O evangelho de Lucas tem duas particularidades. A primeira é que nele você encontra a graça de Deus da forma mais ampla alcançando estrangeiros como a viúva de Sarepta e Naamã, o leproso. A segunda é que os eventos não estão necessariamente em ordem cronológica, mas em uma espécie de ordem moral para revelar detalhes de Jesus que faltam aos outros evangelhos.

No capítulo anterior a Palavra de Jesus foi reconhecida como sendo uma palavra de graça, autoridade e poder sobre enfermidades e demônios. Depois de curada a sogra de Pedro passou a servir a Jesus e aos discípulos. Isto mostra que as boas obras são consequência da salvação, e não o contrário. A mesma ordem você encontra agora neste capítulo 5 de Lucas: Pedro crê na Palavra de Jesus, vê o resultado de sua fé, e tem a vida transformada de pescador de peixes a pescador de homens.

A cena diante de nós é de um cardume de pessoas ávidas pela Palavra de Deus, diante de pescadores frustrados lavando suas redes vazias. O barco de Simão Pedro, que nenhuma utilidade teve durante uma noite de pesca infrutífera, é requisitado por Jesus para servir de palco flutuante em sua pregação para a multidão na praia. Mas Jesus não sai dali sem antes recompensar Simão pelo empréstimo do barco: Continue lendo »


Apesar da recepção calorosa na sinagoga de Cafarnaum, Jesus encontra ali “um homem possesso de um demônio”, que ao vê-lo, gritou: “‘Ah! Que queres conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Sei quem tu és: o Santo de Deus!’ Jesus o repreendeu, e disse: ‘Cale-se e saia dele!’ Então o demônio jogou o homem no chão diante de todos, e saiu dele sem o ferir. Todos ficaram admirados, e diziam uns aos outros: ‘Que palavra é esta? Até aos espíritos imundos ele dá ordens com autoridade e poder, e eles saem!’”(Lc 4:33-36).

Não sabemos há quanto tempo aquele homem possuído por um demônio frequentava a sinagoga dos judeus sem ser notado. Mas basta a presença de Jesus para o demônio e manifestar e também revelar quem realmente é Jesus. Se os judeus ainda duvidavam de suas credenciais, os poderes das trevas seguem de perto a trajetória do Santo de Deus na terra. Porém Jesus não precisa do testemunho de demônios. Ele diz duas palavras, “cale-se”— para impedir que o demônio continue a falar de Jesus — e “saia dele”, para libertar o homem.

Se você leu este capítulo 4 de Lucas com atenção, terá reparado que no versículo 22 as pessoas ficam admiradas porque dos lábios de Jesus saem palavras de graça. Então, no versículo 32 as pessoas se maravilham por ele falar com autoridade. Agora, no versículo 36, elas testificam que suas palavras não têm só autoridade, mas poder. Não é à toa que perguntam admirados: “Que palavra é esta?” É a mesma Palavra de Deus à qual eu e você temos acesso; a mesma que traz vida a alguém morto em seus delitos e pecados e o transforma, pelo poder do Espírito Santo, em um filho de Deus. Continue lendo »


‘’Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas. ’’- (Salmos 34:19)

Se você já acreditou ou acredita que ser cristão significa levar uma vida mais fácil, sinto muito, mas foi redondamente enganado. Na verdade o contrário é o mais provável que aconteça: relacionamentos são diluídos, incompreensões da parte de ímpios surgirão (os quais são maioria, até mesmo na cristandade, por incrível que pareça), perseguições, insultos, tentações… Este é apenas o começo das inúmeras aflições que enfrentamos quando optamos pelo caminho que leva à vida eterna.

É comum observarmos incrédulos satisfeitos e supostamente contentes vivendo em pecado sem se importar com o que agrada ou desagrada a Deus, mas quando somos habitados pelo Espírito Santo estaremos constantemente atentos ao que Ele requer de nós.

Sentimos a necessidade de ouvi-Lo em todas as situações, para que estejamos mais próximos de Deus, cumprindo a Sua vontade. Isto gera diversos conflitos e angústias quando vivemos no mundo, é por essas e outras que precisamos estar conectados ao que diz a Palavra de Deus a respeito de como devemos proceder em todas as circunstâncias. Continue lendo »


Se você já viu um ou mais cristãos falando em voz alta e não entendeu o que diziam, vou tentar explicar o que foi aquilo. Se perguntasse, eles diriam que estavam falando em línguas estranhas ou estrangeiras, e realmente no Novo Testamento encontramos tal prática. Mas o que é isso? Paulo explica em sua primeira carta aos Coríntios que foi um sinal dado por Deus por causa da incredulidade dos judeus. Nos versículos 21 e 22 do capítulo 14 ele diz:

“Está escrito na Lei: ‘Por meio de homens de outras línguas e por meio de lábios de estrangeiros falarei a este povo”— os judeus — “mas, mesmo assim, eles não me ouvirão’, diz o Senhor. Portanto, as línguas são um sinal para os descrentes, e não para os que creem; a profecia, porém”— e entenda como “profecia”o falar da Palavra de Deus — “é para os que creem, e não para os descrentes”. Portanto, se no lugar onde você ouviu tal coisa não havia judeus incrédulos, aquele sinal não tinha qualquer utilidade, principalmente se ficou sem tradução. A menos que as pessoas que estavam falando quisessem apenas se exibir.

Alguém poderia contestar dizendo que elas falavam em línguas estrangeiras para a própria edificação, mas Paulo condena tal ideia. Se você ler o capítulo inteiro verá que o apóstolo está falando de como o uso de um dom para a edificação da igreja ou assembleia é melhor do que um sinal usado egoisticamente para a própria edificação. Mas vamos deixar que o próprio Paulo explique por que ele achava que profetizar, ou seja, proferir a Palavra de Deus, seria muito superior ao falar em línguas estrangeiras sem tradução. Ali ele diz: Continue lendo »