Jesus não disse para celebrarmos a Páscoa e nem outras datas. Advento, Natal, Quaresma, Semana Santa e datas destinadas a homenagear os chamados ‘santos’ não têm lugar na adoração cristã. Recebemos do Senhor apenas duas ordenanças: o batismo, feito uma vez na vida, e a Ceia do Senhor, celebrada “no primeiro dia da semana” como faziam os primeiros discípulos quando se reuniam “para partir o pão” (At 20:7).

Mas que mal há em celebrar essas datas se a intenção for agradar a Deus? O mal está em contrariar uma ordem dada por Deus e fazer as coisas segundo a própria vontade, o que é rebeldia. Saul sacrificou fora da ordem dada por Deus e foi repreendido: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua Palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria” (1 Sm 15:22).

A cristandade virou uma cópia do judaísmo, com templos, altares, clérigos, vestes especiais, candelabros e ‘dias santos’. Continue lendo »


Após perguntarem ao Senhor, e seguirem suas instruções de onde ele queria que preparassem a Páscoa, só faltava Jesus. “Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento” (Lc 22:14-15). Cristãos não celebram a Páscoa, mas o mesmo privilégio de desfrutar de sua presença têm hoje os que lhe obedecem na forma e lugar de celebrar a Ceia do Senhor. Quando reunidos ao seu nome pelo Espírito Santo, “chegada a hora” o Senhor se põe no meio.

Aqui ele come “o pão da aflição” sem fermento e o cordeiro cozido da Páscoa judaica como qualquer outro judeu. O cálice não fazia parte da instituição original da Páscoa dada por Deus no Antigo Testamento, mas era um costume introduzido pelos judeus. “O vinho alegra o coração do homem” (Sl 104:15), mas para Jesus não há motivo para alegria. Esta será sua última Páscoa. Em questão de horas ele será imolado como um Cordeiro no holocausto do juízo divino. “Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado” (1 Co 5:7).

A Páscoa só voltará a ser celebrada quando Israel for restaurado e Cristo reinar sobre o seu povo, tendo sua Noiva, a Igreja, reinando consigo. Continue lendo »


“Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” Mateus 6:34

Nós, humanos, temos uma inclinação natural à ansiedade. Preocupações geralmente tomam curso em nossas mentes desde que saímos da infância e tomamos contato com a realidade mundana, que pode se mostrar cruel e devastadora, ocasionando sequelas aparentemente irreparáveis.

Passamos a viver arrependidos pelo passado e preocupados com o futuro, ignorando e negligenciando o presente, o único tempo em que estamos de fato vivendo. Cristo, que nos conhece e compreende perfeitamente já que é onisciente, aconselha-nos a não nos inquietarmos pelo amanhã, pois basta a cada dia o seu próprio mal (Mateus 6:34).

Temos dificuldade em viver um dia de cada vez, pois a rotina maçante a qual estamos submetidos enquanto no mundo insere em nós cada vez mais estresse e angústia, nos mais diversos níveis. Incorporar os ensinamentos de Jesus à vida neste mundo torna-se cada vez mais desafiante, uma vez que a maioria das pessoas pensa em sentido contrário ao que Ele ensina. Continue lendo »


“Jesus enviou Pedro e João, dizendo: ‘Vão preparar a refeição da Páscoa’. ‘Onde queres que a preparemos?’, perguntaram eles. Ele respondeu: ‘Ao entrarem na cidade, vocês encontrarão um homem carregando um pote de água. Sigam-no até a casa em que ele entrar e digam ao dono da casa: ‘O Mestre pergunta: Onde é o salão de hóspedes no qual poderei comer a Páscoa com os meus discípulos?’ Ele lhes mostrará uma ampla sala no andar superior, toda mobiliada. Façam ali os preparativos’. Eles saíram e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito. Então, prepararam a Páscoa” (Lc 22:8-13).

Os discípulos acabam de descobrir que Jesus tem discípulos secretos em Jerusalém, como o homem que leva o cântaro e o pai de família disposto a receber aquele grupo de simpatizantes de um procurado pela justiça. Sabemos que a essa altura dos acontecimentos “os chefes dos sacerdotes e os fariseus tinham ordenado que, se alguém soubesse onde Jesus estava, o denunciasse, para que o pudessem prender” (Jo 11:57).

Mas estas instruções escondem verdades ainda mais preciosas. A primeira é a singularidade do homem com um cântaro. Na época eram as mulheres que transportavam água, e dezenas delas circulavam pelas ruas. Continue lendo »