe aconselhei se acostumar com o louvor instrumental, pois passará a eternidade com ele. Se eu estivesse julgando nos moldes que você descreveu, estaria julgando você e não suas palavras. Não confie tanto na sua sabedoria, neste caso, como em todos, o Espírito Santo é quem nos guia a toda a verdade. E não se esqueça, ao falar que o apocalipse não se refere à igreja, deixe claro que você está falando da tribulação, ou seja, após o capítulo 4, quando há o arrebatamento( a porta abre-se no céu). Tudo o que diz respito ao que se passa no céu após a tribulação, principalmente sobre a adoração ao Cordeiro, diz respeito à igreja sim! E espero ansiosamente o cumprimento daúltima promessa ” E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima, e não haverá mais pranto, nem clamor, nem dor, pois já as primeiras coisas são passadas”.
    Antes de ensinar o que é igreja, aprenda: somos um corpo. Não posso dizer que o pé é inútil porque não bate palmas, nem que as mãos são inúteis porque não fazem digestão. Que todos nós possamos cumprir o nosso papel, cada um em seu lugar, dando honra uns aos outros, mesmo àqueles que julgamos mais “indecorosos”. Fique na paz.

  15. Andréa disse:

    Caro Germano,
    Mais uma vez, você está se confundindo. Em primeiro lugar, em momento algum eu disse que julgar não era bíblico. Mas como você mesmo ressaltou, não podemos julgar pessoas e sim atos e palavras. Tanto que estou neste blog, “julgando” o que você escreveu. E comparando com as escrituras, vejo que não há base.
    Outra desinformação sua: realmente a parábola diz respeito somente aos judeus, pois Jesus não pregou para a igreja( sim, eu realmente sei o que é igreja), mas em momento algum eu me referi ao sentido da parábola ou ao ensinamento desta, e sim a uma “descrição” de um local. Locais não mudam conforme seus frequentadores, a casa do Pai será sempre a casa do Pai, e lá há música e dança. Outra coisa, já que você mencionou o que é de fato igreja, saiba que o resumo das ordenanças para a igreja está em Atos, cap. 15, se houvesse algo de errado com os instrumentos, os apóstolos nos teriam dito.
    Mas o que me deixou de fato preocupada é você dizer que o apocalipse não se refere à igreja! Vamos por partes, assim creio que você entenderá, finalmente:
    1. O apocalipse diz como se dará a consumação dos séculos;
    2. Antes que haja esta consumação, a igreja deve ser retirada da terra (assim como Noé, Ló, etc.)
    3. Deus diz claramente a João como será a evolução das igrejas pelo tempo até que isso ocorra (as sete cartas às sete igrejas).
    4. Abre-se uma porta nos céus exatamente no capítulo 4. Ou seja, o arrebatamento, a entrada dos salvos na glória.
    5. Quando o apocalipse fala de “mar de vidro”, é a igreja glorificada.
    6. Quando fala da esposa do Cordeiro, é a igreja, a noiva, depois das bodas, já é esposa, agora.
    Já que fala do arrebatamento da igreja, obviamente diz respeito à igreja. E prossegue com informações valiosas de como será a adoração eterna ao Senhor!
    Concordo com você que a tribulação não diz respeito à igreja, nem a ira de Deus, nem o julgamento das nações. Mas quando mostra os remidos com Cristo, quando fala do mar de vidro e da adoração perpétua, desculpe querido, apocalipse está falando comigo, sim! O céu tem tudo a ver com a igreja, a Bíblia diz claramente que o céu é a nossa pátria final, que devemos buscar as coisas de cima e que seremos reis e sacerdotes, ou seja, administraremos de acordo com as leis celestiais, e ministraremos as coisas celestiais. S o céu não tem a ver com a igreja, o que tem então? A nova terra? Não sabia que este site era da sociedade torre de vigia, se for este o caso, me desculpe.
    Mas voltando ao ponto, caso não seja, o texto que você usa para definir a adoração legítima é: Efésios 5:19: “Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração“. Gostaria de destacar: ”entre vós”. Hinos e cânticos espirituais não são músicas fantasmas, as quais não se podem ouvir nem ver, caso contrário, seria cada um por si e não “entre vós”. O apóstolo simplesmente destacou que cantar por cantar, ou pra mostrar que tem uma bela voz, ou cantar frases de estímulo humanistas como vemos hoje em alguns locais não era correto, mas que as músicas tinham de ter o foco na adoração, a qual é em espírito e em verdade, e seriam produzidas em espírito e em verdade: músicas que expressam a real adoração, que é fruto de corações ligados ao trono da graça, de conhecedores do Deus a quem adoram, e não musiquinhas fúteis. Reconheço que atualmente estas são muitas, e alguns não “julgam” o que cantam em suas reuniões, mas não podemos dizer que uma mensagem está torta porque o mensageiro está manco: Muitas heresias atuais são faladas, ou seja, o problema não está na música, e sim no herege, que pode usar dela ou não. Assim como o louvor e a adoração, podem ser através de palavras, de gestos, de dança (desde que não seja aquele “grupo coreográfico que faz um show pra o público”, e sim uma manifestação de alegria pessoal e individual, diante de Deus.), de música seja ela vocal, instrumental, ou ambas, com ou sem palmas, com ou sem as mãos erguidas, e de acordo com os seus próprios comentários, só Deus pode julgar a intenção do coração de cada um. Incluindo no momento da adoração.
    Agora, segundo sua recomendação, a qual consta no título deste blog, leia a Bíblia! Não fique “inchado na sua carnal compreensão”, peça ajuda ao Espírito Santo, o qual o guiará a toda a verdade. Essa doutrina de “não toques, não proves, não manuseies” nada tem de Deus. Examine com carinho as passagens do livro de apocalipse que nos mostram como será a adoração no céu, ou seja, como nós vamos adorar pela eternidade. Você fala o tempo todo sobre andar conforme a palavra e não ensinamentos humanos, então pratique o que ensina, para que “pregando aos outros não venha a ser reprovado”, como disse o apóstolo Paulo. Fique na paz, e nos vemos na glória! (OBS: Tocando harpas )

