Enquanto Jesus falava com seus discípulos, “apareceu uma multidão conduzida por Judas, um dos doze. Este se aproximou de Jesus para saudá-lo com um beijo” (Lc 22:47). Um beijo demonstra afeto, respeito e consideração. É também uma forma de cumprimentar, equivalente ao moderno aperto de mão. Se Judas apontasse o dedo para Jesus revelaria suas intenções. Se apenas o cumprimentasse poderia passar despercebido dos outros discípulos. Mas não de Jesus, que conhecia seu pensamento, desejos e intenções. Por isso Jesus pergunta, em tom de exclamação: “Judas, com um beijo você está traindo o Filho do homem?!” (Lc 22:49).

Judas não sairia ileso daquela tentativa de fingir devoção. E você, é alguém que realmente crê em Cristo como seu Salvador, ou não passa de um que o beija aos domingos? De pessoas assim Jesus falou: “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens” (Mt 15:8-9). Dos que “viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em seu nome”, João revelou que “Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos” (Jo 2:23-25). Continue lendo »


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“Jesus foi para o monte das Oliveiras, e os seus discípulos o seguiram. Chegando ao lugar, ele lhes disse: ‘Orem para que vocês não caiam em tentação’. Ele se afastou deles a uma pequena distância, ajoelhou-se e começou a orar: ‘Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua’” (Lc 22:39-42).

Deus se apraz em colocar ao seu serviço as nossas habilidades naturais, por isso deu a Lucas, “o médico amado” (Cl 4:14), a tarefa de falar da humanidade de Jesus. Veja que Mateus e Marcos apenas mencionam que a sogra de Simão tinha febre, porém Lucas dá um diagnóstico de “febre alta” (Lc 4:38). Em Atos 28:8 ele descreve o pai de Públio, de Malta, como “doente, acamado, sofrendo de febre e disenteria”. Lucas é o único a descrever a agonia física e emocional de Jesus com detalhes não vistos nos outros evangelhos: “Apareceu-lhe então um anjo do céu que o fortalecia. Estando angustiado, ele orou ainda mais intensamente; e o seu suor era como gotas de sangue que caíam no chão” (Lc 22:43-44).

Tudo isso reflete a perfeita humanidade de Jesus, que, apesar de Deus, é humano o suficiente para sentir angústia e aflição diante da expectativa de sofrimento e dor. Espiritualmente ele está fortalecido, mas fisicamente está à beira de um colapso. Continue lendo »


Meu pai era um ávido leitor de revistas técnicas, livros históricos e romances. Foi até assinante de um clube do livro, de onde recebeu um volumoso romance de mistério, desses que é impossível parar de ler. Ele sempre recordava o arrependimento de ter perdido uma noite de sono para chegar ao final, quando a trama seria desvendada e o assassino revelado. Porém, ao virar a última página, encontrou um aviso: “Sentimos informar que devido à morte do autor esta obra ficou inacabada”.

Se você acha que ele ficou frustrado, imagine a frustração de milhares de judeus que ainda hoje leem um livro inacabado, o Antigo Testamento, que termina com uma maldição: “Eu virei e castigarei a terra com maldição” (Ml 4:6). Se lessem a obra completa veriam que ela termina com uma bênção: “A graça do Senhor Jesus seja com todos” (Ap 22:21). No coração de todo judeu sincero ecoa a mesma pergunta feita a Filipe pelo eunuco, convertido ao judaísmo, que retornava frustrado de Jerusalém: “De quem o profeta está falando? De si próprio ou de outro?” (At 8:34).

“O eunuco estava lendo esta passagem da Escritura: ‘Ele foi levado como ovelha para o matadouro, e como cordeiro mudo diante do tosquiador, ele não abriu a sua boca. Em sua humilhação foi privado de justiça. Quem pode falar dos seus descendentes? Pois a sua vida foi tirada da terra’ … Então Filipe, começando com aquela passagem da Escritura, anunciou-lhe as boas novas de Jesus” (At 8:32-35). Continue lendo »