“À meia-noite, ouviu-se um grito: ‘Eis o noivo! Saiam para encontrá-lo!’” (Mt 25:6). As dez virgens acordam e correm preparar suas candeias, mas as insensatas entram em pânico ao descobrirem que não têm azeite. Elas pedem um pouco emprestado das virgens prudentes.

O problema é que o azeite do Espírito Santo não é algo que se empreste. Ou você tem ou não tem, e quem não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. As virgens prudentes são pessoas realmente salvas pela fé em Jesus; as outras apenas professam uma religião. A salvação é individual, não é hereditária e não passa de uma pessoa para outra. As virgens insensatas saem em busca de azeite, mas agora é tarde.

O noivo chega, as virgens preparadas entram com ele para a festa, e a porta é fechada. De nada adianta as insensatas clamarem diante da porta: “Senhor! Senhor! Abra a porta para nós!”(Mt 25:11). O noivo responde que não as conhece. Todas as cinco ocorrências da expressão “Senhor! Senhor!”na Bíblia são de pessoas que não creem em Jesus e nem o esperam (Mt 7:21-22; 25:11; Lc 6:46; 13:25). Continue lendo »


Enquanto a primeira parte do capítulo 24 de Mateus trata da vinda do Messias e Rei para Israel no final da grande tribulação, o capítulo 25 fala de sua vinda em relação aos que professam crer nele, tanto falsos como verdadeiros. Se você se lembra de tudo o que vimos sobre o Reino dos céus, verá que esta parábola também começa se referindo a esse Reino de um Rei que está ausente.

As dez virgens não representam a Igreja no singular, como a noiva, pois isso só seria revelado mais tarde ao apóstolo Paulo. Não representam tampouco um casamento poligâmico. A noiva, única e perfeita, formada apenas por aqueles que são genuínos, não aparece aqui como tal. As dez virgens representam o testemunho individual daqueles que professam crer em Jesus. Todas elas têm uma lamparina, dessas que funcionam com óleo ou azeite. Na Bíblia, a candeia ou lamparina aparece como símbolo de testemunho.

Você se lembra do capítulo 5, quando Jesus chamou os discípulos de “luz do mundo”(Mt 5:14)? Pois é, quem acendesse uma candeia devia colocá-la num lugar alto para iluminar toda a casa, e não debaixo de uma vasilha. Assim também deveria brilhar a luz dos que professam crer em Jesus, para que os homens vissem e dessem glória a Deus. Mas, das dez virgens, cinco são insensatas e não têm azeite, e cinco são prudentes, e suas lâmpadas estão abastecidas. Continue lendo »


Jesus termina o capítulo 24 de Mateus exortando seus discípulos a vigiarem para não serem pegos de surpresa pela sua vinda. Embora a exortação seja primeiramente aplicada a Israel, ela também serve para aqueles que creram em Jesus em qualquer época. Vigiar é manter-se sempre acordado e preparado, ciente de que algo está para acontecer.

Aqueles que em todas as épocas receberam a responsabilidade de zelar pelas coisas de Deus não podem viver de qualquer jeito e sem qualquer expectativa da volta de seu Senhor. Israel já teve a chance de mostrar que não estava esperando por seu Messias, pois quando ele veio para o que era seu, os seus não o receberam. Agora é a vez de a cristandade mostrar sua indiferença para com a volta do Senhor a qualquer momento.

Começando no capítulo 24 e continuando no capítulo 25, Jesus conta três parábolas: a dos dois servos, das dez virgens e dos diferentes talentos. Basicamente elas nos falam da necessidade de sermos fiéis, vigilantes e produtivos durante a ausência do Senhor. Lembre-se de que fidelidade, vigilância e trabalho são coisas que acompanham a salvação, e não meios para se chegar a ela. A salvação é recebida exclusivamente por graça e não por nossos esforços. Somente o sangue de Jesus derramado na cruz pode nos purificar de nossos pecados. Continue lendo »


“Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, E a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, Ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura não fez a minha mão todas estas coisas? Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais.” (Atos 7:48-51)

Somos obstinados por natureza, e tendemos a querer fazer tudo conforme nossos interesses pessoais, movidos pelo egoísmo, e geralmente não aceitamos que mudem essa regra. Preferimos ouvir o coração e assim nos distanciamos cada vez mais do que é ensinado nas Escrituras.

Porém, mudanças radicais ocorrem quando Cristo passa a reinar em nós. Tomamos decisões com base na Palavra de Deus, em todas as circunstâncias, sabendo que todas as respostas estão ali, as quais nem sempre nos serão agradáveis ou fáceis de aceitar.

Deus é santo e espera que nos inspiremos nEle em todos os momentos. Portanto, independentemente das dificuldades que tal atitude acarrete, precisamos estar submissos ao Espírito Santo por mais incomum e estranho que isto seja ao homem carnal, e assim geraremos frutos agradáveis ao Pai, sendo honestos com Ele e dispostos a executar o que é certo de acordo com a Sua vontade. Continue lendo »