Germano, estou com uma dúvida quanto ao estupro, o que a Bíblia fala sobre isso? Pelo que li em Deuteronômio, no capítulo 22 há explicação de caso a caso, mas somente se a mulher fosse pega sozinha no campo é que o agressor arcaria com as consequencias, interpretei corretamente?

A interpretação é correta. Ocorre que essa lei era somente para os judeus e só teve aplicação prática até a morte de Jesus, quando passou a valer o Novo Testamento. Leia: “Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo ABOLIDO;” – II Corintios 3:14

Nos dias de hoje a regra de prática é o que está no Novo Testamento.

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Germano gostaria de ter uma fé indestrutível, como a de Jesus. Como eu consigo esse feito? Seguindo os mandamentos?

Fé é dom. Basta pedir. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” – Efésios 2:8

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Germano, por exemplo se 5 cristãos se reunirem para orar e um desses cristãos tivesse uma menina, ela teria que usar um véu? Como assim? E onde compra um véu?

Sim. Onde compra eu não sei. Continue lendo »


Se você fosse candidato à presidência, como seria a sua campanha? Primeiro você organizaria um partido ou grupo de simpatizantes que o apoiassem. Então passaria a viajar pelo país apresentando suas credenciais para provar ser você a pessoa certa para o cargo. Mas antes, como fazem todos os candidatos, você enviaria seus correligionários adiante de você para apresentarem seu plano de governo, distribuírem benefícios e testarem sua popularidade.

Eles iriam de casa em casa, conquistando simpatizantes e até angariando donativos para a campanha. Os índices de aprovação ou rejeição seriam medidos pelo número de pessoas que recebessem bem seus representantes ou os expulsassem de suas casas e cidades. Os que o rejeitassem seriam vistos como tendo rejeitado o próprio presidente, e você encontraria uma forma de puni-los quando fosse eleito, ou os privaria dos benefícios dados aos outros.

O exemplo é bastante tosco comparado à sublimidade do que vemos no capítulo 10 de Lucas, mas é didático o suficiente para entendermos o que acontece aqui. Jesus é o único candidato legítimo a Rei de Israel e Rei de reis. Os setenta são seus representantes que saem adiante dele para testar sua popularidade entre o povo sobre o qual ele irá reinar. Eles são instruídos a aceitarem a hospitalidade dos que os receberem bem e a alertarem publicamente os que os rejeitarem, dizendo: “Fiquem certos disto: o Reino de Deus está próximo!” (Lc 10:11). Haveria consequências graves para aqueles que não recebessem o Rei, o próprio Filho de Deus vindo ao mundo, como é alertado por Deus no Salmo 2: Continue lendo »


O capítulo 10 do evangelho de Lucas começa com o Senhor escolhendo e enviando setenta discípulos, de dois em dois, “a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir. E lhes disse: ‘A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita’” (Lc 10:1-2). Em Mateus 10 vimos algo semelhante com os doze discípulos e vale lembrar que as duas missões estavam relacionadas ao evangelho do Reino, e não ao evangelho da graça.

É importante saber fazer a distinção. Evangelho do Reino era o que João Batista, os discípulos e o próprio Jesus pregavam, e tinha a ver com a chegada do Messias. Para Israel, Jesus é o Rei. O evangelho da graça é o que os discípulos passaram a pregar após o advento da igreja. Para a Igreja, Jesus é o Noivo e também sua Cabeça, e não seu Rei. Ele tampouco é Rei para o cristão individualmente. Para este, Jesus é Senhor. Já reparou que do livro de Atos em diante nenhum cristão chama Jesus de Rei, exceto em seu caráter universal e em conexão com Israel?

O evangelho do Reino dizia: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo” (Mt 1:15), preparando assim um povo terreno para participar, na terra, do reinado do Rei vindo dos céus. O evangelho da graça anuncia “Creia no Senhor Jesus e será salvo” (At 16:31), preparando um povo celestial, a igreja, para deixar a terra e ir ao encontro de seu Noivo. Continue lendo »


Como aconteceu com o primeiro, o terceiro homem, além de não ter sido chamado por Jesus, está igualmente errado em suas prioridades. Ele diz: “Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e me despedir da minha família” (Lc 9:61). Jesus não quer que desprezemos nossa família, mas deseja nos ensinar que não podemos perder o foco. Se você tomou a decisão de servir a Jesus todas as pendências já deveriam ter sido resolvidas de antemão para não precisar voltar atrás. Lembre-se de que o assunto aqui não é a salvação eterna, mas o serviço.

“Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”, diz Jesus ao homem ocupado com despedidas. Sentimentos são importantes, mas o sentimentalismo não tem lugar entre aqueles que sabem que estão de passagem por aqui. Quando no final de sua provação Deus deu em dobro a Jó tudo o que havia perdido, não deu o dobro de filhos, mas um número igual ao que Jó tivera no princípio. Jó podia ter perdido gado e bens materiais, mas seus filhos que morreram não estavam perdidos. Ele iria encontrar-se com eles e aí efetivamente terminaria também com o dobro de filhos.

As despedidas nesta vida entre os que creem em Cristo não têm o peso de tristeza e aflição das despedidas entre incrédulos, que nunca sabem se voltarão a se encontrar. Enquanto o céu é um lugar de paz, alegria e regozijo coletivo, com milhares de milhares juntos louvando a Cristo, o lago de fogo é um lugar escuro e solitário. Continue lendo »