“Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?” Mateus 6:25

Nós, seres humanos, somos permanentemente insatisfeitos por natureza. Enquanto desejamos algo profundamente nos sentimos ansiosos ou esperançosos. Quando alcançamos este algo, ele torna-se monótono e entediante no decorrer do tempo, já não tendo o valor de outrora, e então direcionamos nossa atenção a outro desejo, seguindo neste ciclo inacabável.

Enquanto no Egito, os israelitas sonhavam em ser libertados e Deus lhes proveu Moisés e Arão. Pouco tempo após o êxodo, já estavam reclamando e murmurando por diversos motivos, esquecendo-se das bênçãos que o Senhor até então havia tão bondosamente lhes providenciado e pecando através da língua e de atitudes pecaminosas que resultaram numa torrente de vários outros pecados, levando o Senhor a discipliná-los à Sua maneira.

Hoje em dia não nos distanciamos muito da realidade vivida àquela época. Continuamos cobiçosos e murmurantes constantemente, ávidos pela realização imediata de nossos mais diversos desejos. Continue lendo »


Jesus conta uma parábola sobre “alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros”. Ele diz: “Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’” (Lc 18:9-13).

Os fariseus eram a seita mais rigorosa do judaísmo, sempre preocupados em apresentar boa aparência mesmo que fossem “sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro cheios de ossos e de todo tipo de imundície” (Mt 23:27). Publicanos eram coletores de impostos que entregavam ao invasor romano o dinheiro de seu próprio povo. Eles sabiam que estavam enfiados até o pescoço num esquema de traição e corrupção. Apesar de insistir para que se arrependessem, Jesus não era severo com publicanos, ladrões e prostitutas, porém chamava de “raça de víboras” (Mt 23:33) os religiosos fariseus. Continue lendo »


Era para Jesus já ter voltado ? Marcos 13:30

Marcos 13:32 – “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.”

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Na verdade, quem era Melquisedeque? dizem que ele era uma figura de Cristo (ou de Deus) no AT, em Hebreus 7 diz algumas coisas misteriosas sobre ele principalmente Hebreus 7:3 (Sem pai, sem mãe, sem descendência, não tendo nem começo nem fim de dias…)

Melquisedeque, cujo nome significa “rei de justiça”, foi um rei de Salém (Jerusalém) e sacerdote do Deus Altíssimo (Gênesis 14:18-20; Salmo 110:4; Hebreus 5:6-11; 6:20-7:28). O aparecimento e desaparecimento repentinos de Melquisedeque no livro de Gênesis são misteriosos. Melquisedeque e Abraão se conheceram pela primeira vez depois da vitória de Abrão contra Quedorlaomer e seus três aliados. Melquisedeque ofereceu pão e vinho a Abraão e aos seus homens que estavam muito cansados, demonstrando amizade. Ele abençoou Abraão no nome de El Elyon (“Deus Altíssimo”) e louvou a Deus por ter dado a Abraão vitória na batalha (Gênesis 14:18-20).

Abraão ofereceu a Melquisedeque um dízimo de tudo que tinha conquistado. Ao fazer isso Abraão indicou que ele reconhecia que Melquisedeque acreditava no Deus verdadeiro e era Seu seguidor, assim como um sacerdote de posição mais elevada que o próprio Abraão. A existência de Melquisedeque mostra que outras pessoas além de Abraão e sua família também serviam ao Deus verdadeiro. Continue lendo »


Como você já viu, a parábola da viúva que roga ao injusto juiz está no contexto do judaísmo e para o remanescente de judeus fiéis que habitarão na terra após o arrebatamento da Igreja. É um erro pensar que a viúva aqui represente a Igreja, pois esta não é viúva, e sim “noiva, a esposa do Cordeiro” (Ap 21:9), uma “virgem pura” (2 Co 11:2) pela qual Cristo “entregou-se a si mesmo por ela para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, e apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável” (Ef 5:25-27). Mas de Jerusalém o profeta diz: “Como se parece com uma viúva, a que antes era grandiosa entre as nações” (Lm 1:1).

Outro detalhe é que a viúva da parábola não roga pelo pão diário ou por outra necessidade, mas por vingança. Ela diz: “Faze-me justiça contra o meu adversário” (Lc 18:3). Esse tipo de oração fazia sentido para Israel, que tinha inimigos de carne e ossos contra os quais lutar, mas não para a Igreja, cuja “luta não é contra pessoas, mas contra… as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef 6:12). Este detalhe passa despercebido para a maioria dos cristãos que acreditam que as promessas feitas a Israel se apliquem à Igreja. Por isso você encontra tantos hinos evangélicos falando de maldição, vingança e vitória sobre os adversários. Continue lendo »