Olhos e ouvidos são as vias de acesso ao coração, mas eles por si só não são capazes de decidir. É você, por meio de sua vontade, quem decide o que entra ou não, como aconteceu com os judeus que recusaram a verdade: “De má vontade ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria” (Mt 13:15).

Se os judeus fecharam olhos e ouvidos à verdade, Eva os abriu à mentira. Ela não só deu ouvidos à serpente, como também “viu que a árvore… era atraente aos olhos” (Gn 3:6). As tentações do inimigo continuam chegando através de nossos olhos e ouvidos, e cabe a cada um discernir e controlar o que deve ou não passar por nossas ‘portas’. O apóstolo Pedro escreveu: “Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1 Pe 5:8).

No Antigo Testamento há uma figura de como agir. Neemias conta o que fez depois que os judeus reconstruíram os muros de Jerusalém: “Eu lhes disse: As portas de Jerusalém não deverão ser abertas enquanto o sol não estiver alto” (Ne 7:1-3). O sol a pino não deixa sombra, e assim deve ser o nosso cuidado. Enquanto existir alguma sombra de dúvida sobre algo ou alguém é prudente você não abrir as portas do seu coração. Continue lendo »


Enquanto a salvação é pela fé e de graça a todo aquele que crê em Jesus, segui-lo na prática tem um custo. Jesus dá dois exemplos disso, um que fala de construir uma torre e outro de preparar-se para a batalha. A exortação é para que você saiba que segui-lo tem um preço. Ele diz: “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’” (Lc 14:28-29).

Uma torre é alta e visível. Assim é o crente que constrói uma torre: o seu testemunho será evidente a todos os homens e ele ficará numa posição estratégica e privilegiada para perceber a aproximação do inimigo e discernir suas intenções. Ele também discernirá qual é a vontade de Deus e como reagir a cada ataque. Esse discernimento é um privilégio do crente espiritual, isto é, que não apenas foi salvo por Cristo e tem o Espírito Santo, mas que é guiado por este mesmo Espírito e não pela carne.

O apóstolo Paulo escreve que “quem é espiritual discerne todas as coisas, e ele mesmo por ninguém é discernido; pois quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí-lo? Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1 Co 2:15-16). Ou seja, o crente que anda em comunhão com Deus e com a sua Palavra não somente sabe discernir a vontade de Deus, como também as intenções de Satanás e dos incrédulos. Mas para os incrédulos o crente espiritual é um verdadeiro enigma. Não conseguem compreendê-lo. Continue lendo »


Se você foi a Cristo em busca de uma vida mansa e próspera neste mundo provavelmente foi enganado pelas promessas de um pregador do evangelho da prosperidade. O mesmo falso evangelho foi pregado pela serpente no Éden e oferecia tudo o que “parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e… desejável para… se obter discernimento” (Gn 3:6). Foram estas também as tentações usadas pelo diabo ao sugerir que Jesus transformasse pedras em pão, para agradar seu “paladar”; ao encher seus “olhos” com todas as riquezas do mundo; e ainda insistir que saltasse do ponto mais alto do templo para fazer prova de Deus.

Em sua primeira epístola João nos exorta a não irmos atrás das coisas terrenas como as prometidas pelos pregadores da prosperidade. Ele diz: “Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provêm do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2:15-17).

Esses pregadores apoiam suas promessas principalmente no Antigo Testamento, pois para Israel, Deus prometeu sim prosperidade terrena, mas nunca bênçãos celestiais. Para a igreja, porém, a exortação é que “tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos” (1 Tm 6:8). Continue lendo »


‘’Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. ’’ – (I Tessalonicenses 4:3-5)

Normalmente um cristão que se preze não consegue se encaixar nos padrões do mundo, e para isso nem precisa se esforçar já que esta é uma tarefa realizada pelo Espírito Santo. Afastar-se das trivialidades mundanas torna-se mais que uma necessidade, é um verdadeiro deleite àqueles que priorizam viver em santidade, conforme o que Deus planejou.

Ainda assim precisamos ser bastante cautelosos. Mesmo não sendo do mundo ainda vivemos nele e estamos sujeitos ás suas inúmeras malignidades e costumes que em nada acrescentam. A humanidade está fadada à decadência e através da mídia e do entretenimento somos bombardeados por assuntos tóxicos e inúteis que têm como núcleo unicamente o pecado, e que geralmente giram em torno de três polos: Sexo, dinheiro e poder.

O primeiro tem uma influência tão significante que insistentemente nos faz lembrar do quão primitivos somos nesses quesitos. Basta acompanhar notícias nos portais mais populares e este assunto estará lá entre as pautas principais e mais procuradas, muitas vezes ultrapassando os limites da informação útil ou do bom senso. Continue lendo »