Assim como encontramos nos evangelhos os judeus zelosos de sua religião, porém vazios de Cristo, a história da cristandade evoluiu no mesmo sentido e esse declínio aparece nas cartas às sete igrejas de Apocalipse. Para entender o que vou dizer é preciso que você leia atentamente os três primeiros capítulos de Apocalipse e repare nas três divisões apontadas na ordem dada por Jesus a João no capítulo 1, versículo 19: “Escreva as coisas que você viu, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

“As coisas que você viu” são a própria visão que João teve, de Jesus aparecendo a ele. As coisas “que são” referem-se ao período ao qual João pertencia, o mesmo que nós pertencemos, ou seja, o período da igreja descrito nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse. As coisas “que depois destas hão de acontecer” são futuras ao período da igreja, e isto é mostrado na ordem dada a João no capítulo 4, versículo 1: “Suba para cá, e lhe mostrarei o que deve acontecer depois dessas coisas”. Nos capítulos 2 e 3 você encontra um resumo da história da cristandade. Na época de João a maior parte ainda era profética, mas hoje quase tudo é passado.

A carta à igreja de Éfeso revela um estado de apatia da igreja por ter deixado seu primeiro amor, Jesus. Cronologicamente ela representa a igreja do primeiro século, e seus desvios já apareciam nas epístolas da época. A carta a Esmirna mostra que ela não recebeu reprovação, mas consolo por ter sido perseguida. Ela representa o período do primeiro ao quarto séculos, quando os cristãos foram duramente perseguidos e martirizados pelos imperadores romanos. Continue lendo »


É errado eu pedir a Deus que retire um desejo do meu coração, mesmo tendo esse desejo? Isso não seria contraditório ou hipócrita da minha parte?

Não é errado não. E você deve pedir a Deus que coloque no seu coração o desejo e a vontade DELE.

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Germano, me explica Lucas 2:23?

Leia Êxodo 13.

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Paulo foi mantido preso para poder continuar evangelizando “livremente”? Efésios 6:20

É mais ou menos por aí. Acontece que em função das prisões, Paulo pode falar do Evangelho da Graça de Deus para muitos Romanos. Continue lendo »


Jesus diz, a respeito de Israel: “Quando um espírito imundo sai de um homem, passa por lugares áridos procurando descanso, e não o encontrando, diz: ‘Voltarei para a casa de onde saí’. Quando chega, encontra a casa varrida e em ordem. Então vai e traz outros sete espíritos piores do que ele, e entrando passam a viver ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro” (Lc 11:24-26). Em boa parte do Antigo Testamento você encontra Israel imerso em idolatria. Até mesmo Salomão acabou unindo-se a mulheres pagãs e o povo adotou seus costumes idólatras. Mais tarde o reino se dividiu e as dez tribos que ficaram fora do lugar que Deus havia estabelecido para colocar o seu nome mergulharam na idolatria e acabaram cativas do inimigo.

Mas as tribos de Judá e Benjamim, que permaneceram em Jerusalém e das quais descendem os que hoje conhecemos por judeus, não ficaram atrás em termos de idolatria. Diversas vezes vemos Deus repreendendo o seu povo por causa da idolatria, salvo em breves períodos quando algum rei fazia uma faxina parcial, eliminando ídolos e lugares de adoração que os homens criavam fora do lugar determinado por Deus. Então, ao chegarmos aos evangelhos, vemos o povo judeu livre de idolatria e zeloso em guardar a Lei. O que podia haver de errado nisso? O próprio Jesus diz no evangelho de Mateus:

“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade… Vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles estão cheios de ganância e cobiça… Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade” (Mt 23:23-28). E Deus, por meio do profeta Isaías, já dizia: “Não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is 1:13). Continue lendo »


Jesus diz: “Aquele que não está comigo é contra mim, e aquele que comigo não ajunta, espalha” (Lc 11:23). No trânsito você pode ser aquele que flui com o tráfego ou o que está parado bloqueando tudo, ou ainda o que trafega na contra mão. Mas neutro você não é. Seu posicionamento tem um efeito sobre você e sobre os que o cercam. Assim é também em relação a Cristo. É impossível ser neutro. Se você não está com ele, está contra ele; se não ajunta, espalha.

Você pode até dizer que já tem uma religião e não tem nada a ver com Satanás. Mas o fato de ainda não ter a salvação e o perdão dos pecados pela fé em Jesus faz com que permaneça na mesma posição de todo pecador não redimido, ou seja, sob o domínio das trevas. Saulo era um judeu muito religioso, mas veja o que Jesus lhe falou no caminho para Damasco, quando foi levado a se converter:

“Sou Jesus, a quem você está perseguindo. Agora, levante-se, fique de pé. Eu lhe apareci para constituí-lo servo e testemunha do que você viu a meu respeito e do que lhe mostrarei. Eu o livrarei do seu próprio povo e dos gentios, aos quais eu o envio para abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus, a fim de que recebam o perdão dos pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim” (At 26:15-18). Continue lendo »