Um fariseu convida Jesus para uma refeição. Enquanto ele está à mesa, uma prostituta entra na casa com um frasco cheio de perfume e, prostrada aos pés de Jesus, começa a chorar. Suas lágrimas molham seus pés e ela os seca com seus cabelos, beijando-os e derramando perfume sobre eles. O fariseu, indignado, pensa consigo: Se este homem fosse profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é; uma pecadora”(Lc 7:39).

Jesus conhece os pensamentos do fariseu e decide levar a questão à sua consciência, contando uma parábola. “Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinquenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais?”. O fariseu responde: “Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior”. A resposta está correta, mas será que sua consciência foi alcançada?

Aos olhos de Deus, o fariseu e a prostituta estão igualmente falidos. Ele podia até dever pouco, ela muito, mas Deus oferece a ambos o perdão independente da dívida. Aparentemente apenas a prostituta tem a convicção de sua dívida ter sido quitada. O fariseu nem sequer se deu conta do quanto deve para Deus. Continue lendo »


Se a sua consciência não o acusa de pecado, você está com um sério problema. O mesmo problema dos fariseus que recusavam o batismo de João. Eles não gostavam do testemunho austero de João e o acusavam de estar possesso de um demônio. Para eles João era legalista demais. Mas diante do testemunho cheio de graça dado por Jesus, eles o acusavam falsamente de “comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores”(Lc 7:34). Para eles, Jesus era um libertino.

Não há como contentar uma consciência em rebelião contra Deus e insensível ao pecado. Não falo aqui de atitudes contrárias aos bons costumes. Do ponto de vista da conduta exterior, os religiosos fariseus eram um exemplo de cidadania. A questão está em se ter consciência do que existe no coração. Uma consciência incomodada se envergonha de si mesma e reconhece que “do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias”(Mt 15:19).

Mas aqueles que não têm a consciência despertada para o arrependimento “são como crianças que ficam sentadas na praça e gritam umas às outras: ‘Nós lhes tocamos flauta, mas vocês não dançaram; cantamos um lamento, mas vocês não choraram’” (Lc 7:32). Nunca estão satisfeitas. Continue lendo »


É preciso entender que o ministério de João Batista era transitório. Os judeus aguardavam o Messias para reinar, e João fora enviado para anunciar a chegada do Messias e de seu Reino. Mas o próprio João não fazia parte desse Reino, como Jesus informa: “Entre os que nasceram de mulher não há ninguém maior do que João; todavia, o menor no Reino de Deus é maior do que ele”(Lc 7:28).

O Reino de Deus não é a mesma coisa que o céu. O Reino é a manifestação de Cristo para os que pertencem a ele. Mais adiante Jesus diria: “O Reino de Deus não vem de modo visível… porque o Reino de Deus está entre vocês”(Lc 17:20-21). Isto era um fato, pois o próprio Rei estava aqui andando entre os homens, ainda que não fosse reconhecido por eles. Um dia, quando Cristo voltar, esse Reino será visível e estabelecido em poder e glória, mas não agora.

Ao ser rejeitado pelos judeus, o Rei voltaria para o céu e seu Reino permaneceria aqui no caráter de Reino dos Céus, que identifica sua origem. No presente momento o Reino inclui todos os que professam ser cristãos, sejam falsos ou verdadeiros, joio ou trigo. João Batista prega um batismo de arrependimento, uma espécie de curso preparatório para o Reino. Mais tarde, no livro de Atos, os discípulos que haviam sido batizados a João seriam novamente batizados a Jesus, ou seja, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Continue lendo »


“Não temas o pavor repentino, nem a investida dos perversos quando vier. Porque o SENHOR será a tua esperança; guardará os teus pés de serem capturados.”  (Provérbios 3:25-26)

Todos nós passamos por momentos nos quais nos sentimos sozinhos e desamparados, nos quais os problemas parecem irremediáveis. Tentamos lutar, mas é fácil sucumbir à fraqueza e ao desânimo. Com a fé distante, pensamos que devemos carregar nossos fardos em plena solidão e viver em tristeza e angústia. Por que tentar mudar algo a que parecemos destinados?

Tais concepções mudam completamente quando aceitamos Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Entendemos que não há necessidade para estarmos constantemente tristes, soturnos e cabisbaixos. Sabemos que a alegria do Senhor é a nossa força, e esta força nos leva a uma mentalidade que nos permite ser resilientes independentemente das circunstâncias externas, já que somos habitados pelo Espírito Santo.

Saiba que Cristo nos quer felizes, embora seja fato que, no mundo, teremos aflições. Porém, convenhamos: Ele nos concede todos os motivos para que estejamos ininterruptamente alegres e satisfeitos, ainda que como humanos falhos e concebidos em pecado sejamos naturalmente suscetíveis a momentos de tristeza. Continue lendo »