A Lei dada por Deus recompensava o homem por sua fidelidade. Se você obedecesse, seria recompensado, caso contrário viveria doente, na miséria, sem filhos e seu nome cairia no esquecimento. A Lei é pura e perfeita para o homem natural vivendo na terra. O problema é que somos imperfeitos, por isso a Lei acabou desvirtuada pelos judeus, que faziam de conta que a praticavam de olho na recompensa. Tornaram-se gananciosos de riquezas materiais e posições de destaque na sociedade.

Jesus fala de uma mudança: “A Lei e os profetas profetizaram até João. Desse tempo em diante estão sendo pregadas as boas novas do Reino de Deus, e todos tentam forçar sua entrada nele. É mais fácil o céu e a terra desaparecerem do que cair da Lei o menor traço” (Lc 16:16-17). A Lei não deixaria de existir, mas seria em vão tentar justificar-se por ela. João Batista anunciara a chegada do Messias e seu Reino, e os judeus, culpados de violar a Lei, deviam se arrepender e serem batizados, assumindo uma nova posição no Reino. “Mas os fariseus e os peritos na Lei rejeitaram o propósito de Deus para eles, não sendo batizados por João” (Lc 7:30). Continue lendo »


Você disse que não são todas as orações que Deus ouve, as orações que Ele não ouve seriam aquelas que…?

Não estão de acordo com a Sua Palavra.

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O que você quis dizer com “não é correto pedir sinais a Deus” oO …‎?

Jesus Cristo disse: “porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.” (Mateus 6:8)

Se Deus sabe o que nos é necessário antes mesmo de pedirmos, Ele sabe que precisamos de direção, de “dicas”, de ajuda, de auxílio, etc. O que precisamos fazer é confiar (Salmo 37:5). Estabelecer um relacionamento com Deus pressupõe querer fazer a Sua vontade e basear este relacionamento na confiança. Deus é misericordioso e em sua infinita sabedoria nos orienta através da Sua Palavra e também do Seu Espírito Santo que em nós habita. Devemos confiar e acreditar que estes sinais que precisamos, Ele nos dará. Não precisamos pedir. Continue lendo »


Quando buscamos a Palavra de Deus para estudar a ordem e função da igreja, devemos nos ocupar do Novo Testamento, e particularmente das epístolas. É ali que a verdade da igreja é revelada.

Uma das principais chaves para se entender o que é a igreja está em perceber que ela não faz parte da revelação do Antigo Testamento. Cristo e Sua igreja formam o grande mistério de Deus (Ef 5:32). O sentido bíblico de um “mistério” não é de algo misterioso e difícil de entender, mas sim de um segredo que Deus manteve escondido desde antes que o mundo fosse formado (Rm 16:25). Agora que o segredo foi revelado, não é algo difícil de se entender.

O grande segredo do propósito eterno de Deus era que, quando Israel viesse a rejeitar o Messias, e consequentemente fosse deixado de lado por algum tempo nas disposições governamentais de Deus, o Espírito Santo reuniria, por meio do evangelho, crentes judeus e gentios de todas as nações para formar uma nova companhia celestial de santos. Estes estariam unidos a Cristo como Seu corpo e noiva. Isso ficou escondido no coração de Deus, e não foi revelado no Antigo Testamento (Ef 3:9). Aqueles que viveram em outras épocas desconheciam isso por completo, pois era algo que só começaria no dia de Pentecostes (Mt 16:18; At 2:1-3, 47; 11:15). Esse segredo, portanto, não foi levado ao conhecimento dos homens até a época do Novo Testamento, e isso através do ministério especial do apóstolo Paulo (Ef 3:2-5, 9; Cl 1:24-27). Continue lendo »


Nem tudo no Evangelho de Lucas está em ordem cronológica. Algumas coisas seguem uma ordem moral, como neste capítulo 16. Ele começa com a parábola do administrador infiel, segue falando da correta administração do que pertence a Deus e denuncia a avareza dos fariseus. Agora Jesus fala da justiça própria, antes de falar da lei, do divórcio e terminar com a história do rico e do mendigo. Apesar de parecerem assuntos diferentes, tudo está ligado e tem a ver com os judeus, a lei e o judaísmo.

Jesus diz aos fariseus: “Vocês são os que se justificam a si mesmos aos olhos dos homens, mas Deus conhece os corações de vocês” (Lc 16:15). Encontramos na Bíblia tanto a justificação horizontal — de homem para homem — como a justificação vertical, do homem para com Deus. Tiago, em sua epístola, fala da primeira, mostrando que diante de seu semelhante o homem é justificado pelas obras. Ali diz:

“A fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: Você tem fé; eu tenho obras. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras. Insensato! Quer certificar-se de que a fé sem obras é inútil? Não foi Abraão, nosso antepassado, justificado por obras, quando ofereceu seu filho Isaque sobre o altar?” (Tg 2:17-21). Ao dizer “Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras” fica fácil entender que ele está falando de uma justificação horizontal, de homem para homem. Continue lendo »