Jesus fez apenas um milagre para amaldiçoar ao invés de abençoar: “Vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela, mas nada encontrou, a não ser folhas. Então lhe disse: ‘Nunca mais dê frutos!’ Imediatamente a árvore secou” (Mt 21:19). A figueira representa Israel que Jesus encontrou sem fruto para Deus e determinou que secasse. E assim tem sido enquanto Jerusalém é “pisada pelos gentios, até que os tempos deles se cumpram” (Lc 21:24). Por isso Paulo explica que “Israel experimentou um endurecimento em parte, até que chegasse a plenitude dos gentios” (Rm 11:25). Apesar da volta dos judeus à sua terra, o tempo de os gentios interferirem na terra deles ainda não chegou ao fim.

Jesus volta a falar da figueira: “Observem a figueira e todas as árvores. Quando elas brotam, vocês mesmos percebem e sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem estas coisas acontecendo, saibam que o Reino de Deus está próximo” (Lc 21:29). Brotos e folhas dão uma aparência de vida às árvores, porém de nada valem se não existir fruto. Assim tem sido desde 1948, não apenas com a figueira, mas com “todas as árvores”. Nos últimos anos Israel renasceu graças à capacidade de seu povo, e o petróleo fez as nações vizinhas passarem de tribos nômades a potências com influência global. Mas nada de fruto para Deus. Continue lendo »


Jerusalém já foi cercada várias vezes e será novamente quando Cristo voltar. Apesar das semelhanças entre os textos, Lucas 21:20-24 fala da destruição do Templo no ano 70 da era cristã, e Mateus 24 dos eventos da última semana profética de Daniel 9. Esta começa com “uma aliança [do anticristo] que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível” (Dn 9:27, Mt 24:15). Os primeiros três anos e meio são “o início das dores” (Mt 24:8) e os últimos a “grande tribulação” (Mt 24:21).

“Jesus passava o dia ensinando no templo; e, ao entardecer, saía para passar a noite no monte chamado das Oliveiras. Todo o povo ia de manhã cedo ouvi-lo no templo” (Lc 21:37-38). Em Mateus 24:3, após falar da destruição do Templo, “tendo Jesus se assentado no monte das Oliveiras, os discípulos dirigiram-se a ele em particular e disseram: ‘Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?’”. A revelação da destruição do Templo foi pública, mas as outras coisas foram ditas aos discípulos em particular. Continue lendo »


No início dos anos 80 eu aguardava na fila do caixa de uma livraria cristã em São Paulo, quando um jovem à minha frente puxou conversa. Com um LP de música cristã nas mãos, ele me contou que era judeu e tinha entrado ali só para comprar o disco para a brincadeira de ‘amigo secreto’. Uma colega cristã havia escolhido aquele presente. A consciência do rapaz devia incomodá-lo para ele se dar ao trabalho de se justificar a um desconhecido. Seu olfato judeu desaprovava sua presença entre pessoas que exalavam “o aroma de Cristo” (2 Co 2:15).

Decidi então acrescentar mais umas gotas desse perfume falando do evangelho com versículos tirados do Novo Testamento da Bíblia que eu tinha ido ali comprar. Sua rejeição foi imediata. Em tom de zombaria declarou: “Nós judeus, quando pegamos uma Bíblia, descartamos o Novo Testamento porque é tudo mentira”. Senti-me totalmente impotente. Como falar do evangelho sem usar o Novo Testamento?

Então um homem atrás de mim pediu licença, pegou a Bíblia de minhas mãos e, abrindo no capítulo 9 do livro do profeta Daniel no Antigo Testamento, começou a ler a partir do versículo 24. Vi que o rapaz demonstrou aprovação com um aceno da cabeça. Continue lendo »


“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” João 10:9-10

Quando conhecemos Jesus Cristo entendemos o sentido da vida, porque passamos a viver com um objetivo estruturado na certeza da salvação. Não temos um futuro incerto, temos morada garantida na eternidade junto ao Pai. Portanto, sabemos que todas as situações às quais estamos expostos enquanto no mundo contribuem para nos aproximar mais de Deus em confiança e esperança.

Os motivos para anular e rebaixar a nossa fé são inúmeros, somos provados diariamente. Na medida em que nos dedicamos a conhecer o Senhor Jesus através da Palavra somos fortalecidos para viver conforme a vontade de Deus, ainda que ela nos pareça injusta ou enigmática.

A verdade é que enquanto estivermos neste corpo corruptível jamais estaremos aptos a conhecer a Deus plenamente, por isso precisamos confiar em Suas motivações, propósitos e ações, na certeza de que os Seus pensamentos projetam sempre o melhor para nós e estarão sempre pautados em justiça e misericórdia. Continue lendo »