Tente imaginar a cena: a carruagem do poderoso comandante do exército do rei da Síria, com seus servos e uma escolta de soldados parados em frente à casa do profeta Eliseu. Agora pense na frustração de Naamã ao perceber que não é Eliseu quem sai da casa, mas apenas um mensageiro com a receita para sua doença!

O garoto de recados transmite a mensagem do profeta: “Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado” (2 Rs 5:10). Naamã fica indignado. Ele estava certo de que o próprio profeta viria ao seu encontro e invocaria o nome de Deus, imporia a mão sobre o lugar de suas feridas e o curaria da lepra. Além disso, que benefício havia em banhar-se no Jordão quando em Damasco havia os rios Abana e Farfar, bem maiores e importantes!

Hoje muitos cristãos são como Naamã. Acreditam que Deus só pode agir se existir algum tipo de pirotecnia, como música alta, pregadores berrando ao microfone e rios de dinheiro fluindo. Não se contentam com a Palavra de Deus e ficam impressionados quando um pregador se diz capaz de fazer descer fogo dos céus, de tão poderoso que se considera. Continue lendo »


Depois de mencionar aos judeus o caso da viúva de Sarepta, sustentada por Deus em vida e ressurreição, Jesus fala de outro estrangeiro, Naamã. Mas este não é pobre e faminto como a viúva. Naamã é comandante do exército do rei da Síria, nação inimiga de Israel, que em uma de suas invasões havia escravizado uma menina israelita. A menina agora trabalha para a esposa de Naamã.

A viúva de Sarepta não tinha nada, e precisou de Deus para suprir suas necessidades e resgatar seu filho da morte. Naamã tem tudo, porém é leproso. Na Bíblia a lepra aparece como figura do pecado: a doença que nos torna insensíveis ao mal, nos corrompe e nos faz impuros aos olhos de Deus. O grande Naamã depende agora da menina escrava para encontrar a cura para o seu mal. A jovem avisa: “Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra”(2 Rs 5:3).

Havia muitas jovens israelitas escravizadas pelo inimigo, mas quantas conheciam a Deus, amavam seu semelhante e estavam dispostas a salvar seus inimigos? Ninguém a censuraria se ela pensasse consigo: “Deus castigou Naamã por ter me roubado e me escravizado! Bem feito para ele!”. Mas esta menina não é assim. Ela realmente se importa e indica a solução para o mal que aflige seu senhor. Continue lendo »


“Exultai, ó céus, e alegra-te, ó terra, e vós, montes, estalai com júbilo, porque o SENHOR consolou o seu povo, e dos seus aflitos se compadecerá.” Isaías 49:13

A presença de Deus é o que nos sustém e nos mantém seguindo em frente a cada instante. Quando buscamos a aprovação do Senhor durante todos os momentos, percebemos o Seu agir transcender nosso entendimento humano, e então o Espírito Santo nos capacita para que possamos viver pela fé, enxergando o poder de Deus ser manifestado em todas as situações às quais somos sujeitos nas mais diversas etapas da vida.

Progressivamente enfrentamos obstáculos que incentivam o crescimento de nossa fé, nos tornando mais fortes e confiantes no Senhor, sendo polidos pelo Espírito Santo para que sejam removidos de nós os excessos e bagagens que poderiam nos incapacitar de entrar pela porta estreita (Mt. 7:13). Renunciamos nossas próprias vontades, compreendendo que elas são empecilhos que nos separam da vontade divina.

Aceitar a Cristo não significa professar palavras lamuriosas com olhos lacrimejantes, tampouco contradizer tais palavras com comportamentos opostos ao que Ele ensina. Muitos parecem crer que palavras ou aparências pesam mais que comportamentos perante Deus. Ledo engano (Mt. 7:21). Através de nossos comportamentos podemos constatar onde passaremos a eternidade e a palavra de Deus é clara e objetiva a esse respeito (1 Cor 6:9-10). Continue lendo »


No episódio anterior vimos como Deus proveu o sustento a uma viúva estrangeira, enquanto na incrédula nação de Israel muitas viúvas passavam fome. Mas a história não termina ali. Aquela viúva passaria por mais uma prova, desta vez bem mais amarga, para aprender a confiar no  Deus que não apenas dá o sustento cotidiano, mas também vida aos mortos.

Não há nada de errado em se buscar a Deus para nossas necessidades básicas, mas tudo está errado quando nós nos limitamos a isso. Deus não é um talismã para nos dar sorte nesta vida, e nem uma cornucópia para garantir nossa prosperidade material. Paulo escreveu que “se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”(1 Co 15:19).

Mas tudo muda diante da morte, o fim do homem em seu estado natural. Terminam todos os seus planos, esperanças, poder e vanglória. Não existe experiência mais triste e deplorável do que a partida de alguém sem Deus. A viúva, que já havia experimentado a provisão de Deus para esta vida, é agora surpreendida pela morte de seu único filho. Continue lendo »