Jesus retorna à sua cidade, Nazaré, e passa a ensinar na sinagoga, o lugar onde os judeus se reúnem para ler as Escrituras. As pessoas ficam impressionadas, mas não de uma forma positiva. Ao invés de reconhecerem quem ele realmente é, duvidam.

“Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão conosco todas as suas irmãs? De onde, pois, ele obteve todas essas coisas?… Pois nem os seus irmãos criam nele.”(Mt 13:55-56; Jo 7:5). Ser rejeitado está se tornando um hábito para Jesus.

Certamente a reação seria diferente se ele fosse filho de um senador, sua mãe tivesse sangue azul e seus irmãos e irmãs fossem capa de revista. Ou então se ele próprio pudesse apresentar um currículo acadêmico invejável. Mas não, ali está um homem comum de uma família comum. E se a sua própria família não acredita nele, por que seus conterrâneos deveriam acreditar? Continue lendo »


Ao terminar sua série de parábolas, Jesus mostra aos discípulos que está trazendo coisas totalmente novas. São coisas que judeu algum pode entender, a menos que assuma o Antigo Testamento como coisas velhas e se deixe instruir nas coisas novas que Jesus apresenta. Algumas são tão bizarras para os judeus que são consideradas blasfêmia.

Por exemplo, em Hebreus diz que o cristão tem ousadia ou “plena confiança para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus”(Hb 10:19). O Santo dos Santos era o lugar mais interior do templo, onde somente o sumo sacerdote podia entrar uma vez por ano levando uma vasilha com o sangue de um animal sacrificado. Para um judeu é um absurdo dizer que alguém que não seja um sacerdote possa entrar no Santo dos Santos.

É impossível entender isso se você conhecer apenas as coisas velhas do Antigo Testamento e não as coisas novas, reveladas com a vinda, morte e ressurreição de Jesus. Não há como entender o Velho Testamento sem o Novo. Continue lendo »