A palavra grega usada para dispensação significa literalmente “administração de uma casa” ou “economia”. Na Bíblia tem o sentido de o modo de Deus tratar com o homem de diferentes maneiras nas diferentes épocas. No jardim do Éden Deus tratou com o homem em um estado de inocência. De Adão e Eva exigia-se apenas obediência a uma única ordem, havendo uma pena para o caso de falharem. E eles falharam ao duvidarem de Deus e darem crédito a Satanás.

Com a queda o homem deixou de ser inocente e se tornou responsável. Deus passou a tratá-lo com base na consciência que o homem passou a ter do bem e do mal, muito embora fosse incapaz de evitar o mal e não tivesse poder para praticar o bem. Do mesmo modo como ocorreu com dispensação da inocência, a dispensação da consciência terminou em ruína. A degradação do ser humano chegou a tal ponto que Deus precisou destruir o mundo com um dilúvio.

A única família salva foi a de Noé, que inaugurou a dispensação do governo, por ter sido ele a primeira pessoa a ser revestida por Deus de autoridade para julgar seus semelhantes e aplicar a pena de morte quando necessário. Essa dispensação terminou igualmente em ruína. A torre que os homens construíram em Babel atraiu o juízo de Deus, que confundiu suas línguas e os dispersou. Continue lendo »


Eu já senti desejo sexual por um homem que eu não sabia que era casado, quando soube fiquei péssima, mas continuei sentindo. Isso foi adultério, né? Mesmo sendo ele o “casado” e não eu.

Sim, é adultério.

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Ter fé como um grão de mostarda é muito ou pouco?

É um bocado, muito mesmo.

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Só os batizados no Espírito Santo falam em línguas, certo? Mas lá, na hora do batismo a pessoa já fala em línguas ou não? Quando uma pessoa que nunca falou em línguas, fala, é pq foi batizada? Todos devem ser batizados no Espírito Santo ou não é preciso?

Não existe batismo no Espírito Santo e nem falar em línguas através do poder do Espírito Santo, isso terminou no primeiro século com os apóstolos e foi “reinventado” há 100 anos atrás pelo movimento pentecostal. Não tem nenhuma base bíblica.

Por favor, leia os posts acompanhando em sua Bíblia as citações: Continue lendo »


O louvor de Zacarias, pai de João Batista, não faz sentido para quem não é judeu, descendente de israelitas e vivendo na expectativa do estabelecimento do Reino prometido ao rei Davi, com a destruição de seus inimigos. Para quem nasceu no Brasil, é descendente de europeus, africanos, asiáticos, etc. e não tem sangue judeu, as palavras de Zacarias parecem uma carta enviada ao endereço errado.

Quando o apóstolo Paulo escreveu ao jovem Timóteo, ele disse algo muito importante: “Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade” (2 Tm 2:15). O verbo traduzido em nossas versões por “manejar” tem no original grego o sentido de “dissecar”. Isto mesmo, como faz um médico legista com seu bisturi, separando e identificando cada órgão e sua função no corpo.

Devemos fazer o mesmo com a Palavra de Deus, dividindo, separando e identificando cada passagem para aplicá-la da maneira correta. Isto se faz perguntando: O que Deus disse? A quem falou? Quando? Onde? Em que circunstâncias? Com que objetivo? Visando qual povo, época e lugar?

Por exemplo, muita gente tenta encaixar no cristianismo coisas que foram ditas explicitamente no contexto do judaísmo. O resultado é a confusão de doutrinas e igrejas que você encontra na cristandade, além de uma multidão de pessoas decepcionadas porque as promessas que viram o Antigo Testamento ou mesmo nos Evangelhos não funcionaram para elas. Não funcionaram porque não eram para elas. Continue lendo »


Autor: O Livro de Juízes não revela especificamente o nome do seu autor. A tradição é que o profeta Samuel foi o autor de Juízes. Evidência interna indica que o autor viveu logo após o período dos juízes. Samuel se encaixa nessa qualificação.

Quando foi escrito: O livro de Juízes foi provavelmente escrito entre 1045 e 1000 AC.

Propósito: O livro de Juízes pode ser dividido em duas seções: 1) Capítulos 1-16 narram as guerras de libertação que começam com a derrota dos cananeus e terminam com a derrota dos filisteus e a morte de Sansão; 2) Capítulos 17-21 são conhecidos como um apêndice e não se referem aos capítulos anteriores. Esses capítulos são enxergados como um tempo quando “não havia rei em Israel” (Juízes 17:6; 18:1, 19:1, 21:25). O Livro de Rute era originalmente uma parte do Livro dos Juízes, mas em 450 DC foi removido para tornar-se um livro próprio.

Versículos-chave: Juízes 2:16-19: “Suscitou o SENHOR juízes, que os livraram da mão dos que os pilharam. Contudo, não obedeceram aos seus juízes; antes, se prostituíram após outros deuses e os adoraram. Depressa se desviaram do caminho por onde andaram seus pais na obediência dos mandamentos do SENHOR; e não fizeram como eles. Quando o SENHOR lhes suscitava juízes, o SENHOR era com o juiz e os livrava da mão dos seus inimigos, todos os dias daquele juiz; porquanto o SENHOR se compadecia deles ante os seus gemidos, por causa dos que os apertavam e oprimiam. Sucedia, porém, que, falecendo o juiz, reincidiam e se tornavam piores do que seus pais, seguindo após outros deuses, servindo-os e adorando-os eles; nada deixavam das suas obras, nem da obstinação dos seus caminhos.”

Juízes 10:15: “Mas os filhos de Israel disseram ao SENHOR: Temos pecado; faze-nos tudo quanto te parecer bem; porém livra-nos ainda esta vez, te rogamos.”

Juízes 21:25: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto.”

Resumo: O livro de Juízes é um relato trágico de como Yahweh [Deus] foi “tido como certo” pelos Seus filhos ano após ano, século após século. Juízes é um triste contraste do livro de Josué, pois Josué narra as bênçãos que Deus concedeu aos israelitas pela sua obediência a Deus na conquista da terra. Em Juízes os israelitas foram desobedientes e idólatras, o que causou suas muitas derrotas. Contudo, Deus nunca deixou de abrir os Seus braços de amor ao Seu povo sempre que se arrependeram dos seus maus caminhos e invocaram o Seu nome (Juízes 2:18). Através dos 15 juízes de Israel, Deus honrou a Sua promessa a Abraão de proteger e abençoar a sua descendência (Gênesis 12:2-3). Continue lendo »