Quer saber o que acontece após a morte? Então preste atenção na história do rico e Lázaro, pois ela revela o além. Ali Deus é representado pela figura de Abraão e a sorte do rico é selada no momento em que morre. Enquanto o seu corpo é sepultado, tem início o sofrimento eterno da alma e do espírito no lugar “onde o seu verme não morre, e o fogo nunca se apaga” (Mc 9:48). De passagens como Jó 17:14 e 25:6 aprendemos que “verme” é uma metáfora usada para o ser humano em seu estado de impotência.

Algumas traduções trazem que o rico estava no “inferno”, mas a palavra original grega é “hades” e não tem a conotação de um lugar físico, mas da condição após a morte. Se aqui Lázaro aparece no seio de Abraão, mais tarde Jesus revelaria que a alma e o espírito dos salvos vão para junto dele. Foi o que prometeu ao ladrão convertido na cruz minutos antes de morrer: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23:43). Em 2 Coríntios 12:2 o apóstolo Paulo identifica o Paraíso como sendo o “terceiro céu”.

Jesus revela que a condição após a morte não é de sono, pois tanto Lázaro quanto o rico estão bem despertos. Apenas os seus corpos estão no sono da morte: Lázaro aguardando “a ressurreição da vida” e o rico “a ressurreição da condenação” (Jo 5:29). O rico pode ter recebido um funeral de luxo, mas foi Lázaro quem recebeu um transporte angelical: “O mendigo morreu, e os anjos o levaram para junto de Abraão” (Lc 16:22). Continue lendo »


“Segui a paz com todos, e a santificação; sem a santificação ninguém verá o Senhor.” (Hebreus – 12.14)

Digamos que há um lado positivo em ser pecador. Não, não há nada de bom no pecado, o máximo que ele pode nos trazer é a morte. Mas, como pecadores, somos alcançados pela graça de Deus através da fé em Cristo. E Deus nos ama, assim como nos amou e nos amará eternamente, porque Ele é amor, então é natural que Ele queira manifestar esse amor através de Suas criaturas.

Devemos abrir mão de nossas falhas, por mais difícil que seja, e evidenciar a grandeza de Deus para que a Sua misericórdia nos cubra de maneira que não sobre mais desejos ou vontades carnais. Podemos afirmar que uma das maiores dificuldades na vida de um cristão é observar o pecado e não sentir nojo, pois mesmo praticando-o, somos diariamente induzidos ao arrependimento, graças ao Espírito Santo. Isto se trata de graça, a qual nos foi concedida pela salvação em Cristo, que nos faz progredir em santificação, a qual implica amar a Jesus Cristo e o afastamento gradativo do mundo e de suas influências.

Podemos aprender com Jesus Cristo através das Escrituras sobre Sua santidade. A inspiração que dEle vem é divina, faz meu coração saltar de alegria e ânimo! Imagine se todos se inspirassem em Cristo ao menos por um dia? Eu sei que estou falando de uma situação utópica, porém inegavelmente ideal. E é assim mesmo que devemos viver a vida. Continue lendo »


Em Deuteronomio 14, a partir do vers. 22 vemos que havia um lugar para o Senhor fazer habitar o nome, onde os israelitas deveriam trazer seus sacrifícios, ofertas e dízimos. Este assunto é detalhado mais no capítulo 12 onde o Senhor mostra que haveria um lugar, e um só lugar, onde os judeus deveriam adorar, e para onde deveriam trazer seus dízimos, ofertas e sacrifícios. O lugar seria Jerusalém, reconhecido por Deus e onde Ele colocaria o Seu nome. A esse lugar eram dirigidas até mesmo as orações (Dn 6.10). Ali seria construído o templo por Salomão; um lugar físico de adoração.

Porém lendo João 4 vemos que tudo iria mudar com relação à Igreja. O templo, assim como Jerusalém, seria destruído. Uma nova ordem de adoradores estava para ser estabelecida, aqueles que adorariam ao Pai em Espírito e em verdade. O Senhor não deu ordens para que fosse construído algum templo cristão, uma vez que os crentes, individualmente (1 Co 6.19) e a assembléia ou Igreja, coletivamente (Ef 2.20‑22) seriam o templo de Deus onde o Seu Espírito viria habitar. Além do mais, o verdadeiro tabernáculo hoje encontra‑se no céu (Hb 8.1,2) onde também está o nosso Sumo Sacerdote. Continue lendo »


“Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e vivia no luxo todos os dias. Diante do seu portão fora deixado um mendigo chamado Lázaro, coberto de chagas; este ansiava comer o que caía da mesa do rico. Em vez disso, os cães vinham lamber as suas feridas” (Lc 16:19:21).

Alguns leem esta história achando que é uma parábola, mas não é. Trata-se da história real de um rico anônimo aos olhos de Deus, e um mendigo cujo nome o Espírito Santo fez questão de registrar, apesar de ser invisível aos olhos do rico. Provérbios 10:7 diz que “a memória deixada pelos justos será uma bênção, mas o nome dos ímpios apodrecerá.”.

Tudo neste capítulo tem a ver com a maneira como utilizamos nossos bens. Jesus começa falando do administrador que, apesar de infiel, foi elogiado por seu senhor por ser previdente no uso da riqueza alheia. Então ele segue alertando para o perigo do amor ao dinheiro, fala da mudança radical exigida para se viver no Reino de Deus e do engano da justiça própria. O rico vestia-se de “púrpura”, cor usada pela realeza, e “linho fino”, que na Bíblia tem a conotação de justiça individual. Ele se achava nobre e justo, mas Deus tinha uma ideia diferente a seu respeito. Continue lendo »