Conta uma lenda que um viajante faminto, sem ter nada para comer, teve uma ideia. Pegou uma pedra na beira de um rio, limpou-a bem e entrando em uma aldeia, bateu à porta de uma casa que parecia ser de um agricultor e, quando o dono da casa abriu a porta ele disse: “Bom dia, meu senhor. Sou um viajante e tenho comigo uma pedra mágica que é capaz de fazer a melhor sopa do mudo. Quer provar”?

O dono da casa, curioso e querendo provar a sopa da “pedra mágica” convidou o viajante para entrar e cedeu-lhe uma panela grande com água e um pouco de sal. Quando a água começava a ferver o viajante disse: “Está ficando bom, mas ficaria ainda melhor colocando umas batatas.” Ao que o agricultor disse: “Não seja por isso, eu sou agricultor e tenho muitas batatas.” E assim o viajante foi pedindo e colocando aos poucos na panela, cenouras, couve, cebola, feijão, alguns pedaços de linguiça, carne e outros ingredientes.

Quando a sopa ficou pronta, os dois se sentaram à mesa e comeram a sopa que havia ficado uma delícia. O agricultor exclamou: “Você tinha razão, essa é a melhor sopa que já comi até hoje, essa sua pedra é realmente mágica”. Terminaram a refeição e ao se despedirem, o agricultor reparou que o viajante havia retirado a pedra da panela e guardado na sua mochila. O agricultor perguntou: “Você não quer me vender essa pedra mágica?” E o viajante respondeu: “Não, preciso guardá-la para fazer outra sopa amanhã!” Continue lendo »


Quando Paulo se despediu dos irmãos de Éfeso, em Atos 20, ele os deixou avisados do que deviam fazer depois que não pudessem contar com a ajuda pessoal do apóstolo: deveriam recorrer a Deus e à Palavra de sua graça. Ele disse: “Sei que, depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos. Por isso, vigiem! Lembrem-se de que durante três anos jamais cessei de advertir a cada um de vocês disso, noite e dia, com lágrimas. Agora, eu os entrego a Deus e à Palavra da sua graça, que pode edificá-los e dar-lhes herança entre todos os que são santificados” (At 20:29-32).

Hoje não temos mais os apóstolos, portanto é a Deus e à Palavra que devemos recorrer se quisermos identificar essas duas classes de pessoas: os lobos, que vem de fora, e aqueles dentre nós que querem arrebanhar discípulos. A carta de Judas é um excelente detector de lobos e hereges. Os primeiros querem destruir o rebanho alimentando-se das ovelhas, e os outros buscam discípulos para terem a primazia entre os irmãos. Judas diz que eles infiltram-se “dissimuladamente no meio de vocês… são ímpios, e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor” (Jd 1:4).

Estes também “rejeitam as autoridades e difamam os seres celestiais”. Nos evangelhos o único que vemos repreendendo Satanás e os demônios é Jesus. Apesar dos discípulos expulsarem demônios, eles jamais repreendiam Satanás, e “nem mesmo o arcanjo Miguel, quando estava disputando com o diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele, mas disse: ‘O Senhor o repreenda!’” (Jd 1:8-9). Ao crente é dito para resistir ao diabo, não para repreendê-lo. Continue lendo »


É impressionante e deprimente o abismo que surgiu entre o verdadeiro evangelho e o que é pregado nas denominações atualmente, endossado pela vasta maioria, a qual não se dá ao trabalho de ler a Bíblia, atividade básica a um cristão que se preze.

Discursos que divergem do que está na Palavra se tornaram tão naturais de se ouvir nos púlpitos que são inquestionáveis e absolutos para muitos, que não se importam em verificar a veracidade dos fatos, preferindo seguir dogmas sedimentados na avareza e ignorância dos falsos mestres.

Uma das inverdades que mais geram lucro e supostos fiéis é a premissa de que seus problemas acabarão quando aceitar Jesus. Não somente isso, mas todas as áreas de sua vida terão infinito abastamento, e se isto não ocorrer significa que você está “em pecado” ou que não impõe suas vontades a Deus com “autoridade”, ordenando a Ele o que e como deve ser feito. É vergonhoso e constrangedor até mesmo pensar sobre tal ideia. O respeito para com Deus e Sua soberania não tem nenhuma importância.

A distância entre este evangelho fabricado e baseado em princípios parcos, materialistas e chulos em muito difere do evangelho pregado por Jesus e os apóstolos. Em Filipenses o Apóstolo Paulo afirma ter aprendido a viver sob qualquer circunstância debaixo da graça de Deus: Continue lendo »


Para você entender como a Palavra de Deus já previa o abandono da verdade, leia as segundas epístolas. Elas revelam a apostasia que entraria na casa de Deus e nos exorta a nos apartarmos da corrupção. Na Segunda aos Coríntios o antídoto contra o “jugo desigual”, que é a associação e contaminação com judaísmo, paganismo e mundanismo é: “Saiam do meio deles e separem-se, diz o Senhor. Não toquem em coisas impuras, e eu os receberei” (2 Co 6:17).

Na Segunda carta aos Tessalonicenses alguns distorciam o que Paulo havia ensinado na primeira epístola sobre a vinda do Senhor para buscar sua igreja. Estes alarmavam os irmãos dizendo que o período de tribulação já tinha chegado, enquanto outros paravam de trabalhar para viver à custa dos irmãos. A exortação é: “Se afastem de todo irmão que vive ociosamente e não conforme a tradição que receberam de nós” (2 Ts 3:6). Entenda como “tradição” os costumes ensinados pelos apóstolos, que alguns consideram detalhes insignificantes da Bíblia.

A Segunda epístola a Timóteo trata dos ensinos e doutrinas errôneas, e nela a exortação é para não ficarmos preocupados com quem é ou não de Cristo, pois “o Senhor conhece quem lhe pertence”. A ordem também não é para tentarmos consertar o que está errado, e sim “afaste-se da iniquidade todo aquele que confessa o nome do Senhor” (2 Tm 2:19). Na Segunda Epístola de Pedro você encontra o abandono da piedade na vida prática e o alerta para nos separarmos de pessoas que não andam segundo a verdade. Ali diz: “Guardem-se para que não sejam levados pelo engano dos homens abomináveis, nem percam a sua firmeza e caiam” (2 Pe 3:17). Continue lendo »