No capítulo 18 de Lucas vimos um rico, que idolatrava suas riquezas, rejeitar Jesus. Na ocasião Jesus comentou: “Como é difícil aos ricos entrarem no Reino de Deus!”, e quando os discípulos perguntaram, “Então, quem pode ser salvo?”, Jesus respondeu: “O que é impossível para os homens é possível para Deus” (Lc 18:24-27). O capítulo 19 começa com Jesus em Jericó e “havia ali um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos publicanos” (Lc 1:1-2). Jesus mostra agora como o “impossível para os homens”, isto é, alguém salvar-se a si mesmo, “é possível para Deus”.

É significativo o fato de Zaqueu morar em Jericó, cidade amaldiçoada no capítulo 6 do livro de Josué. Jesus irá libertar Zaqueu da maldição do pecado que assola cada coração humano. Ao contrário do rico do capítulo anterior, que queria guardar a Lei mais para ter boa reputação diante dos homens do que diante de Deus, Zaqueu não dá a mínima importância à sua riqueza e posição social. Ele está disposto a se expor ao ridículo para conhecer a Jesus. Por ser baixinho, Zaqueu sobe numa figueira brava, árvore cujo fruto é de má qualidade e uma figura da incapacidade do ser humano pecador de produzir bons frutos para Deus. Continue lendo »


Jesus passa por Jericó e à beira do caminho há um mendigo cego que, ao ouvir o ruído da multidão, pergunta o que está acontecendo. A resposta é que “Jesus de Nazaré está passando” (Lc 18:35). Jesus era de Belém, mas por ter sido criado em Nazaré alguns o chamavam assim. Os nascidos em Nazaré eram discriminados, como você percebe na passagem do Evangelho de João, quando Natanael é informado por Filipe que haviam encontrado o Messias, “Jesus de Nazaré, filho de José”. Natanael contestou: “Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?” (Jo 1:45-46).

Mas se os homens dizem que é “Jesus de Nazaré”, não é assim que o cego o chama. Ele “se pôs a gritar: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!” (L 18:38). Chamá-lo de “Filho de Davi” era tratá-lo com a dignidade real que ele merecia. “Os que iam adiante o repreendiam para que ficasse quieto”, talvez embaraçados com o escândalo causado pelo cego, “mas ele gritava ainda mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” (Lc 18:39). O que acontece a seguir é significativo: “Jesus parou” (Lc 18:40).

Em um episódio no Antigo Testamento, quando o anoitecer poderia atrapalhar a vitória de Israel sobre o inimigo, “Josué exclamou ao Senhor, na presença de Israel: ‘Sol, pare sobre Gibeom! E você, ó lua, sobre o vale de Aijalom!’ O sol parou, e a lua se deteve, até a nação vingar-se dos seus inimigos” (Js 10:12-13). O Senhor é capaz de fazer o sol parar no meio do alto céu, mas aqui vemos um cego capaz de fazer o Senhor parar na terra. Continue lendo »


Depois de tranquilizar a Pedro, preocupado com o que iria ganhar por ter deixado tudo para segui-lo, Jesus faz uma revelação surpreendente. Ele, que “sendo rico, se fez pobre” (2 Co 8:9) por amor de nós, iria entregar seu bem mais precioso, a própria vida, para que pudéssemos ser salvos.

“Jesus chamou à parte os doze e lhes disse: ‘Estamos subindo para Jerusalém, e tudo o que está escrito pelos profetas acerca do Filho do homem se cumprirá. Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão. No terceiro dia ele ressuscitará’. Os discípulos não entenderam nada dessas coisas. O significado dessas palavras lhes estava oculto, e eles não sabiam do que ele estava falando” (Lc 18:31-34).

Pela terceira vez Jesus avisa que irá morrer, mas os discípulos não compreendem. Eles sabiam que Jesus corria o risco de cair numa emboscada ou ser apedrejado em um ato espontâneo por suas críticas contra o clero. Mas ser entregue às autoridades romanas significava um julgamento formal. E como poderia ele ser julgado e condenado à morte sem ter cometido crime algum? Continue lendo »


“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” Romanos 1:16-17

Se você pedir a bênção de Deus sobre sua vida, Ele irá abençoá-la, ainda que para isso Ele aja de maneiras temporariamente incompreensíveis. Mesmo que você não entenda como Ele irá fazer o que Lhe apraz, a atitude mais sensata e sábia é confiar e acreditar que Ele sempre fará o que é o melhor. Não importa o que digam, não importa nem mesmo o que você pense em momentos de fraqueza.

O fato é que se a fé de alguém estiver firmada em Cristo, este alguém jamais será frustrado. Por essas e outras razões é que a paciência é uma característica que precisa ser cultivada e valorizada por todo cristão. Quando tudo parecer nos empurrar para longe do Senhor precisamos buscar forças no Espírito Santo para continuarmos na batalha diária que é viver de fé em fé neste mundo caído.

A vida de um cristão jamais será trivial e convencional aos olhos do mundo. Deus realiza maravilhas em nossas vidas para a glória do Seu nome, utilizando meios que revelam o Seu poder e a Sua graça, provocando milagres que de outras maneiras seriam impossíveis. Continue lendo »