Os discípulos que retornaram de Emaús ainda falavam de seu encontro com o Senhor quando “o próprio Jesus apresentou-se entre eles e lhes disse: ‘Paz seja com vocês!’ Eles ficaram assustados e com medo, pensando que estavam vendo um espírito. Ele lhes disse: ‘Por que vocês estão perturbados e por que se levantam dúvidas em seus corações? Vejam as minhas mãos e os meus pés.

Sou eu mesmo! Toquem-me e vejam; um espírito não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho’. Tendo dito isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. E por não crerem ainda, tão cheios estavam de alegria e de espanto, ele lhes perguntou: ‘Vocês têm aqui algo para comer?’ Deram-lhe um pedaço de peixe assado, e ele o comeu na presença deles” (Lc 24:36-43).

Após séculos de influência de filosofias pagãs, os cristãos perderam de vista uma verdade importante acerca da ressurreição: a de que Jesus ressuscitou em um corpo tangível de carne e ossos. Não era um corpo translúcido ou de ectoplasma, mas o mesmo corpo sepultado dias antes e transformado em uma matéria até então desconhecida, pois ninguém havia ressuscitado assim. Continue lendo »


Depois de lhes abrir as Escrituras para poderem identificar nelas o Cristo que havia de vir, morrer, ressuscitar e voltar aos céus, e após lhes abrir os olhos para desfrutarem da certeza da ressurreição, eles ainda precisavam fazer algo: voltar ao lugar de onde nunca deveriam ter saído. A intenção do Senhor era que os discípulos estivessem em Jerusalém para reencontrá-los ali, porém aqueles dois haviam tomado a iniciativa de partir da cidade.

No passado Deus havia estabelecido um lugar para colocar o seu Nome, e esse lugar seria Jerusalém. Ele dissera aos israelitas “[Vocês] procurarão o local que o Senhor, o seu Deus, escolher dentre todas as tribos para ali pôr o seu nome… Tenham o cuidado de não sacrificar os seus holocaustos em qualquer lugar que lhes agrade. Ofereçam-nos somente no local que o Senhor escolher numa das suas tribos” (Dt 12:4-14).

Isso iria mudar, como o próprio Jesus revelou à mulher samaritana, ao dizer: “Está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém” (Jo 4:21). Mas até que essa “hora” chegasse, quando a Igreja, o povo celestial de Deus, passaria a congregar ao Nome do Senhor Jesus, Jerusalém ainda era a “cidade do Grande Rei” (Mt 5:35). Continue lendo »


O conhecimento e apreciação de Cristo começam quando ele nos abre as Escrituras. Com os discípulos no caminho de Emaús, Jesus não traz novas revelações, mas fala do que já fora revelado. “E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras.”. Delas os discípulos comentariam mais tarde, dizendo: “Não estavam ardendo os nossos corações dentro de nós, enquanto ele nos falava no caminho e nos expunha as Escrituras?” (Lc 24:27-32).

A fé cristã não existe independente das Escrituras. Você não pode criar um Jesus segundo os seus próprios caprichos. Ou você crê no que é revelado na Bíblia, ou você não crê em Jesus de maneira alguma. Pessoas insatisfeitas com as Escrituras correm atrás de “fábulas profanas de velhas”, mas “o Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada” (1 Tm 4:1-2, 7).

Três coisas são abertas aos discípulos: As Escrituras, os olhos e o entendimento. As Escrituras são o ponto de partida para se conhecer a Cristo. Sempre que o Senhor abre as Escrituras a alguém, passa a existir nesse coração o desejo de querer mais e de não perder sua companhia. Continue lendo »


“Porque com uma só oblação aperfeiçoou PARA SEMPRE os que são santificados.” Hebreus 10:14

A vida terrena pode ser bastante solitária quando nos deparamos com tanta maldade e egoísmo. A verdade é que nossa busca desenfreada por tudo aquilo que não vem de Deus nos leva apenas a frustrações e desapontamentos.

Isso causa diversos outros males, pois a raiz de nossas motivações é frequentemente o pecado e a sede por preencher de qualquer forma o vazio que nos é inerente. Devemos agradecer e honrar a Deus, pois Ele proveu o sacrifício de Seu único Filho para que hoje nos soltemos das amarras que nos prendem a este círculo vicioso.

Em Cristo temos eterna companhia, jamais estaremos sozinhos novamente. Este amor inebriante nos inspira a viver proclamando o evangelho por meio de nosso comportamento, concentrados em pensamentos que vêm do alto e assim nossas ações se tornam condizentes com a vontade de Deus. Continue lendo »