Através dos relacionamentos firmamos definitivamente nossa espécie como homo sapiens, uma vez que eles nos estimulam a pensar, contribuindo para a formação de nosso intelecto. Com os relacionamentos, aprendemos o quão dependentes somos uns dos outros, já que estamos interligados pelos vínculos que nos tornam seres interdependentes.

Ao mesmo tempo em que relacionamentos nos mostram nosso interior a partir dos mais diversos aspectos, eles também nos ensinam sobre o quanto somos limitados. Ao observar a forma como nos relacionamos podemos nos dar conta de nossas qualidades e defeitos vistos a partir do reflexo de nós mesmos no outro.

Em nossa sociedade, crescemos conscientes de que devemos nos relacionar uns com os outros, ao mesmo tempo em que o egoísmo se mostra predominante na personalidade da maioria dos indivíduos que formam o sistema, o que soa e é contraditório e contraproducente. Continue lendo »


Jesus conta uma parábola: “Um homem de nobre nascimento foi para uma terra distante para ser coroado rei e depois voltar. Então, chamou dez dos seus servos e lhes deu dez minas. Disse ele: ‘Façam esse dinheiro render até à minha volta’. Mas os seus súditos o odiavam e depois enviaram uma delegação para lhe dizer: ‘Não queremos que este homem seja nosso rei’. Contudo, foi feito rei e voltou. Então mandou chamar os servos a quem dera o dinheiro, a fim de saber quanto tinham lucrado.” É importante que você leia Lucas 19:12-27 para conhecer a história completa.

Jesus está se referindo ao fato de o povo pensar “que o Reino de Deus ia se manifestar de imediato” (Lc 19:11). Mas não. Antes de voltar para reinar Jesus teria de morrer, ressuscitar e ser glorificado. Jesus é esse “homem de nobre nascimento” da parábola que agora está nessa “terra distante” de onde prometeu voltar. Os judeus são os que declararam “Não queremos que este homem seja nosso rei” (Lc 19:14) e “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mt 27:25), ao rejeitarem seu testemunho em vida e assumirem a responsabilidade por sua morte. Continue lendo »


Se nós temos q seguir a lei de Deus nós temos que pagar os dízimos, pois diz na Bíblia que nós devemos dar 10% do nosso salário, pois é uma forma de adorar a Deus, se não for 10% o pouco que você dá sendo de coração já está valendo… Concorda?

1) Nós não temos que seguir nenhuma lei. Somos salvos pela graça através da fé. Só, mais nada: Efésios 2:8 – “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.”

2) Nós não temos que pagar dízimos e você não vai encontrar escrito em nenhum lugar da Bíblia “que nós devemos dar 10% do nosso salário,pois é uma forma de adorar a Deus”. Muito pelo contrário, o que Jesus Cristo disse foi: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (João 4:23). Ou seja, adorar não tem absolutamente nada a ver com “dar dinheiro” para Deus.

Dízimo nunca foi dinheiro, nunca foi para Deus e nunca foi um ordem para qualquer um que não fosse judeu de uma das doze tribos de Israel que não a de Levi, pois a tribo dos Levitas era a que recebia os dízimos. Eles não tinham como se sustentar porque cuidavam exclusivamente da Tenda da Congregação e posteriormente do Templo em Jerusalém. Por isso, Deus destinou o dízimo, que era 10% do produto da agricultura e da pecuária (mantimentos e animais, portanto) produzidos pelas outras tribos, para o sustento dos Levitas.

Números 18:24 – “Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão.”

Um pastor ou “igreja” que aceita ou cobra dízimos hoje, ou estão enganados, ou estão enganando você. Eu sei que é estranho, porque a maioria das pessoas nem sabe disso. Mas a maioria também não lê e muito menos estuda a Bíblia. Não é de admirar que sejam enganados. Continue lendo »


No episódio anterior Jesus declarou que a salvação havia entrado na casa de Zaqueu, mas não por merecimento de Zaqueu. A salvação é recebida por fé, a mesma fé de Abraão, chamado de “pai de todos os que creem” (Rm 4:9-11). Agora Jesus vai falar da responsabilidade daquele que crê com o coração e com a boca confessa que Cristo é seu Senhor. Se a salvação é recebida por graça e mediante a fé, a recompensa é recebida pelas obras e pelo modo como o crente utiliza o que recebeu de Deus.

Mas antes Jesus precisava esclarecer algo. Com sua presença no mundo aqueles judeus “foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir” (Hb 6:4-5), ou seja, do reino do Messias. Agora, “porque [Jesus] estava perto de Jerusalém o povo pensava que o Reino de Deus ia se manifestar de imediato” (Lc 19:11). Porém os profetas indicavam uma ausência do Messias entre sua primeira vinda e o estabelecimento do Reino em glória. O profeta Daniel dissera: “O Ungido será morto, e já não haverá lugar para ele” (Dn 9:26).

O Reino de Deus aparece em diferentes aspectos no Novo Testamento. João Batista veio como precursor do Rei para anunciar esse reino. Seu discurso era: “O tempo é chegado… O Reino de Deus está próximo” (Mc 1:15). Então, no início de seu ministério, Jesus declarou, “O Reino de Deus está entre vocês” (Lc 17:21), pois ele, o Rei, estava entre eles ainda que o reino não tivesse sido estabelecido em poder. Continue lendo »