  16. Mark Andreas Duck disse:

    Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; Efésios 5:19

    Isso é totalmente judaico… Um judeu sabe do que Paulo estava falando aqui.

    Infeliz o teu texto. Mas 1700 anos de antissemitismo na igreja não se tira da noite pro dia.

  17. germano disse:

    Mark Andreas Duck,
    .
    “Paulo, APÓSTOLO DE JESUS CRISTO, pela vontade de Deus, AOS SANTOS QUE ESTÃO EM ÉFESO, E FIÉIS EM CRISTO JESUS: A vós graça, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!
    Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS NOS LUGARES CELESTIAIS EM CRISTO; como TAMBÉM NOS ELEGEU NELE ANTES DA FUNDAÇÃO DO MUNDO, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e NOS PREDESTINOU PARA FILHOS DE ADOÇÃO POR JESUS CRISTO, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça, que ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência; DESCOBRINDO-NOS O MISTÉRIO DA SUA VONTADE, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a CONGREGAR EM CRISTO TODAS AS COISAS, na DISPENSAÇÃO DA PLENITUDE DOS TEMPOS, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; com o fim de sermos para louvor da sua glória, NÓS OS QUE PRIMEIRO ESPERAMOS EM CRISTO; em quem também vós estais, depois que ouvistes a PALAVRA DA VERDADE, O EVANGELHO DA VOSSA SALVAÇÃO; e, tendo nele também crido, fostes SELADOS COM O ESPÍRITO SANTO da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória.
    Por isso, ouvindo eu também A FÉ QUE ENTRE VÓS HÁ NO SENHOR JESUS, e o vosso AMOR PARA COM TODOS OS SANTOS, não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos; e qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que MANIFESTOU EM CRISTO, RESSUSCITANDO-O DENTRE OS MORTOS, E PONDO-O À SUA DIREITA NOS CÉUS.
    Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; e sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas O CONSTITUIU COMO CABEÇA DA IGREJA, QUE É O SEU CORPO, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” – Efésios 1:1-23
    .
    Ou seja, um apóstolo (totalmente cristão) fala aos santos que estão em Éfeso, fiéis em Cristo Jesus (totalmente cristão), fala nas bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (totalmente cristão), aos eleitos em Cristo ANTES da fundação do mundo (totalmente cristão, porque os judeus foram eleitos DESDE a fundação do mundo – Mt 25:34), predestinados para filhos por adoção (totalmente cristão), revelando o mistério da vontade de Deus (a Igreja, portanto totalmente cristão), congregando em Cristo (totalmente cristão) a dispensação da plenitude dos tempos (igreja de Laodicéia – totalmente cristão) aqueles que esperam em Cristo (totalmente cristão) e ouviram a Palavra da verdade, o Evangelho da Salvação (totalmente cristão).
    .
    Àqueles selados com o Espírito Santo (totalmente cristão), que tem fé no Senhor Jesus (totalmente cristão) e amor para com os santos (totalmente cristão), Deus mostra o Seu poder manifesto em Cristo (totalmente cristão) ressuscitando-o de entre os mortos pondo-O à Sua direita nos céus (totalmente cristão) e constituindo-O CABEÇA DA IGREJA, QUE É O SEU CORPO (não existe nada mais cristão do que isso).
    .
    Portanto, isso é totalmente cristão e um judeu só saberia do que se está falando aqui se fosse convertido a Cristo e tivesse a habitação do Espírito Santo.
    .
    Infeliz o seu comentário principalmente no que se refere ao antisemitismo. Você não sabe interpretar textos, não sabe o que é a Igreja e, para aprender o que é a verdadeira Igreja, recomendo que leia o post:
    http://leiaabiblia.blog.br/voce-realmente-sabe-o-que-e-a-igreja/
    .
    Recomendo também que você baixe (gratuitamente) o livro A Ordem de Deus – para os cristãos congregados – para a adoração e ministério neste link:
    http://aordemdedeus.blogspot.com.br/
    .
    Leia-o acompanhando e estudando detalhadamente na sua Bíblia cada uma das passagens ali citadas. Você vai se surpreender.
    .
    A Igreja não é esse circo gospel com espetáculos de músicas, danças e teatros que existem hoje pelo mundo e foi inventado pelos homens. A Igreja é um corpo vivo formado pelos salvos pela graça de Deus através da fé em Jesus Cristo desde o dia de Pentecostes (Atos 2) até hoje. Ela (a Igreja) está onde estiverem dois ou três reunidos SOMENTE ao nome de Cristo. E jamais usa instrumentos musicais na adoração. Simples assim.
    .
    Leia mais. Muito CTRL+C e CTRL+V dá nisso. :)

