Jesus diz: “Aquele que não está comigo é contra mim, e aquele que comigo não ajunta, espalha” (Lc 11:23). No trânsito você pode ser aquele que flui com o tráfego ou o que está parado bloqueando tudo, ou ainda o que trafega na contra mão. Mas neutro você não é. Seu posicionamento tem um efeito sobre você e sobre os que o cercam. Assim é também em relação a Cristo. É impossível ser neutro. Se você não está com ele, está contra ele; se não ajunta, espalha.

Você pode até dizer que já tem uma religião e não tem nada a ver com Satanás. Mas o fato de ainda não ter a salvação e o perdão dos pecados pela fé em Jesus faz com que permaneça na mesma posição de todo pecador não redimido, ou seja, sob o domínio das trevas. Saulo era um judeu muito religioso, mas veja o que Jesus lhe falou no caminho para Damasco, quando foi levado a se converter:

“Sou Jesus, a quem você está perseguindo. Agora, levante-se, fique de pé. Eu lhe apareci para constituí-lo servo e testemunha do que você viu a meu respeito e do que lhe mostrarei. Eu o livrarei do seu próprio povo e dos gentios, aos quais eu o envio para abrir-lhes os olhos e convertê-los das trevas para a luz, e do poder de Satanás para Deus, a fim de que recebam o perdão dos pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim” (At 26:15-18). Continue lendo »


Jesus afirma que “todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e uma casa dividida contra si mesma cairá. Se Satanás está dividido contra si mesmo, como o seu reino pode subsistir? Se eu expulso demônios por Belzebu, por quem os expulsam os filhos de vocês? Por isso eles mesmos estarão como juízes sobre vocês” (Lc 11:18-19). Expulsar demônios não era uma prática desconhecida dos judeus, e havia em Israel exorcistas que bem sabiam que Satanás não podia lutar consigo mesmo, ou seu reino não subsistiria.

A vinda do Filho de Deus causou um reboliço na esfera espiritual, tirando o sossego de Satanás, seus anjos e demônios. O Rei prometido de Israel tinha chegado cumprindo cada profecia feita a respeito dele pelos antigos profetas. Apesar de o povo não o reconhecer, os demônios sabiam quem ele era, só não o esperavam tão cedo. Por isso em Mateus 8:29 a legião de demônios que atormentava os gadarenos possessos exclamou: “Que queres conosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do devido tempo?” (Mt 8:29).

Aqui Jesus fala de dois reinos: o reino de Satanás e o Reino de Deus. Ele diz: “Se é pelo dedo de Deus que eu expulso demônios, então chegou a vocês o Reino de Deus” (Lc 11:20). O Reino havia chegado na Pessoa de Jesus e representava o começo do fim para Satanás. A semente da mulher, prometida no Éden para esmagar a cabeça da serpente, vinha reclamar seus domínios. Jesus fala em parábola: “Quando um homem forte, bem armado, guarda sua casa, seus bens estão seguros. Mas quando alguém mais forte o ataca e vence, tira-lhe a armadura em que confiava e divide os despojos” (Lc 11:21-22). Continue lendo »


“ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” Hebreus 11:1

Diversas vezes nas quais nos sentimos abatidos nossa fé tende a esmorecer, fazendo com que enfraqueçamos e percamos a confiança em Deus. Passamos a contemplar os problemas de forma desesperançosa, já não conseguindo lidar com as angústias resultantes deles.

Como cristãos não estamos imunes a situações que provoquem ansiedade ou tribulações, pois a chuva desce sobre justos e injustos (Mateus 5:45). A justiça de Deus segue seu curso ainda que não compreendamos, pois ela excede infinitamente qualquer julgamento de valor humano. A diferença é a atitude que tomamos ao nos deparar com momentos que exigem fé. Nessas horas precisamos comprovar que realmente confiamos em Deus permitindo que Ele aja conforme Lhe for congruente. Continue lendo »


Em nosso capítulo 11 de Lucas vimos que o pedido dos céticos para que Jesus lhes desse um sinal do céu fazia parte da estratégia de Satanás para confundir os que se admiravam com a libertação operada por Jesus. Eles argumentavam que Jesus expulsava demônios pelo poder de Belzebu, o príncipe dos demônios, quando na verdade era pelo poder do Espírito Santo que o Senhor fazia todas as coisas.

Por dizerem que Jesus estava possesso eles seriam privados da salvação, como ele explica no Evangelho de Marcos: “‘Eu lhes asseguro que todos os pecados e blasfêmias dos homens lhes serão perdoados, mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: é culpado de pecado eterno’. Jesus falou isso porque eles estavam dizendo: ‘Ele está com um espírito imundo’” (Mc 3:28-30).

Hoje é impossível alguém blasfemar contra o Espírito Santo da maneira prevista aqui. Somente alguém que vivesse naquela época e lugar poderia afirmar que Jesus estava fazendo seus milagres pelo poder do diabo. Mas hoje é possível alguém privar-se da salvação por rejeitar o Salvador. Afinal, se alguém rejeita Aquele que morreu no lugar do pecador, como espera receber o perdão? Continue lendo »