Após denunciar o orgulho individual de alguns judeus, que se consideravam melhores que os outros, Jesus revela o orgulho nacional do povo usando de uma parábola: “Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Foi procurar fruto nela, e não achou nenhum. Por isso disse ao que cuidava da vinha: ‘Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho. Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra? ‘ Respondeu o homem: ‘Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a’” (Lc 13:6-9).

Se você quiser entender o Novo Testamento deve ter sempre em mente o que João diz sobre Jesus em seu evangelho: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1:11-12). Repare que o primeiro advento ou vinda de Jesus tem duas etapas. Primeiro, ele veio para o que era seu, isto é, os judeus. Como os seus não o receberam, ele passou a tratar com judeus e gentios que o receberam pela fé, fazendo deles filhos de Deus.

Portanto, ao ler os evangelhos, pergunte sempre: “O que isto tem a ver com os judeus?”. Somente depois é que você deve tentar identificar se existe algo que possa ser aplicado de forma direta ou indireta a você. Vemos que este capítulo está claramente relacionado aos judeus. Se perguntarmos ao profeta Isaías que vinha ou fazenda é esta, e o que significa a planta figueira, teremos a resposta: “A vinha do Senhor dos Exércitos é a nação de Israel, e os homens de Judá são a planta que ele amava” (Is 5:7). Continue lendo »


“Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, SENHOR.” – Salmos 25:7

É tempo de render graças a Deus por literalmente tudo. É comum ver pessoas reclamarem dos mais diversos aspectos de suas vidas, subestimando o que Deus tão generosamente lhes concede.

Não caiamos no erro de sermos insensíveis e insensatos a ponto de deixar passar despercebidas todas as bênçãos das quais somos alvos. Todos os dias façamos uma avaliação de todos os motivos pelos quais nos sentimos gratos a Deus. É garantido que jamais seremos capazes de enumerar todos eles.

Em sua infinita bondade, Deus nos agracia com dádivas as quais muitas vezes nem conseguimos compreender, e geralmente percebemos o quanto somos ingratos e néscios quando as circunstâncias nos obrigam a perceber que não aproveitamos o que tínhamos em determinado momento. Então nos tornamos amargurados e desgostosos, incapazes de perdoar a nós mesmos e enxergar o que deveríamos aprender. Continue lendo »


O capítulo 12 do Evangelho de Lucas terminou com o fracasso dos judeus em discernir o tempo da chegada do Messias. Agora o capítulo 13 revela o orgulho individual e nacional do povo. Se você for um dos que acham que quando algo vai mal a alguém isso é porque a pessoa fez algo de errado, o que Jesus diz serve para você. E para mim também, pois não existe um ser humano que não goste de apontar o dedo para as falhas dos outros para desviar a atenção de si mesmo.

Os judeus vão a Jesus contar dos galileus aos quais Pilatos teria mandado matar enquanto ofereciam sacrifícios a Deus. A intenção deles é maliciosa, e Jesus percebe isso. Os habitantes da Judeia não toleravam os da Galiléia e os consideravam inferiores. O comentário de Natanael no Evangelho de João sobre Nazaré, cidade da Galiléia, revela a opinião comum na Judeia. Quando Filipe avisou Natanael que tinha encontrado Jesus de Nazaré, cidade da Galiléia, sua reação foi: “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?” (Jo 1:46).

Jesus não se limita a comentar o caso dos galileus, mas acrescenta outro também trágico: o desmoronamento de uma torre em Siloé que causou a morte de dezoito pessoas. Aquele que sonda os corações certamente sabe o que se passa no interior daqueles judeus orgulhosos de seu território, e por isso mostra que os habitantes da Galiléia eram tão pecadores quanto os da Judeia: Continue lendo »


Deus supre nossas necessidades tanto espirituais quanto materiais?

Todas.

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Se não existem mais curas nos dias de hoje e são enganação, porque em Mc 16:15 Jesus diz “Ide e anunciai o evangelho.. em meu nome expulsarão, curarão…” Se foi só para os apóstolos, então não precisamos anunciar o evangelho também? E se foi só para eles, como Paulo curava?

Sim, nós precisamos pregar o Evangelho da Graça de Deus. Mas não porque Jesus Cristo disse aos apóstolos que deveriam fazer isso. Existem inúmeras outras passagens que dizem para que o façamos, como por exemplo:

Efésios 6:4 – “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.”

I Timóteo 4:16 – “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.”

I Timóteo 5:17 – “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina;”

II Timóteo 4:1-2 – “CONJURO-TE, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que PREGUES A PALAVRA, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.”

I Pedro 3:15 – “Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,”

E Paulo curava porque também era apóstolo: Romanos 1:1 – “PAULO, servo de Jesus Cristo, CHAMADO PARA APÓSTOLO, separado para o evangelho de Deus.” Continue lendo »