Jesus conta uma parábola sobre “alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros”. Ele diz: “Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’” (Lc 18:9-13).

Os fariseus eram a seita mais rigorosa do judaísmo, sempre preocupados em apresentar boa aparência mesmo que fossem “sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro cheios de ossos e de todo tipo de imundície” (Mt 23:27). Publicanos eram coletores de impostos que entregavam ao invasor romano o dinheiro de seu próprio povo. Eles sabiam que estavam enfiados até o pescoço num esquema de traição e corrupção. Apesar de insistir para que se arrependessem, Jesus não era severo com publicanos, ladrões e prostitutas, porém chamava de “raça de víboras” (Mt 23:33) os religiosos fariseus. Continue lendo »


Autor: 1, 2 e 3 João têm sido atribuídos, desde o início da igreja, ao apóstolo João, o qual também escreveu o Evangelho de João. O conteúdo, estilo e vocabulário parecem justificar a conclusão de que essas três epístolas foram dirigidas aos mesmos leitores que o Evangelho de João.

Quando foi escrito: O livro de 1 João foi provavelmente escrito entre 85-95 dC.

Propósito: O livro de 1 João parece ser um resumo que pressupõe o conhecimento dos leitores do evangelho escrito por João e oferece segurança para a sua fé em Cristo. A primeira epístola indica que os leitores foram confrontados com o erro do gnosticismo, o qual se tornou um problema mais grave no segundo século. Como uma filosofia da religião, o gnosticismo defendia que a matéria é má e o espírito é bom. A solução para a tensão entre os dois era o conhecimento, ou gnosis, através do qual o homem erguia-se do simples ao espiritual. Na mensagem do evangelho, isso levou a duas falsas teorias sobre a pessoa de Cristo, Docetismo – acerca do Jesus humano como um fantasma Jesus – e Cerintianismo – teoria que assegurava que Jesus tinha uma dupla personalidade, às vezes humana e às vezes divina. O objetivo fundamental de 1 João é estabelecer limites sobre o conteúdo da fé e dar aos crentes certeza da sua salvação.

Versículos-chave: 1 João 1:9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.”

1 João 3:6: “Todo aquele que nele permanece não está no pecado. Todo aquele que está no pecado não o viu nem o conheceu.”

1 João 4:4: “Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo.” Continue lendo »


Como você já viu, a parábola da viúva que roga ao injusto juiz está no contexto do judaísmo e para o remanescente de judeus fiéis que habitarão na terra após o arrebatamento da Igreja. É um erro pensar que a viúva aqui represente a Igreja, pois esta não é viúva, e sim “noiva, a esposa do Cordeiro” (Ap 21:9), uma “virgem pura” (2 Co 11:2) pela qual Cristo “entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável” (Ef 5:25-27). Mas de Jerusalém o profeta diz: “Como se parece com uma viúva, a que antes era grandiosa entre as nações” (Lm 1:1).

Outro detalhe é que a viúva da parábola não roga pelo pão diário ou por outra necessidade, mas por vingança. Ela diz: “Faze-me justiça contra o meu adversário” (Lc 18:3). Esse tipo de oração fazia sentido para Israel, que tinha inimigos de carne e ossos contra os quais lutar, mas não para a Igreja, cuja “luta não é contra pessoas, mas contra… as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef 6:12). Este detalhe passa despercebido para a maioria dos cristãos que acreditam que as promessas feitas a Israel se apliquem à Igreja. Por isso você encontra tantos hinos evangélicos falando de maldição, vingança e vitória sobre os adversários. Continue lendo »


Por que ciências e religião não se batem bem?

Porque uma olha para cima e a outra para baixo.

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Por que algumas pessoas não tem certeza da salvação?

Os motivos são individuais, não há como saber. Se você perguntasse para cada uma dessas pessoas porque ela não tem certeza da própria salvação, cada uma delas lhe daria uma resposta diferente.

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O que devo fazer para crescer espiritualmente?

Ler a Bíblia, estudar as Escrituras, orar, manter comunhão com cristãos e dar testemunho da sua fé. Continue lendo »