  18. Mark Andreas Duck disse:

    As Escrituras são do começo ao fim um compêndio judaico. Procure saber mais.
    A Paz meu irmão. Que o Deus de Israel te abençoe.

  19. germano disse:

    Mark Andreas Duck,
    .
    Se as escrituras fossem “do começo ao fim um compêndio judaico” Deus não teria permitido que Lucas, um gentio, fosse o autor de um dos Evangelhos. Você é bem fraquinho de leitura bíblica, não é? Siga meu conselho e vá ler o post e o livro que recomendei. E por favor, leia a Bíblia. Pelo menos isso evitará que você perca seu tempo e tome o meu quando vem aqui dizer essas besteiras e ainda passar vergonha dizendo “procure saber mais”. Essa é a resposta de quem não sabe porque se você soubesse me diria como eu fiz com o primeiro capítulo de Efésios. Você é igualzinho a um fariseu: cheio de justiça própria, não sabe responder nada e é orgulhoso da própria burrice. Acorda!

  20. germano disse:

    Andréa,
    .
    A Igreja não é uma cópia do judaísmo assim como não é uma prévia do que haverá no céu. A Igreja é um corpo vivo cuja cabeça é Jesus Cristo e os membros são todas as pessoas salvas pela graça de Deus através da fé em Cristo desde o dia de Pentecostes (Atos 2) até o dia em que Cristo vier buscar a Sua Noiva (a Igreja).
    .
    A ordem de Deus para a Igreja, o padrão de conduta do cristão, se encontra no Novo Testamento de Atos 2 em diante e nas cartas apostólicas, principalmente nas cartas de Paulo. Só em 1 Co temos quatro vezes a expressão “quando vos ajuntais…”
    .
    Tanto buscar no judaísmo quanto no livro da Apocalipse quaisquer exemplos de aplicação prática para a Igreja hoje não faz nenhum sentido. Exceção feita aos três primeiros capítulos, onde temos as cartas proféticas às sete igrejas, nada no Apocalipse tem aplicação prática para a Igreja.
    .
    Em Apocalipse 1:19 lemos: “Escreve as coisas que TENS VISTO, e as que SÃO, e as que DEPOIS DESTAS HÃO DE ACONTECER;”
    As coisas que TENS VISTO e as que SÃO tem aplicação para a Igreja (Capítulos 1 a 3). Depois disso, a Igreja não aparece mais no livro de Apocalipse.
    No primeiro versículo do Capítulo 4 do livro de Apocalipse temos: “DEPOIS DESTAS COISAS, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz que, como de trombeta, ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que DEPOIS DESTAS devem acontecer.” – Apocalipse 4:1
    .
    Obs.: Isso não tem absolutamente nada a ver com o arrebatamento da Igreja como você mencionou.
    .
    Ou seja, daqui em diante (Apocalipse 4) nada tem aplicação prática para a Igreja hoje. A Igreja ainda persevera e perseverará na doutrina dos apóstolos até a volta de Cristo: “E perseveravam na DOUTRINA DOS APÓSTOLOS, e na COMUNHÃO, e no PARTIR DO PÃO, e nas ORAÇÕES.” – Atos 2:42
    .
    A Igreja está FUNDAMENTADA na doutrina dos apóstolos como aprendemos com clareza em Efésios 2:19-22 – “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; EDIFICADOS SOBRE O FUNDAMENTO DOS APÓSTOLOS E DOS PROFETAS, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.”
    .
    Portanto, todo o seu argumento cai por terra porque no livro de Apocalipse e no céu descrito em Apocalipse por João não há nenhuma aplicação prática para a Igreja hoje e usar instrumentos na adoração quando a Igreja está reunida é ir contra a Palavra de Deus.
    .
    Recomendo que você baixe gratuitamente e leia, acompanhando com a sua Bíblia cada uma das citações, o livro “A Ordem de Deus – Para os cristãos congregarem – para adoração e ministério”. http://3minutos.s3.amazonaws.com/ebook/a-ordem-de-deus-bruce-anstey.pdf
    .
    Leia-o estudando na sua Bíblia cada uma das passagens e confira você mesmo se o que eu estou dizendo é a verdade bíblica ou não. Não acredite em mim assim como eu não acredito em você. Faça o que Paulo disse para os anciãos em Éfeso fazerem: vá para a Palavra de Deus. É lá que estão as respostas.


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