Enquanto a salvação é pela fé e de graça a todo aquele que crê em Jesus, segui-lo na prática tem um custo. Jesus dá dois exemplos disso, um que fala de construir uma torre e outro de preparar-se para a batalha. A exortação é para que você saiba que segui-lo tem um preço. Ele diz: “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’” (Lc 14:28-29).

Uma torre é alta e visível. Assim é o crente que constrói uma torre: o seu testemunho será evidente a todos os homens e ele ficará numa posição estratégica e privilegiada para perceber a aproximação do inimigo e discernir suas intenções. Ele também discernirá qual é a vontade de Deus e como reagir a cada ataque. Esse discernimento é um privilégio do crente espiritual, isto é, que não apenas foi salvo por Cristo e tem o Espírito Santo, mas que é guiado por este mesmo Espírito e não pela carne.

O apóstolo Paulo escreve que “quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido; pois quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1 Co 2:15-16). Ou seja, o crente que anda em comunhão com Deus e com a sua Palavra não somente sabe discernir a vontade de Deus, como também as intenções de Satanás e dos incrédulos. Mas para os incrédulos o crente espiritual é um verdadeiro enigma. Não conseguem compreendê-lo. Continue lendo »


Se você foi a Cristo em busca de uma vida mansa e próspera neste mundo provavelmente foi enganado pelas promessas de um pregador do evangelho da prosperidade. O mesmo falso evangelho foi pregado pela serpente no Éden e oferecia tudo o que “parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e… desejável para… se obter discernimento” (Gn 3:6). Foram estas também as tentações usadas pelo diabo ao sugerir que Jesus transformasse pedras em pão, para agradar seu “paladar”; ao encher seus “olhos” com todas as riquezas do mundo; e ainda insistir que saltasse do ponto mais alto do templo para fazer prova de Deus.

Em sua primeira epístola João nos exorta a não irmos atrás das coisas terrenas como as prometidas pelos pregadores da prosperidade. Ele diz: “Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provêm do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2:15-17).

Esses pregadores apoiam suas promessas principalmente no Antigo Testamento, pois para Israel, Deus prometeu sim prosperidade terrena, mas nunca bênçãos celestiais. Para a igreja, porém, a exortação é que “tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos” (1 Tm 6:8). Continue lendo »


‘’Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. ’’ – (I Tessalonicenses 4:3-5)

Normalmente um cristão que se preze não consegue se encaixar nos padrões do mundo, e para isso nem precisa se esforçar já que esta é uma tarefa realizada pelo Espírito Santo. Afastar-se das trivialidades mundanas torna-se mais que uma necessidade, é um verdadeiro deleite àqueles que priorizam viver em santidade, conforme o que Deus planejou.

Ainda assim precisamos ser bastante cautelosos. Mesmo não sendo do mundo ainda vivemos nele e estamos sujeitos ás suas inúmeras malignidades e costumes que em nada acrescentam. A humanidade está fadada à decadência e através da mídia e do entretenimento somos bombardeados por assuntos tóxicos e inúteis que têm como núcleo unicamente o pecado, e que geralmente giram em torno de três polos: Sexo, dinheiro e poder.

O primeiro tem uma influência tão significante que insistentemente nos faz lembrar do quão primitivos somos nesses quesitos. Basta acompanhar notícias nos portais mais populares e este assunto estará lá entre as pautas principais e mais procuradas, muitas vezes ultrapassando os limites da informação útil ou do bom senso. Continue lendo »


Até aqui vimos que ser discípulo não significa necessariamente estar salvo e ter seus pecados perdoados. Muitos dos que se declaram “cristãos” ou discípulos de Cristo nunca se converteram. Do mesmo modo há cristãos verdadeiramente salvos pela fé, mas que estão longe de serem verdadeiros seguidores de Jesus na vida diária, preferindo seguir suas próprias vontades. É desses salvos de mãos vazias que Paulo fala em 1 Coríntios 3:15: “Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo”.

Jesus falou também de cada um “carregar sua cruz”, e não estava falando da cruz que ele levou, e sim de cada um considerar-se morto para esta vida. Os Gálatas haviam se esquecido da cruz neste sentido e tentavam manter-se salvos por seus próprios esforços. Por isso Paulo pergunta: “Não foi diante dos seus olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado?” (Gl 3:1). Se Cristo tinha sido crucificado, e com ele o nosso velho homem, como eles podiam achar que iriam melhorar a carne por meio de regras?

Para mostrar que é só pela fé que somos salvos e andamos “em novidade de vida” (Rm 6:4), Paulo afirma: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2:20). Continue lendo »