José e Maria ficam maravilhados com as promessas que Deus tem para gentios e judeus envolvendo aquela criança. Mas as palavras que agora fluem da boca de Simeão, inspirado pelo Espírito Santo, são graves e tristes. O mesmo menino estaria destinado a ser motivo de queda e elevação de muitos em Israel.

A presença de Jesus iria testar a humanidade. Aqueles que orgulhosamente resistissem a ele seriam punidos por sua incredulidade. Essa fila seria puxada principalmente pelo clero. Enquanto isso, os humildes, arrependidos de seus pecados e reconhecendo em Jesus o Salvador, seriam abençoados. Nesse grupo estariam os ladrões, prostitutas e coletores de impostos convertidos.

Jesus seria ainda um sinal de contradição ou pedra de tropeço para muitos, pois sua presença santa e sem mácula causaria, por si só, um contraste com o pecado e a impiedade do homem. Os homens não poderiam suportar tamanha luz denunciando a imundície de seus corações, por isso se voltariam contra Jesus.

Maria não passaria incólume a tudo isso e uma espada traspassaria sua alma quando visse o seu filho querido pregado numa cruz como um criminoso qualquer. Naquele momento todas as suas esperanças, de ser ele o Messias e libertador, seriam abaladas, como aconteceria também com os outros discípulos.

A presença de Jesus, o próprio Verbo divino, seria uma espada afiada para cada um que tivesse contato com ele. “Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração. Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas” (Hb 4:12-13).

Desde a época em que Simeão disse estas coisas nada mudou em relação às pessoas. Não há posição neutra quando o assunto é Jesus. Ou você crê nele como um Salvador amoroso e misericordioso, e desfruta agora mesmo do perdão de seus pecados, ou terá de se encontrar com ele como um juiz justo e implacável. A decisão é tomada aqui e agora, pois ninguém sabe o que reserva a próxima batida de seu coração. Ou a falta dela.

No próximo post, saiba o que Ana estava fazendo no templo de Jerusalém.

Por Mario Persona

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Germano Luiz Ourique


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